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Alguns fatores são capazes de dificultar ou atrasar o processo da fala. Cada um deles exigirá uma intervenção diferente. Uma coisa existe em comum: quanto mais cedo se detectar o problema e procurar resolvê-lo, melhor. Há cinco áreas a serem pesquisadas:
Audição
A criança parece não perceber o barulho do brinquedo que cai, do telefone que toca, ou em casos mais severos, da porta que bate ruidosamente. O pediatra, na certa, irá encaminhá-la para a avaliação de um otorrinolaringologista ou de um fonoaudiólogo.
O que fazer
Caso o diagnóstico aponte para uma perda importante de audição, o uso de um aparelhinho amplificador de sons consegue ajudar bastante. A adaptação ao aparelho, entretanto, deve ser supervisionada pelo fonoaudiólogo. Ele se encarregará de ajustar as freqüências e o volume, por exemplo. Só assim, conforto e adaptação ficam garantidos.
Desenvolvimento neurológico
As lesões do sistema neurológico tendem a trazer dificuldades, mais ou menos acentuadas, na fala. E, muitas vezes, também na movimentação dos órgãos responsáveis pela sua produção. Crianças com paralisia cerebral e síndrome de Down estão neste caso.
O que fazer
O pediatra indicará aos pais a necessidade de avaliação feita pelo neurologista. É igualmente importante a inclusão de outros profissionais, capazes de estimular a criança, a fim de que ela se desenvolva de forma plena, dentro de suas possibilidades.
Alterações anatômicas
Fissuras lábio-palatinas (lábio leporino), problemas na musculatura oral, além de desvios nos órgãos da fala podem, também, comprometer seu desenvolvimento.
O que fazer
Nas fissuras, o pediatra deverá encaminhar a criança a um cirurgião plástico, para a devida correção. Quanto à flacidez da musculatura, torna-se fundamental a remoção de certos hábitos bucais, como o de chupar o dedo, que possam estar persistindo, após dois anos de idade.
Fatores ambientais
Meu filho tem quase três anos e não fala como os coleguinhas. A queixa é comum na conversa das mães. Mas será que esta criança, que deixa a família ansiosa, convive com outras da sua idade? Será, também, que a babá ou a vovó não lhe entregam tudo nas mãos, bastando que aponte para os objetos? Vale dizer, ainda, que a televisão é uma vilã, no que se refere ao domínio da fala. Através dela, só se recebe, não há comunicação.
O que fazer
Os pais têm que agir. O melhor para isto é aproveitar as horas de convivência na rotina diária para uma boa conversa. Vamos tomar, como exemplo, o banho. Em clima de brincadeira, peça que o bebê reconheça as partes de seu corpo. Cadê o pezinho? Onde está o cabelinho? E por aí vai. Quando sentir que isto já é possível, levante o braço de seu filho e pergunte como ele se chama.
Aspectos emocionais
Tudo corre bem, mas de repente... Ao se defrontar com a chegada do irmão, a separação dos pais ou qualquer outro fator estressante, a criança pode apresentar alterações no ritmo do seu desenvolvimento. Ela, que estava livre das fraldas, volta a usá-las. Sabia falar muita coisa e parece ter desaprendido: troca sons, gagueja.
O que fazer
Em primeiro lugar, a família detecta o que estaria interferindo, a ponto de causar o desequilíbrio momentâneo. E procura ajudar a criança, da melhor maneira. Caso os pais se sintam inseguros, devem procurar o fonoaudiólogo, que analisará a questão da fala, e irá orientá-los. Quando necessário, ele solicitará uma avaliação psicológica.
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