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Na praia, só de protetor solar

Ir à praia com o bebê dá trabalho, sim. E, é claro, dá também muito prazer aos pais. Para começar, vá pela manhã bem cedo ou deixe para depois das 16:00h. Ponha um lanchinho leve na bolsa e nada de guloseimas ou biscoitos comprados na rua. Leve a piscininha inflável, que você encherá de água doce e que deve ficar à sombra. De resto, só muita animação e... protetor solar.

A melhor época de evitar o aparecimento do câncer de pele é na infância. Não se esqueça de que os efeitos lesivos do sol são cumulativos e de que a criança costuma passar a maior parte do tempo ao ar livre, portanto, exposta aos raios solares. Além disto, vale mostrar a ela, desde pequena, que a fotoproteção faz parte de nossa rotina de saúde. Vamos, agora, saber com o pediatra quando e porque mesmo os bebês precisam desta proteção.


TopBaby – Qual a função do protetor solar?
Dr. André – Trata-se de um produto aplicado sobre a pele, cuja função é absorver ou refletir os raios ultravioletas. Os protetores físicos, linha Baby, que impõem uma verdadeira barreira às radiações solares, são os mais indicados para bebês acima de seis meses. Geralmente não provocam alergia. De qualquer forma, os pais de crianças alérgicas devem pedir a orientação do pediatra.


TopBaby – Os raios ultravioleta são importantes na síntese da vitamina D na pele?
Dr. André – A afirmação é absolutamente verdadeira. Porém apenas 5 a 10 minutos de sol, duas vezes por semana, bastam para que isto aconteça.


TopBaby – O protetor age mesmo se o bebê ficar todo o tempo na água?
Dr. André – É preciso aplicar antes da exposição ao sol e reaplicar depois de muita transpiração e do banho de mar. Um longo tempo de permanência na água pode remover boa parte do produto, mesmo quando o rótulo diz que ele é resistente à água. Não se esqueça: no mínimo, a cada duas horas de sol, convém ter este tipo de cuidado.


TopBaby – E se ele estiver debaixo da barraca e de chapéu?
Dr. André – Permanecer na sombra não garante a proteção necessária. Superfícies como cimento, areia e neve são refletoras das radiações solares. Não dispensam o uso do protetor. Em casos de exposição mais prolongada ao sol, use todas as armas: protetor, chapéu e barraca, na maior parte do tempo.


TopBaby – Como escolher o melhor para o bebê?
Dr. André – Um dos requisitos da boa compra é que fator de proteção solar esteja adequado. Como se sabe, o FPS é a medida da potência do produto. Ou seja, indica o nível desta proteção do sol: quanto mais alto, maior ela será. Em geral, os bebês devem usar protetor com FSP30.


TopBaby – Caso o produto tenha FPS alto, a criança pode ficar no sol por mais tempo?
Dr. André – Este raciocínio não é certo. O FPS do protetor não é o que determina quantidade de tempo que uma pessoa em qualquer idade pode se expor ao sol. Com as crianças, atenção em dobro: respeite os horários adequados, ofereça bastante líquido e nada de exageros.


TopBaby – Os protetores infantis são mais difíceis de espalhar?
Dr. André – Esta é uma queixa comum das mamães. Além disto, deixam uma película branca ou acastanhada na pele. No entanto, as vantagens compensam: eles aderem mais, são hipoalergênicos (não causam alergia) e recomendados especialmente para bebês antes dos dois anos de idade.



Maria Amélia de Oliveira
Consultoria: Dr. André Luiz Pereira, pediatra




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