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O bebê fica todo feliz e vocês, é claro, explodem de orgulho ao desfilar com ele pela pracinha. Diversão garantida para a família, mas que exige atenção total. Brinquedos mal-conservados, mal-utilizados e a própria inexperiência dos pais pode levar a situações de risco. Saiba por quê.
Cada idade, um brinquedo
No colo dos pais, embalado suavemente, o bebê relaxa, se acalma, dorme. No carrinho, empurrado para a frente e para trás, tem a mesma sensação de conforto e prazer. Mais tarde, no playground do prédio ou mesmo no primeiro passeio ao parquinho, será apresentado ao balanço, que se tornará seu brinquedo preferido durante muito tempo.
Somente aos dois anos, quando já consegue andar com um certo equilíbrio, os pediatras recomendam incursões ao escorrega e ao trepa-trepa. A gangorra, que exige mais coordenação motora, fica para depois, por volta dos três anos. Assim como as casinhas de dois andares, com túneis, escadas, pontes, cordas e outros obstáculos.
Fique por perto
A advertência é da Sociedade Brasileira de Pediatria, em sua Campanha de Prevenção de Acidentes, que diz, ainda: "Em qualquer local, situação ou circunstância, jamais deixe sua criança sozinha, nem mesmo por alguns instantes!"
Exagero? Nem um pouco. Ainda mais se considerarmos as estatísticas que apontam, justamente, o balanço como o campeão de acidentes - por queda e/ou por atingir os pequenos desatentos que circulam em torno dele, quando está em movimento. As conseqüências vão de um simples corte no supercílio a fraturas e, em alguns casos, até traumatismos graves na cabeça.
Onde mora o perigo
Brinquedos mal-conservados representam risco certo, é claro. A grande armadilha, porém, está naqueles que funcionam perfeitamente, mas são utilizados por crianças fora da faixa etária indicada - abaixo ou acima. Muitas vezes o parque tem placas de advertência. Só que os pais "esquecem" de avisar os filhos.
Atenção!
O que observar nos brinquedos? Tudo. Ferrugem nos parafusos, nas hastes de ferro, ripas de madeira soltas, encaixes desajustados, correntes rompidas ou emendadas, assentos desnivelados, degraus pendurados, apoios de mãos e soltos, pregos com a ponta aparente. Cada detalhe é importante; pode representar segurança ou risco.
Faça sempre:
Vista seu filho com roupas coloridas, facilmente identificáveis. Para os passeios em lugares de grande movimentação, ele deve usar um cordãozinho ou uma pulseira, com o nome dos pais e telefones para contato.
A partir dos três anos, já é possível combinar com a criança um ponto de encontro, caso ela se perca.
Logo que chegar à pracinha ou ao play, observe, cuidadosamente, o local, identificando possíveis situações de perigo. E também as saídas, se for preciso fazer uma "retirada de emergência" com seu filho.
Não tire os olhos do bebê nem por um minuto e instrua quem for acompanhá-lo (babá, vovó ou outro adulto) a fazer o mesmo. Lembre que no chão, também, ele corre riscos: pode comer terra, pedrinhas, ferir-se com farpas, caco de vidro, etc...
Todo cuidado ao empurrar o balanço, o rema-rema, ajudar a criança a descer do escorrega ou a usar qualquer outro brinquedo. Ela deve sentir-se segura, protegida e nem um pouco amedrontada.
Não faça:
Fralda não é cinto de segurança e, portanto, não deve ser amarrada na cintura do seu filho para prendê-lo aos brinquedos. Até porque, cria a falsa impressão de que ele está protegido, levando você a descuidar da segurança.
Deixar o bebê descer ao play com o irmão maior pode ser arriscado. A menos que este tenha idade e responsabilidade suficientes para cuidar do menor.
Da mesma forma, não confie o bebê a estranhos, como aquela mãe que você conhece de vista, que está sempre na pracinha no mesmo horário. Lembre-se que ela primeiro vai olhar o próprio filho. Depois, o seu.
Isso é legal
Se todos os parques com brinquedos tivessem um funcionário treinado para ajudar e supervisionar os visitantes, certamente o número de acidentes diminuiria bastante. Como isso não acontece, na prática a tarefa fica mesmo por conta dos pais.
Mas, eles não estão mais sozinhos. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Associação Brasileira das Indústrias de Brinquedo (Abrinq) lançaram o Manual de Normas de Segurança para Playgrounds. Na cartilha, baseada em normas inglesas, toda a orientação para o funcionamento dos plays, desde instruções sobre o tipo de piso, de materiais, a angulação e fixação dos brinquedos, até a necessidade de placas de identificação e mesmo um livro de inspeções com parecer técnico anual de especialistas.
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