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Bebê / Saúde



Desidratação: mais grave nos bebês

Nos adultos, 60% do peso corporal é formado por água; nas crianças, 75%. Por isso, a sua perda, mesmo pequena, afeta tanto o metabolismo, principalmente antes dos quatro anos, quando o organismo tem menos capacidade de retê-la. Nesta faixa de idade, mais que em qualquer outra, precisamos estar atentos aos riscos da desidratação.

Diariamente, o corpo elimina um volume médio de líquido (através do suor, do xixi, da respiração e do cocô), que precisa ser reposto na mesma quantidade. Quando isso não acontece, em pouco tempo começa um processo de desidratação, com episódios de diarréia e vômitos, em que são perdidos, ainda, sais minerais – elementos tão importantes para o equilíbrio da saúde.


O que desidrata

Doenças gastrointestinais – ocorrem pela ingestão de alimentos contaminados (mal-lavados) ou estragados (principalmente no verão, quando se deterioram mais rapidamente). No caso do bebê, que leva tudo à boca, o perigo é maior. O intestino, para defender o corpo dos vírus e bactérias, trabalha em ritmo acelerado, desencadeando a diarréia. As infecções gastrointestinais assim como as viroses, em geral, são acompanhadas de vômitos, que, muito freqüentes, levam, em poucas horas, à desidratação.

Aumento da sudorese – pela exposição prolongada ao sol, a permanência em ambientes muito aquecidos, o excesso de roupas ou cobertores, etc. Quanto mais transpira, mais o bebê elimina líquido e sais minerais do organismo.

Febre – uma das maiores responsáveis pela desidratação, não somente através da sudorese intensa, mas, também, pela respiração acelerada. Só para ter uma idéia: quando a temperatura ultrapassa os 38º, para cada grau, nosso corpo perde 12,5% a mais do volume de líquido habitual.


Sintomas típicos

São eles: sede anormal, falta de salivação (boca e lábios secos); olhos fundos e ressecados; poucas lágrimas ou nenhuma, mesmo se ele chora; pele seca, sem elasticidade (se você pinçar, ela forma pregas); afundamento da moleira (no bebezinho, quando ela ainda está aberta); cansaço, prostração e irritabilidade; a fralda seca por mais de três horas ou urina escura (da cor de chá forte).


Tratamento rápido

Ao notar qualquer um dos sinais característicos da desidratação, ofereça, além da água, sucos, chás, frutas e o soro caseiro. Este, além de repor o líquido, equilibra a dosagem de minerais no corpo, através do cloreto de sódio e cloreto de potássio.

Mas, ao notar que seu filho não melhora, consulte, logo, o pediatra. Fique atenta se ele não está mais abatido, cansado, se consegue beber água, mamar no peito, se a febre aparece ou fica mais elevada, se há sangue no cocô ou piora na diarréia. Em qualquer destes casos, talvez o médico recomende uma hidratação injetável, de efeito imediato.

Atenção!
Os bebês amamentados exclusivamente no seio podem tomar o soro caseiro, entre as mamadas, com uma colher ou copinho.



Soro feito em casa

Em um copo de água filtrada e fervida, dilua uma pitada de sal e três de açúcar e misture bem. Ofereça em intervalos de 20 minutos e após cada evacuação líquida, se houver diarréia.


Vamos evitar?

Não é difícil; basta observar estes pequenos cuidados:
Insistir para que ele tome líquidos várias vezes ao dia, em pequenos volumes.
Conservar alimentos perecíveis no freezer ou na geladeira e respeitar sua data de validade.
Lavar bem as mãos antes de preparar as refeições.
Lavar, cuidadosamente, os vegetais e as frutas, principalmente se o bebê for consumi-las com a casca.
Nos dias mais quentes, manter seu filho em ambientes arejados e vesti-lo com roupas leves, de preferência de algodão. Nada de poliéster ou fibras sintéticas que impedem a transpiração normal.
Evitar que ele tome banhos de sol entre 10:00h e 15:00h.
Usar água filtrada no preparo dos alimentos e, claro, para ele beber.
Ensinar os princípios básicos de higiene à criança, tanto com ela quanto com os brinquedos e objetos que manipula.



Regina Protasio
Consultoria: Dr. Paulo Roberto Lopes, pediatra. Médico da Unidade Materno-Infantil do Hospital dos Servidores/RJ




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