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É preciso chamar o pediatra?

O bebê está com febre. Ou machucou a mãozinha. Nada de pânico! Antes de correr para o médico, lembre-se de que certas providências estão ao seu alcance. Saiba como proceder em situações mais simples - e muito comuns. 


Gripe

Nada de descongestionantes para eliminar as secreções que costumam se acumular no peito e no narizinho da criança, em especial nas menores de dois anos. 

O que você pode fazer
 Oferecer bastante líquido, incluindo sucos de frutas (exceto para menores de seis meses, em aleitamento materno). 
 Elevar a cabeceira do berço ou da caminha. 
 Lavar as narinas de seu filho com jatos (1/2 a 1 conta-gota) de soro fisiológico.
 Usar vapor de água ou faça nebulizações com soro fisiológico puro. 


Os maiores de um ano, já podem tomar xaropes naturais, à base de mel, desde que sejam de boa procedência. Na dúvida, ligue para o pediatra.


Febre

Nem sempre é motivo de pânico. 

O que você pode fazer
Dar um banho de imersão (ou de chuveiro, na criança maior). Muitas vezes, isto ajuda a baixar a temperatura do corpo. Durante 10 ou 15 minutos, a água morna deve ser esfriada aos pouquinhos. 
 Se você sabe qual a medicação habitual indicada pelo pediatra para combater a febre, usar na dosagem certa. 
Vestir seu filho com roupas frescas e fique atenta. Pode ser o início, o meio ou o final de uma gripe. 


Se o problema persistir ou aumentar, ou se esta é a primeira febre do bebê, não hesite em pedir a orientação do pediatra.


Erupções

O que você pode fazer
 Se a criança começar a apresentar bolhas ou manchas pelo rosto e o corpinho, investigar algumas possíveis causas de alergia: roupas, mantas de lã, alimentos novos, produtos de higiene.


Muitas vezes, o diagnóstico e o tratamento exigem urgência. Por isso, caso a erupção esteja acompanhada de febre ou qualquer outro sinal, ou ainda se persiste, procure logo o pediatra ou vá a o pronto-socorro mais próximo.


Cortes

O que você pode fazer
 O objeto causador estava exposto ao tempo ou enferrujado? Procurar, logo, um socorro especializado: o corte pode gerar complicações como tétano ou infecções com pus. Nos demais casos, limpar o local com água e sabonete. 
 Com dois, quatro, seis e quinze meses de vida, e entre quatro e seis anos de idade, a criança deve receber a vacina tríplice – contra tétano, difteria e coqueluche. A partir daí, a vacina dupla, contra tétano e difteria, precisa ser dada de 10 em 10 anos. É necessário o reforço da vacina contra o tétano, se ocorrer uma lesão com chance de contaminação por esta doença, depois de passados cinco anos da última dose.


Infecções respiratórias

Asma brônquica e laringite são freqüentes entre os baixinhos. Podem causar tosse rouca e falta de ar, especialmente na criança alérgica. Mais comuns nos maiores de dois anos, geralmente exigem a atenção do especialista. 


Nada de oferecer xaropes e outros medicamentos, por conta própria. 


Contusões

O tratamento rápido e eficiente diminui a intensidade da dor e outros efeitos locais do traumatismo. 

O que você pode fazer
 Aplicar gelo na região machucada, por 24 horas. Depois desse tempo, caso persistam o inchaço e os hematomas, iniciar a aplicação de calor. 


Ao usar compressas quentes, cuidado para não queimar a criança.


Diarréias e vômitos

Em caso de grande intensidade (especialmente nos menores de dois anos), peça a ajuda do médico. Até ele chegar: 

O que você pode fazer
Iniciar a reposição das perdas de líquido usando soro oral, sempre em pequenas doses e intervalos curtos. Os soros comprados na farmácia têm fórmulas bem balanceadas. Atenção às dosagens.
 Se quiser preparar o soro em casa mesmo, junte: 1 copo de água filtrada e fervida + 1 colher (de sopa) de açúcar + 1 colher (de chá) de sal. Evitar vômitos, respeitando a aceitação (ou não) da criança.
 Se ela desejar comer, oferecer alimentos leves, ricos em líquidos. A quantidade deve ser pequena. Mas, não deve beber refrigerantes. 


Se persistirem os sintomas ou a criança ficar caidinha, informe ao pediatra. Casos urgentes, que não podem esperar por ele, devem ser encaminhados ao pronto-socorro.



Zilda Ferreira
Consultoria: Dra.Viviane M.R. Lanzelotte Lopes, pediatra. Coordenadora do setor de Follow-up do Recém-nascido de Risco da Maternidade Praça XV/RJ




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