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Atenção ao rotavírus

Diarréia, vômito e falta de apetite. Sintomas clássicos de uma infecção que tem assustado muitos pais: o Rotavírus. As principais vítimas são as crianças com até dois anos; nessa idade, ainda não desenvolveram plenamente suas defesas.

Na forma branda, um dos sintomas é a diarréia líquida. Em um quadro mais grave, a criança pode apresentar desidratação e quadros abruptos de vômito. É comum também sentir um pouco de irritação, a boca ressecada, os olhos fundos e urinar pouco. Normalmente, a diarréia dura de três a sete dias, mas existem casos extremos de se estender por cerca de duas semanas.

Atenção!
Bebês com até quatro meses podem não apresentar nenhum sintoma, ainda protegidos pelos anticorpos maternos e pela amamentação natural.



Soro caseiro, antes de tudo

Ofereça o soro caseiro (dilua uma pitada de sal e três de açúcar diluídas no copo de água filtrada e fervida, e misture bem), em intervalos de 20 minutos e após cada evacuação líquida. E leve, imediatamente, seu filho ao pediatra. Além de examinar o bebê, ele vai pedir um exame de fezes para confirmar o diagnóstico.

A época ideal para a detecção do vírus é entre o primeiro e o quatro dia da doença. Importante: se o exame der resultado negativo, ainda assim a hipótese de rotavírus não está completamente afastada. A avaliação do médico é fundamental.


Como ele se transmite

O rotavírus é eliminado em alta quantidade nas fezes de crianças infectadas. A transmissão se dá principalmente pela água, alimentos ou objetos contaminados, por contato pessoa-a-pessoa e secreções respiratórias. O vírus se desloca no ar com mais facilidade em períodos de muito frio ou de seca.

Atenção!
Crianças com rotavírus não devem freqüentar creches para evitar contaminar as outras. A doença se alastra facilmente.



Você pode prevenir

 Lave suas mãos antes e depois de utilizar o vaso sanitário e antes de preparar qualquer alimento. E ensine seu filho, desde pequeno, a fazer a mesma coisa.
 Limpe os banheiros, diariamente, com água sanitária.
 Ofereça apenas água filtrada às crianças.
 Caso alguém em casa demonstre sintomas do rotavírus, separe os objetos que o bebê possa levar à boca, como pratos, talheres, mamadeiras, chupetas e brinquedos. Utilize um só pano para secá-los.
 Frutas e verduras devem ser muito bem lavadas com água e detergente antes de serem consumidas. Deixe que elas sequem, naturalmente, sem usar o pano, que pode já estar contaminado.


Atenção!
Crianças que mamaram no peito durante os seis primeiros meses de vida correm menos riscos de contrair o rotavírus.



Existe vacina

Uma boa notícia. A vacina contra o rotavírus já está disponível no Brasil, na rede pública, incluída no Calendário de Vacinação. Fabricada na Bélgica e desenvolvida através de vírus vivo atenuado, fornece ampla proteção contra múltiplos sorotipos. Deve ser administrada em duas doses nos primeiros seis meses de vida; a primeira dada entre seis e 14 semanas de vida e a segunda, entre 14 e 24 semanas, com um intervalo mínimo de quatro semanas entre as duas doses. Ela apresenta eficácia de até 73% de proteção contra qualquer diarréia por rotavirus e até 90% de proteção contra diarréia por rotavirus de intensidade grave.




Lilian Luz
Consultoria: Paulo Roberto Lopes, pediatra. Médico da Unidade Materno-Infantil do Hospital dos Servidores/RJ




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