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Se pudesse opinar sobre sua alimentação nos primeiros seis meses de vida, o bebê certamente dispensaria chás, vitaminas e até a água que os pais, muitas vezes, lhe oferecem. Nessa fase, ele conta com um alimento completo e exclusivo, que contém nutrientes e garante imunidade contra muitas doenças. Sem contar que é fornecido no aconchego do colo querido da mamãe.
Os sinais de que já tem condições para receber outros alimentos vêm da própria natureza. São eles: ele já senta; pode comer com a colher; tem os primeiros dentinhos; seu aparelho gastrintestinal está mais preparado para a digestão. Esta, geralmente, é a hora do desmame parcial da criança, quando lhe são apresentadas novidades como o suco de fruta, o purê de batatas, o caldo de feijão.
Alternadas com as mamadas, algumas novidades passarão a integrar o cardápio certo para o desenvolvimento do bebê. Ele continua a mamar no seio, de manhã e à noite. Mas, aos poucos, irá experimentando também os alimentos que estão na mesa da família. Só que seu caldinho de feijão tem menos tempero, as carnes são desfiadas, os legumes devem vir em pedacinhos. Afinal, nosso pequeno gourmet ainda está em fase de adaptação.
Desmame total
O esquema de desligamento parcial funciona até que, entre um e dois anos, mãe e filho decidem a melhor hora de deixar o seio. Certos sinais podem alertar que é tempo das últimas mamadas, entre eles: diminuição do leite, desinteresse do bebê ou impaciência da mãe.
Como vimos, o processo ideal é gradativo e lento. Não permita que seja prejudicado por estes fatores:
Oferecimento de outros alimentos à criança nos seis primeiros meses, o que antecipa seu desmame parcial.
Precipitação do início do desmame parcial para antes do 5º mês de vida do filho, por necessidade de volta ao trabalho.
Dificuldades de espera, até que ele chegue por volta de um ano, um ano e meio de idade, para, então, fazer o desmame total.

Palavra de especialista: vale a pena organizar um esquema alternativo para amamentar o seu bebê, mesmo que parcialmente.
Papai também entra
Parte do triângulo amoroso com a mulher e o filho, o pai contribui e muito! para a tranqüilidade da companheira e o desenvolvimento físico e emocional da criança. Sua presença, seu amor e carinho ajudam a:
Superar o desgaste emocional provocado pela segunda grande separação (a primeira foi o parto): o desmame.
Prolongar o tempo de amamentação, caso seja esta, também, sua vontade,
Facilitar o processo de adaptação do filho aos novos alimentos.
Deixar o seio é um fato natural na vida de toda criança. Mas deve ser conduzido de modo gradual e cuidadoso, levando em conta o ritmo de desenvolvimento de cada uma, assim como sua gestação, parto e o próprio processo de amamentação.
Precisa de ajuda?
Procure o Grupo das Amigas do Peito: (21) 2285-7779 ou www.amigasdopeito.org.br
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