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Sopro no coração não significa necessariamente uma doença cardíaca. Pode indicar somente o movimento do sangue dentro deste órgão e das veias aorta e pulmonar. O som emitido por esse movimento define o tipo de sopro e também se tem (ou não) gravidade.
Acontece assim: na consulta de rotina (por isto elas são tão importantes!), o pediatra ouve o coração da criança. Se suspeitar de qualquer anormalidade, certamente pedirá exames mais específicos, como o eletrocardiograma, o ecocardiograma e Raios X. Só com estes resultados, poderá chegar ao diagnóstico e, então, se for o caso, encaminhar a criança ao cardiologista.
Três tipos de sopro
Inocente ou funcional muito comum na faixa de dois a sete anos indica, na verdade, um turbilhonamento do sangue dentro do coração e não uma anomalia no seu funcionamento. Desaparece normalmente na adolescência ou mesmo um pouco mais tarde. Antes do primeiro ano, é difícil identificá-lo; por isso, os sintomas nessa fase devem ser investigados.
Anêmico anatomicamente o coração é normal, mas há um aumento no fluxo cardíaco provocado pela anemia, inclusive com sintomas semelhantes: cansaço, taquicardia e palidez cutânea. Com a estabilização do nível das células vermelhas, o sopro desaparece. No caso da anemia falciforme uma doença hereditária, comum na raça negra há o risco deste sopro evoluir para uma degeneração cardíaca, necessitando, por isto, de um acompanhamento médico.
Patológico indica uma anomalia no coração e apresenta características próprias, que não aparecem nos outros sopros. Dependendo de sua localização, intensidade e irradiação, pode-se identificar o tipo de sopro e optar pelo tratamento clínico ou, até mesmo, cirúrgico.
Isto é importante
Até os três meses, em média, a pressão pulmonar do bebê interfere na ausculta do coração. Depois desta idade, fica mais fácil diagnosticar o sopro.
Unhas dos pés, das mãos e lábios arroxeados (cianose) são sinais de cardiopatias. E também, quando o bebê, durante a amamentação, sua muito e interrompe várias vezes a mamada, como se precisasse tomar fôlego.
Crianças com mal-formações cardíacas podem apresentar, também, algum tipo de sopro, que será identificado com os exames apropriados.
A leitura de um ecocardiograma ou qualquer outro exame do coração só deve ser feita pelo cardiologista. Não se impressione, portanto, com interpretações e comentários do técnico que fez o exame.
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