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Bebê / Saúde



No hospital, em boa companhia

Seu filho vai ser operado e por melhores que sejam as perspectivas, fica difícil disfarçar o medo e a ansiedade. Força, mamãe, coragem, papai! Mais do que nunca, o bebê precisa de vocês para enfrentar estes dias no hospital e se recuperar bem depressa.


Palavra-chave: confiança

Internar uma criança para fazer uma cirurgia, um exame ou algum tratamento específico gera sempre muita angústia e ansiedade nos pais. Nelas crianças, nem tanto. As menores, incapazes de avaliar os riscos da situação, aceitam mais facilmente. Desde que acreditem que ficarão curadas e não sentirão dor.

Para tanto, contam com o apoio, a segurança e o carinho de vocês. A clareza ao explicar o que está acontecendo, a firmeza e confiança passadas contam pontos preciosos no sucesso da recuperação. Por isso, antes de conversar com o bebê, vocês precisam, também, estar confiantes e otimistas.


É ruim, mas passa rápido!

A não ser em situações de emergência, quando não há tempo de preparar a criança, deve-se esclarecer o que ela perguntar. Dependendo da idade, as dúvidas e a forma de responder variam, mas é importante, na medida do possível, falar sempre a verdade: “A injeção dói, o remédio pode ser amargo, a comida nem tão gostosa e o quarto de hospital muito diferente do de casa. Mas vocês estarão juntos todo o tempo".

Não deixe de dizer que tantos momentos desagradáveis passarão bem depressa e que logo, logo, ele estará em casa e curado. Mas não alongue o assunto além do necessário. E mesmo que seu filho não peça, sugira que escolha um brinquedo para levar e lhe fazer companhia durante a internação.


Silêncio, hospital!

Se o bebê está no CTI, mas lúcido, os próprios médicos recomendam que os pais permaneçam ao seu lado, para dar confiança, tranqüilidade e acelerar o processo de recuperação. Preparem-se, porém: além de ter que passar a maior parte do tempo no corredor e só entrar quando forem autorizados, vocês deverão seguir algumas regrinhas básicas: 

Em primeiro lugar, manter o silêncio. E a calma. Não teimar em assistir o profissional fazer o curativo ou colocar o soro, se isso for provocar uma tensão maior, angústia e choro. Respeitar seus limites! Qualquer reação – positiva ou negativa – será logo percebida pela criança.

Não exceder o tempo determinado de permanência no CTI ou mesmo na enfermaria. A movimentação em locais como estes interfere na rotina dos internos e tumultua o trabalho da equipe médica. Especialmente se um dos bebês passa mal, os adultos entram em pânico, imaginando que poderia estar acontecendo o mesmo com seu filho.

Em casos considerados muito graves, inclusive se há perda de consciência, a direção do hospital proíbe a permanência dos familiares. E por mais dura que a norma possa parecer, pense que o objetivo é manter o melhor nível de atendimento possível a cada criança.


Uma rotina diferente

No apartamento particular, tranqüilidade total para descansar e se restabelecer. Se em algum momento papai ou mamãe não puderem estar presentes, os avós vão adorar cuidar do netinho. Ele, por sua vez, se sentirá também protegido nessa companhia tão querida.

Dependendo do caso, o médico libera ou não as visitas. Mas, não há porque encher o quarto de gente, falando alto e deixando o bebê agitado. Ou mesmo expô-lo ao contato com pessoas que, mesmo sem saber, podem estar transmitindo algum tipo de vírus. Da mesma forma, limite a visita do irmãozinho, dos primos ou amigos da creche. Seu filho precisa de sossego!


Dê o exemplo

Paciência e muito bom humor na hora das refeições. Se ele não quiser comer, insista. Explique como cada um daqueles alimentos pode ajudá-lo a ficar forte e a sarar depressa. Não ofereça e nem consuma na frente dele, balas, doces ou outras guloseimas. Resista!

Na sala de espera, na lanchonete, nos corredores, você vai encontrar outros pais vivendo situações semelhantes. Conversar com eles, trocar experiências ajuda muito nesse momento difícil. Mas evite circular pelos quartos vizinhos e restrinja, também, o acesso ao seu. Nada impede, porém, que se marque uma visita, depois, quando os meninos já estiverem em casa, recuperados.



Regina Protasio
Consultoria: Dr. Maurício Macedo, cirurgião pediátrico do Hospital Israelita Albert Einstein/SP




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