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Na escolha da maternidade onde seu bebê vai nascer, um item não pode faltar. É que ela disponha de uma UTI neonatal. O tipo de problema que os recém-nascidos apresentam é diferente das crianças de outras idades, requerendo cuidados, abordagem, pessoal especializado e recursos tecnológicos especiais. Portanto, informem-se antes de eleger uma delas para viver este grande momento. E fiquem tranqüilos.
Quem precisa?
O tratamento intensivo é indicado, na maioria dos casos, para os prematuros, nascidos antes dos nove meses de gravidez. Bebês de baixo peso abaixo de 2,5 Kg costumam ser mais vulneráveis, necessitando de uma vigilância médica permanente e, algumas vezes, do auxílio de certos equipamentos para medir e fornecer o oxigênio (CPAP), controlar a freqüência cardíaca, colher material para exame, verificar a pressão sanguínea, a temperatura e levar nutrientes e remédios.
Uma outra grande aliada na recuperação dos prematuros é a incubadora. Os bebezinhos precisam manter seu corpo aquecido e a temperatura dentro dela será escolhida sob medida para o ocupante. Leva-se em conta a idade gestacional da criança, o peso e quantos dias de vida tem fora do útero.
Um outro tipo de incubadora é o chamado berço de calor radiante. Aberto, é usado quando o bebê chega à UTI e deve ser avaliado ou se depende de alguma forma de manuseio que a incubadora não permite.
Para curar e crescer
Mas nem só os que chegam antes da hora requerem terapia intensiva. Os que nascem com dificuldades respiratórias, icterícia, problemas cardíacos e também aqueles que devem passar por uma cirurgia exigem atenção permanente. Fora, é claro, a assistência de um especialista, se necessário.
Só não pense que todos os nenéns que você observa através do vidro estão doentes. Há muitos que se encontram ali apenas crescendo e se tornando aptos para respirar, sugar e deglutir por conta própria, um amadurecimento que não alcançaram os que nascem antes de 34 ou 35 semanas de gestação.
Colhendo informações
É assustador ver os nenéns conectados a todos aqueles tubos e fios? Vale esclarecer que, em geral, não causam dor e, quando há agulhas ou cateteres, eles se alojam em uma camada mais superficial da pele.
A missão destes aparelhos, alguns certamente mais estressantes, compensa o desconforto ou a dor que possam causar, pois fornecem continuamente aos médicos e enfermeiros informações precisas e importantíssimas sobre o bebê. E ao bebê tudo o que precisa para se recuperar e ficar fora de risco. Compensa, não é mesmo?
Barulho e luzes
O ambiente da UTI neonatal é barulhento e com muita luz, a ponto de interromper o sono do recém-nascido. Esta pode ser uma visão do passado. Em maternidades modernas e bem equipadas, sempre que possível, as incubadoras podem ficar cobertas na parte de cima e nas laterais. Com os atuais monitores, o médico saberá, mesmo assim, o que acontece com o bebê.
A diminuição das luzes à noite, durante algumas horas, também garante mais conforto e ajuda os bebezinhos a irem estabelecendo um certo horário de sono. Durante o dia igualmente pode ser mantido um tempo de silêncio. Diminui-se a intensidade da luz e os bebês descansam sossegados, a menos que alguma intervenção seja realmente necessária.
São medidas simples, mas capazes de minimizar o desconforto e o estresse indispensáveis na luta destas crianças pela vida.
Preparando a alta
O momento de sair da UTI e, talvez de ir para casa, é o mais esperado pelos pais. Em geral, isto acontece quando: o peso do bebê gira em torno de 2 Kg e idade gestacional maior que 34 semanas; ele não depende de oxigênio; está há uma semana sem apnéia (dificuldade respiratória); consegue sugar toda a dieta.
Daqui para a frente, não tenha medo de cuidar do seu bebê. Pai e mãe, melhor que qualquer outra pessoa, são capazes de entendê-lo e atender suas necessidades.
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