Publicidade

 
Pré-Natal
Saúde
Beleza e Bem-estar
Alimentação
Família
Parto
Saúde
Alimentação
Comportamento
Desenvolvimento
Segurança
0 a 3 anos
Tira dúvidas
Livros, CDs e DVDs
Cursos
Enxoval
Chá de Bebê
Astro Baby
Numerologia
Mala da Maternidade
Bolsa do Passeio
Calendário de Vacinas
Farmacinha Caseira
Festa
Faça Fácil
Calcule
Faça o Teste
Papel de Parede
Bebê / Saúde



Olho vivo contra a conjuntivite

Olhos vermelhos, lacrimejando e cheios de secreção. Sintomas típicos da conjuntivite – inflamação e/ou infecção da membrana que reveste a pálpebra, internamente, e também a parte branca dos olhos. Pode provocar, ainda, coceira e fotofobia. Dependendo do tipo e da causa, a doença regride com rapidez. Mas, em alguns casos, há riscos de lesões na córnea.


Nos recém-nascidos

Atenção redobrada com eles. Observe a época em que a conjuntivite se manifesta. Nos primeiros dias de vida, a vermelhidão nos olhinhos, normalmente, caracteriza uma reação ao colírio de nitrato de prata aplicado na hora do nascimento. Não tem gravidade e logo desaparece.

Mas se o neném nasceu de parto normal e lá pelo terceiro, quarto ou quinto dia, seus olhos ficarem irritados e com secreção amarela, tome cuidado. Na passagem pela vagina, ele pode ter contraído uma infecção bacteriana ou causada por herpes. A contaminação acontece, ainda, pela ruptura prematura da bolsa das águas.

Atenção
Se não tratado imediatamente, este tipo de conjuntivite pode lesar a córnea.


Já com uma semana de vida, se, além da irritação, aparecerem remelas, a causa, geralmente, é viral e com boas chances de uma recuperação rápida. Mas pode ter havido, também, uma contaminação pela bactéria clamídia, responsável por mais da metade dos casos de conjuntivite neonatal.


Cada causa, um tratamento

Conjuntivite bacteriana

Diversos tipos de bactérias podem levar à contaminação, mas os sintomas são semelhantes: sensação de areia nos olhos, que ficam vermelhos, grudados e com uma secreção branco-amarelada ou amarelada.
Tratamento –  o médico vai orientar sobre a limpeza correta da região e receitar um antibiótico específico. Em 48 horas, o desconforto começa a diminuir.
Prevenção –  evite o contato com pessoas e objetos contaminados. E não deixe de tratar qualquer infecção que surja no rosto, principalmente na região das pálpebras.


Conjuntivite viral

Causa mais lacrimejamento do que secreção. E esta, além da coloração clara, tem aspecto fluído, não purulento.
Tratamento –  para aliviar os sintomas de ardor e a sensação de corpo estranho, aplique colírios adstringentes ou do tipo lágrimas artificiais. Se necessário, o pediatra indicará antiinflamatórios. Durante o dia, faça compressas de água fria, que diminuem a coceira. A criança deve ficar em repouso e ingerir alimentos ricos em vitamina C.
Prevenção evite o contato com pessoas contaminadas.


Conjuntivite fúngica

Tem origem nos fungos presentes na terra e nas plantas. Apresenta uma secreção branco-amarelada semelhante a do tipo bacteriano.
Tratamento  com antifúngicos. Não sendo corretamente tratada, há riscos de lesões na córnea.
Prevenção –  não deixe o bebê coçar os olhos com as mãos sujas de terra. E lave-as sempre que ele tiver contato com areia, flores e plantas.


Conjuntivite alérgica

Causada por alimentos e remédios aos quais a criança é alérgica, ácaros e mudanças de temperatura. Aqui se inclui, ainda, o tipo de conjuntivite que se manifesta nos meses quentes e secos. Provoca coceira intensa, muco branco, lacrimejamento, queimação e edema nas pálpebras.
Tratamento –  quando o desconforto é grande, o médico pode recomendar colírios especiais, além de remédios antialérgicos ou antiinflamatórios. Em geral, as crises tendem a regredir na puberdade. Vigie, também, para que a criança não coce os olhos, piorando a situação.
Prevenção evite os agentes alérgicos. Contra o ácaro, elimine, de sua casa, carpetes ou cortinas de pano, limpe o chão com pano úmido e, pelo menos dia sim, dia não, tire a roupa de cama e coloque-a ao sol, deixando o colchão descoberto.


Conjuntivite irritativa

Acontece pelo contato com areia, produtos de limpeza, exposição excessiva ao sol e permanência em ambientes fechados. Além de deixar os olhos vermelhos, irritados e lacrimejantes, provoca coceira e até fotofobia.
Tratamento – aplique compressas de água fria e, enquanto a crise durar, proteja os olhos contra a luz, mantendo o quarto escurecido. Crianças maiores podem apelar para os óculos escuros. Este tipo de inflamação, se não tratado, também pode lesar a córnea.
Prevenção –  nada de banhos de piscina (por causa do cloro), brincadeiras com areia e contato direto com o sol, por longos períodos. É preciso, ainda, identificar que tipo de substância causa a irritação nos olhos do bebê.


Aos seus cuidados

Antes de começar a higiene do neném, lave bem as mãos, inclusive passando uma escovinha para limpar debaixo das unhas.
Nada de água boricada para limpar os olhos. Ao manipular o frasco, há risco de contaminação e, portanto de reinfectar o bebê. Melhor utilizar água filtrada e fervida, embebida em gaze ou algodão, que devem ser descartados depois do uso.
Enquanto os sintomas da conjuntivite persistirem, troque, diariamente, a toalha e a fronha do berço.
Se a doença for do tipo viral ou bacteriana, evite que seu filho tenha contato com outras pessoas para não haver contágio.
No caso da contaminação por vírus, a dupla vitamina C/cama ainda é a melhor receita. Ofereça sucos de acerola, limão ou laranja ao neném e faça-o repousar bastante.
Mesmo quando os sintomas regredirem, mantenha o tratamento pelo prazo determinado pelo pediatra. Se interromper, pode haver recaída.



O que fazer, o que evitar


Regina Protasio
Consultoria: Dra. Viviane M.R. Lanzelotte Lopes, pediatra. Coordenadora do Núcleo de Atenção Interdisciplinar ao Recém-Nascido de Risco da Maternidade Oswaldo Nazareth/RJ




Fale de Você
Opinião
Fale com o Doutor

Nome:
E-mail:



• cha de bebê • aniversário
• nascimento • outros
• batizado