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Ainda despreparado para resistir às agressões externas, o bebê prematuro precisa de cuidados especiais, rápidos e bem dirigidos. Alguns deles, até mesmo antes do parto.
As possibilidades de êxito são maiores quando ele nasce com 28 semanas de gestação, e apresenta maturidade razoável dos pulmões, boas funções metabólicas e condições gerais satisfatórias. No entanto, a ciência já oferece recursos que aumentam as chances de sobrevivência dos que chegam ao mundo com 24 ou 25 semanas de gravidez (o chamado limite de viabilidade) e peso em torno de 700 g.
Rapidez e eficiência
Logo depois do parto, o bebê deve ser levado para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, onde o esperam médicos e paramédicos especializados, treinados para agir com eficiência.
A UTI é dotada de equipamentos de última geração, que induzem a maturidade dos órgãos do recém-nascido, ainda sem condições de funcionar bem, por conta própria. Um desses equipamentos é a incubadora, espécie de útero artificial, responsável por manter o corpo do neném aquecido como no útero materno.
Tempo e qualidade
Nesta situação, a equipe médica procura:
Melhorar a capacidade respiratória do bebê. Para isso, quando necessário, ele é colocado no respirador artificial;
evitar a síndrome da membrana hialina, causada pela incapacidade de funcionamento do pulmão. Através da traquéia, a criança recebe uma substância conhecida como surfactante;
nutrir o neném com substâncias necessárias ao desenvolvimento físico e neuromotor (aminoácidos, lipídios, carboidratos, sais minerais e vitaminas), em substituição ao leite materno que ele ainda não pode receber.
Recursos que salvam
A medicina moderna dispõe de modernos recursos para os prematuros:
Surfactante artificial Trata-se de uma proteína derivada do pulmão do boi ou do porco. Macerada e purificada, é aplicada no pulmão do bebê. Sua ação evita e/ou minimiza a síndrome da membrana hialina, doença causada pela imaturidade pulmonar.
Cura da icterícia fora da incubadora As antigas lâmpadas com raios ultra-violeta foram substituídas por uma espécie de banho de luz (ou fototerapia), sobre o corpo do bebê.
Microdosagens Duas gotas de sangue permitem fazer os mais variados diagnósticos, reduzindo o sofrimento do prematuro e, principalmente, poupando seu sangue.
Monitoração através da pele Os antigos métodos invasivos foram substituídos. Agora, um novo aparelho, parecido com uma meia, monitora a quantidade de oxigênio consumida pelo bebê.
Pediatra na sala de parto Mais uma conquista: durante o parto, a criança tem um profissional especializado cuidando exclusivamente dela.
Suporte essencial
Apenas por volta da 32ª, 34ª semanas, o bebê prematuro passa a coordenar sucção com deglutição e respiração, ou seja, consegue engolir. Antes disso, ele precisa receber o leite através de sonda, um canudinho plástico que vai da boca ao estômago. A dosagem de 2 ml de leite, de cada vez, basta para estimular o funcionamento gastrintestinal.
Carinho é um outro tipo de alimento de que o bebê prematuro precisa. Sem tempo determinado, hora marcada ou quantidade limitada. Trata-se de um estímulo essencial, que o encoraja a viver. São indispensáveis, portanto, a presença constante dos pais, sua voz e atenção.
Falando em riscos
Apesar de todos os cuidados, o prematuro extremo (abaixo de 30 semanas, segundo a OMS) pode sofrer uma parada cardiorrespiratória, correndo o risco de ficar algum tempo sem oxigenação do cérebro. Nesses casos, as conseqüências nem sempre são percebidas de imediato mas somente mais tarde, na fase em que começa o seu desenvolvimento neuromotor.
Atenção!
Para evitar riscos, os pais devem manter seu filho sob um cuidadoso acompanhamento, ouvindo sempre a orientação do pediatra.
Bem assistido, um bebê de 28 semanas, por exemplo, mesmo que, incialmente se mostre muito debilitado, tem condições de superar todos os problemas criados pela prematuridade. Se não ocorrerem complicações na UTI, em torno da 34ª semana ele já pode respirar sozinho e atingir o peso (mínimo) de 2 kg. Está quase na hora de ir para casa!
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