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Bebê / Desenvolvimento



O bebê brinca no chão

Até aqui, ele ficava no bercinho a maior parte do tempo. Mas chegando ao quarto mês de vida ganha habilidades novas como o rolar o corpo para um lado e para o outro. Se fizer isto sobre a cama ou o sofá, corremos o risco de ver, ao menor descuido nosso, que a aventura acabou em um tombo.

Adeus, berço. E também nada de colo ou carrinho o dia todo. Uma coisa está provada: crianças que vivem da cama para o colo e do colo para a cama costumam ter um desenvolvimento mais lento do que outras acostumadas com maior liberdade. Brincar no chão, em espaços mais amplos ajuda a desenvolver a percepção e é importante para os ossos e músculos, que saem fortalecidos com a atividade. 


O risco e a resposta

Você lavou as roupinhas com produtos neutros, passou pano úmido no chão do quarto, teve o cuidado de colocar o colchão no sol, ferveu mamadeiras e bicos, enfim, limpou e desinfetou tudo o que iria estar em contato com o neném. Higiene sempre foi a sua meta principal. É bem provável que esteja assustada com a simples idéia de deixar seu filho tão próximo das inevitáveis impurezas de um lugar onde todos pisam. 

Pode ficar tranqüila, mamãe. É justamente no contato com agentes agressores que o organismo da criança cria seus mecanismos de defesa contra vírus e bactérias. Exposição e resposta, esta é a base do sistema imunológico, que nos impede de contrair doenças.


Plano, limpo e seguro

Portanto, solte o bebê e deixe-o fazer suas novas descobertas, escolhendo para isto um cantinho limpo e seguro da casa. Cuide apenas para que seja ser plano e liso, que esteja longe de escadas e sem quinas de móveis muito próximas. 

O ideal é forrar o chão com um piso emborrachado, daqueles que se encaixam em módulos, como um grande quebra-cabeças. Espalhe os brinquedinhos que ele gosta e apenas fique de olho na movimentação. A diversão é garantida igualmente para quem observa. Caso o bebê esteja aprendendo a sentar sozinho, tome cuidado para que não machuque a cabeça se perder o equilíbrio. Almofadas ajudam, neste caso. 


Andador e cercado: sim ou não?

O cercadinho não deve se tornar uma rotina. Limitaria demais o espaço necessário para se desenvolver e fazer novas descobertas. No entanto, pode ser a melhor alternativa para aqueles momentos em que papai e mamãe não podem estar atentos à criança. 

Quanto ao andador, é desaconselhado pela maioria dos pediatras. Sobre o tapete costuma virar, não oferece segurança e ainda retarda o andar, tornando o pequenino dependente dele.



Sylvia Leal
Consultoria: Dr. Paulo Roberto Lopes, pediatra. Médico da Unidade Materno-Infantil do Hospital dos Servidores/RJ




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