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Os riscos a cada idade

Até os seis meses, mesmo passando a maior parte do tempo no berço ou no colo, ele precisa de atenção em tempo integral. Depois, ao engatinhar, conquista mais espaços e, claro, se expõe mais também. De dois a três anos, impossível conter este aventureiro, em busca de novas descobertas. 




0 a 6 meses

Mãe vinte e quatro horas no ar. Isso mesmo! Deitado no berço, no banho e mesmo no seu colo, toda a atenção com o bebê ainda não é o bastante. Saiba que, num piscar de olhos, ele pode se virar e cair do trocador de fraldas. Nessa idade, inclusive, evite deixá-lo aos cuidados de outra criança, mesmo maiorzinha. Sem muita noção de perigo, não está preparada para agir rapidamente, caso surja alguma emergência.

Afogamento
Se o pediatra já liberou para a praia ou piscina, não dispense as bóias, do tipo braçadeiras, mesmo que ele entre na água no colo de um adulto. Na hora do banho, segure seu filho, com firmeza, dentro da banheira, que não deve estar cheia até a borda.

Animais
Cães, gatos, aves; ainda não é hora de o neném brincar com animais, mesmo que sejam de estimação e, reconhecidamente, mansos. Proteja, também, o bercinho com um cortinado, para evitar picadas de insetos. Se o local onde vocês moram é próximo à mata, coloque uma tela protetora na janela.

Asfixia
Maiores inimigos: sacos plásticos, tiras de pano ou plástico, fios em geral, cadarços, cordas, cordões (inclusive os da chupeta e dos brinquedos). Acostume-o, também, a dormir com travesseiros finos, e evite os sacos de dormir.

Brinquedos
Seu filho leva tudo à boca, o que aumenta o risco de sufocação e envenenamento. Os brinquedos não devem ser tão pequenos que ele possa engoli-los. Se forem desmontáveis, escolha apenas os de peças maiores e que não sejam pontiagudos. Atenção, também, ao material – atóxico – que não solte tinta e macio (por exemplo, borracha, plástico, tecido, etc). Verifique, sempre, se tem o selo do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). Isso significa que o produto passou por uma série de testes para verificar sua capacidade de suportar quedas, pancadas e mordidas das crianças.

Envenenamento
Pode acontecer, e por um simples descuido. É importante, sim, guardar bem guardados produtos de limpeza, tintas, substâncias tóxicas, cosméticos, cremes, perfumes. Mas também ter atenção na hora de dar qualquer medicação, especialmente à noite, quando se está mais sonolento. Verifique rótulos, prazos de validade, dosagens (não repita as anteriores, sem consultar o pediatra). E, nunca é demais lembrar: remédio, só com a receita médica.

No automóvel
Bebês sempre no banco de trás, em cadeirinhas próprias, presos ao cinto de segurança. Ao contrário do que parece, o colo não é o lugar indicado para levar seu filho durante os percursos de carro, mesmo que para distâncias curtas.

Objetos pequenos & cortantes
Mantenha bem longe: botões, moedas, agulhas e alfinetes, tesouras, cortadores de unha, garfos, facas, objetos cortantes, pequenos e pontiagudos em geral. Lembre-se: ele está na fase (muito perigosa) do engole-tudo.

Quedas
Fraldas sempre por perto para facilitar a troca, sem que você precise se afastar do neném. Lembre-se que ele pode se virar, rapidamente, e cair. Quando seu filho estiver no bebê-conforto ou no carrinho, use o cinto de segurança.

Queimaduras
Nesta idade, acontecem principalmente durante o banho, se a água estiver além dos 36º. Antes de colocar seu filho na banheira, teste a temperatura com o cotovelo. Evite, também, beber líquidos quentes quando estiver com ele no colo. E não coloque vaporizadores ou aquecedores elétricos por perto.




6 meses a 1 ano

Agora, ele começa a se movimentar, a virar. Num descuido, pode cair da cama dos pais, do sofá da sala. Aos poucos, conquista o chão, começa a se arrastar, a engatinhar. Novas conquistas, novos perigos à vista!

Afogamento
Os riscos na banheira continuam, mesmo ele já tendo mais autonomia para se levantar, caso deslize na água por causa do sabonete. Portanto, não o deixe sozinho. Nas idas à pracinha, olho nele, que vai adorar entrar no lago, no chafariz. Nos banhos de mar ou piscina, uso obrigatório das bóias tipo braçadeiras.

Animais
Se você tem animais de estimação em casa, não descuide das vacinas. Mas, antes, converse com o pediatra sobre a conveniência ou não do contato com o bebê, falando, inclusive, sobre o tamanho, raça e temperamento dos bichos. No berço, continua valendo a proteção do cortinado, principalmente se a casa fica próxima à mata. E da tela nas janelas.

Asfixia
Os mesmos cuidados tomados com os bebês menores. Tire de perto sacos plásticos, fios, cordas, tiras de plástico ou tecido. Use um prendedor de chupetas fixo à roupa, evitando cordões que possam sufocá-lo. Botões e objetos minúsculos continuam bem guardados, fora de alcance; ele tem uma atração especial por colocá-los dentro do nariz.

Como seu filho já está acostumado com travesseiros mais finos, não precisa mudar; os fofos podem causar sufocamento. Ao preparar as refeições, corte os alimentos em pedacinhos, que ele possa engolir facilmente, e que sejam mais molinhos.

Automóvel
Sempre no banco de trás e na cadeirinha, preso ao cinto. Evite o colo. Em caso de freadas bruscas ou acidentes, não há como segurá-lo. 

Brinquedos
Continuam valendo os brinquedos maiores, que não se desmontam em pecinhas. Material atóxico, leve, macio, formas arredondadas. Em madeira, também, desde que não sejam pesados. No caso das bonecas, cuidado para que não soltem olhos, prendedores de cabelos, pulseirinhas e outros detalhes.

Carrinhos também devem ter as rodas e assessórios bem presos, difíceis de serem arrancados. Cuidado, ainda, com bolas de encher. Ele pode levar à boca e se sufocar, tentando engoli-las.

Choques
Fios, tomadas, interruptores. E uma mãozinha sempre por perto, mexendo no que vê pela frente. Cubra tudo com protetores próprios, nada de fiação solta pela casa. Antes de colocá-lo no chão para brincar, retire qualquer objeto que possa oferecer riscos. Caminho livre para o bebê!

Envenenamento
Produtos de limpeza, de higiene e cuidados pessoais, substâncias tóxicas, remédios. Guarde tudo em prateleiras altas, dentro de armários fechados. E esconda as chaves. Ao oferecer o medicamento, não esqueça de verificar a dosagem na receita do médico, a embalagem e prazo de validade.

Quedas
Ele engatinha ou já se coloca de pé, tateando nos móveis? Imagine, então, todos os lugares onde possa se apoiar e veja se são seguros. Berços com o estrado alto e espaço muito grande entre as grades, escadas, mesas de quinas pontiagudas e tampos de vidro, abajures, vasos com plantas, objetos decorativos pesados, miniaturas, aparelhos de vídeo e som, plantas – tudo, enfim, que possa provocar um tombo ou cair sobre o bebê.

Evite usar andadores que, além de atrapalhar o desenvolvimento do equilíbrio, facilitam os acidentes. Cuidado, também, ao erguer seu filho do chão: nunca pelos braços, que pode causar luxação nos cotovelos. Levante-o pelas axilas.

Atenção ao encerar o piso, retirando o excesso de cera. Verifique, também, farpas soltas, no caso do chão de taco ou tábua corrida. E, lembre-se: ele não pode ficar um minuto sozinho no banho e nem na troca de fraldas. Também não convém que seja carregado no colo por outra criança; qualquer distração é tombo certo.

Queimaduras
Sinal fechado para o bebê na cozinha, principalmente próximo ao fogão. Se o forno estiver ligado, não deixe que ele passe por perto. Panelas em uso, somente com os cabos virados para dentro, fora do alcance da criança.

Mantenha os aparelhos elétricos em local bem alto; não fume, risque fósforos, ligue acendedores automáticos ou segure recipientes com líquidos e alimentos quentes quando estiver com seu filho no colo. Na hora do banho, continue atenta à temperatura da água.

Ele já está indo à praia, à piscina e é importante não descuidar do horário: antes das 10:00h e depois das 15:00h. Sempre com protetor solar, de fator alto, indicado pelo pediatra.




1 a 2 anos

Nesta idade, eles não param mesmo. Curiosos, inquietos, andam, correm pela casa, mexendo em tudo. Querem abrir gavetas, portas e janelas, ligar aparelhos elétricos, subir e descer escadas, escalar armários. Só que continuam não tendo qualquer noção de perigo.

Afogamento
Mesmo as crianças que já fazem natação, devem continuar a usar bóias e não permanecerem sozinhas na piscina ou na praia, ainda que na parte mais rasa. Para passeios de barco, é obrigatório usar o colete salva-vidas.

Animais
Nesta idade, começam a se ligar muito em bichos, principalmente se já convivem com gatos e cachorros em casa. Além de manter as vacinas em dia, é importante observar o temperamento dos animais, seu relacionamento com as crianças e os riscos de transmissão de doenças através da saliva, da pena ou do pêlo.

Ao saírem na rua, explique sobre os perigos de se aproximarem de animais desconhecidos. Isso vale para os de porte maior, mas também para pássaros e pombos, estes últimos grandes transmissores de toxoplasmose, entre outras infecções. Dica: em caso de mordidas, lave o local com sabão de coco e leve seu filho ao posto de saúde mais próximo.

Asfixia
Ele já entende que não deve se enroscar em fios e tiras de plástico. O perigo maior, agora, vem dos alimentos: pipocas, amendoim, castanhas, chicletes e balas, principalmente as mais duras (drops, por exemplo)

Automóvel
Além de continuar andando no banco de trás, na cadeirinha, mais do que nunca é importante manter as portas do carro travadas. Dependendo da posição, ele pode tentar alcançar a maçaneta. Cuidado, portanto!

Ao saírem do carro, se forem andar a pé, segure firme em sua mão, não só para atravessar a rua, mas também, ao andar pelas calçadas, dentro de lojas, shoppings e, especialmente, locais de trânsito intenso de veículos ou pessoas.

Brinquedos
Escolha os mais resistentes, inquebráveis e de material leve. Continuam os cuidados com bolas de soprar e pecinhas pequenas, que algumas crianças têm mania de colocar na boca, como bolas de gude, por exemplo. Alerte-as sobre os riscos da brincadeira.

Nas idas ao parque e à pracinha, selecione os brinquedos adequados à idade de seu filho e ensine-o a usá-los com segurança. Não deixe, também, de verificar as condições de conservação de cada um deles.

Choque
A atração por tomadas e interruptores vai sendo substituída pela vontade de ligar aparelhos elétricos em geral. Repita, sempre, que não encostem o dedo na tomada e que tenham cuidado com os fios. Ensine, também, que não devem estar descalços ou molhados ao manusear estes aparelhos. Eletricidade e água, decididamente, não combinam.

Cortes
Você mantém as facas guardadas longe de seu alcance, corta as unhas deles, mas, na escolinha, começam as atividades com tesouras (de pontas redondas, claro, mas o bebê não sabe distinguir daquelas usadas em casa, que você guarda na caixinha de costuras). Fique de olho!

Para as refeições, pratos, canecas e copos em plástico ou poliuretano. Nada de porcelanas ou outro material que possa quebrar e se estilhaçar.

Envenenamento
Esta é a faixa de idade em que acontecem os maiores acidentes por envenenamento. Mais independente e habilidoso, ele abre frascos de remédios e produtos de limpeza, latas, garrafas e pode ingerir seus conteúdos por pura curiosidade.

Para prevenir, mantenha bem guardadas bebidas alcoólicas, produtos de limpeza, de beleza, remédios e tudo o que possa causar envenenamento ou intoxicação nas crianças. Mensalmente, faça uma revisão nas embalagens dos medicamentos e jogue fora os que estão fora de prazo. Cuidado, também, com gotas nasais, xaropes e antigripais.

A recomendação é antiga, vem de nossas avós, mas continua válida: ensine seu filho a não aceitar balas, doces ou qualquer outro alimento de pessoas estranhas. Também é importante explicar que não deve comer areia ou terra na praia ou no parquinho, sempre contaminadas.

Muito importante: em caso de envenenamento, ligue, imediatamente, para o pediatra ou corra ao pronto-socorro mais próximo. Não tome qualquer iniciativa por conta própria, que só pode piorar a situação.

Quedas
Evite encostar móveis nas janelas ou sacadas de varandas, mesmo quando há grades ou telas protetoras. As crianças, nesta idade, adoram fazer escaladas perigosas. A porta da casa deve ser mantida trancada e, de preferência, com a chave guardada em local alto e desconhecido do bebê.

Agora, o banho é no chuveiro, com seu filho de pé sobre o tapete antiderrapante. E mesmo que seja ajudado por você, há sempre o risco dele escorregar pelo excesso de sabonete no chão. Ou de escapulir de suas mãos, enquanto você o ensaboa. Se for usar a banheira, cuidado com o nível de água, para evitar afogamentos.

Queimaduras
Cada vez fica mais difícil impedi-lo de entrar na cozinha. Logo, aumente a vigilância e previna-o sobre todos os acidentes que podem acontecer caso se aproxime do fogão aceso, de panelas e vasilhas quentes. Mantenha em local alto, também, acendedores elétricos e caixas de fósforos.

Na hora do banho, continue testando a temperatura, antes dele entrar. Caso seu filho já alcance as torneiras, fique de olho para que não mexa na graduação que você já estabeleceu. Fumar perto da criança, nem pensar (o aviso vale para as visitas também).

Na praia ou piscina, respeite o horário: antes das 10:00h e depois das 15:00h. Antes de sair de casa, cubra todo o seu corpo e o rostinho com protetor solar, de fator alto, indicado pelo pediatra.

Evite comemorações com fogos de artifício e nem pense em deixar o bebê acender o mais simples deles. Se tiver revólveres em casa, não os deixe carregados e mantenha as balas bem escondidas. Quanto maior a criança, maior sua curiosidade em relação às armas de fogo.

Em caso de queimaduras, lave, imediatamente, com água fria e corrente, a região atingida, peça orientação ao pediatra e, se for necessário, corra ao pronto-socorro, de preferência algum que tenha unidade própria para atendimento a queimados.




2 a 3 anos

Ele parece tão grandinho, que você até acha que sabe se defender dos possíveis acidentes em casa e na rua. Nada disso! Na teoria, seu filho já tem noção de alguns perigos, mas, na prática, quer fazer tantas coisas ao mesmo tempo que não consegue avaliar quando está indo longe demais.

Afogamentos
Ele faz aulas de natação e, aparentemente, não corre o risco de se afogar na piscina. Mas precisa ser orientado a não mergulhar muito próximo da borda, a não brincar de empurrar os amigos na água (ele também será empurrado) e a não pular do trampolim.

Na praia, perigos maiores. Antes de deixá-lo mergulhar, verifique se o mar não está agitado e estabeleça um limite, na beirinha, que não deve ser ultrapassado. De preferência, fique por perto, a menos que ele se mantenha na parte rasa e que as ondas não estejam estourando ali. Nos passeios de barco, mesmo em águas calmas, não dispense o colete salva-vidas.

Animais
Em relação ao tamanho das crianças, os animais domésticos não parecem mais tão grandes assim. O que não significa que não ofereçam perigo, tanto de disseminação de doenças, quanto de reações inesperadas. Não esqueça: vacinas em dia. Na rua, nada de brincar com gatos e cachorros estranhos e nem se aproximar de pombos, conhecidos transmissores de doenças.

Se o seu filho for mordido, lava bem o local com água e sabão de coco e vá, direto, ao posto de saúde do bairro.

Asfixia
Ou por engasgo, com pipocas, amendoim, castanhas, chicletes, balas, espinhas de peixe, a criança, nessa idade, tende a imitar situações que vê na televisão, podendo tentar se enforcar ou a um amigo, o irmãozinho, etc. Converse sobre estes perigos com ela.

Automóvel
Sempre na cadeirinha, no banco de trás e amarrado ao cinto. Não esqueça de travar vidros e portas e, claro, se vocês estiverem sozinhos no carro, vigiá-lo pelo espelho retrovisor.

Na rua, sempre de mãos dadas com o adulto. Nos passeios de bicicleta, além de escolher um modelo próprio para seu tamanho, não dispense o capacete e os tênis, mais seguros que as sandálias.

Brinquedos
Ele já pode ajudar a soprar as bolas de aniversário, brincar com jogos de pecinhas, sabendo que não pode engoli-las, e até com brinquedos de material mais pesado. Agora, os riscos maiores estão no parquinho, onde tudo que seu filho quer é superar limites e obstáculos.

Ainda não é tempo de ficar sozinho, nem mesmo no balanço. E nem de correr para longe do alcance da vista do adulto que está com ele. Imprescindível verificar, antes, o estado de conservação dos brinquedos e indicar os mais adequados, de acordo com a idade da criança.

Choque
Continue alertando-o sobre os riscos de manusear aparelhos elétricos, fios e tomadas, estando descalço e molhado. Outro aviso importante: se ele gosta de soltar pipas, leve-o a um local sem fiação elétrica, evitando a possibilidade de ser atingido por uma forte descarga elétrica.

Cortes
Ele usa a tesoura nos trabalhos da escola, mas ainda não deve mexer com estiletes, canivetes e outros objetos cortantes. Na hora das refeições, ao ver o adulto utilizando a faca, vai querer imitar; ao descobrir o papai fazendo a barba, logo se interessará em brincar com a lâmina de barbear. Fale, claramente, sobre os riscos de se cortar, a dor que vai sentir, a cicatriz que vai surgir no local do ferimento.

Continue, ainda, utilizando pratos, canecas e copos em plástico ou poliuretano. E ofereça tudo já cortadinho para ele comer.

Envenenamento
A criança, entre dois e três anos, pode até entender quando você explica os riscos de manipular e ingerir substâncias tóxicas. Mas a curiosidade é maior. Portanto, mantenha longe dela os remédios, produtos de limpeza, de beleza, solventes, latas e garrafas de bebidas alcoólicas, etc.

Cuidado, ainda, com xaropes, sprays ou gotas nasais e de garganta. E continue alertando seu filho sobre não aceitar presentes de estranhos, desde balas e chocolates a qualquer substância para cheirar ou passar no corpo.

Mas, não vacile: se há suspeita de envenenamento, procure o pediatra ou corra ao pronto-socorro mais próximo. Não faça nada sem orientação médica para não agravar o quadro.

Quedas
O que antes parecia difícil – subir e descer pelos móveis, janelas, muros – fica cada dia mais fácil. E a criança não mede os riscos. Em casa, os acidentes aumentam; só que o perigo maior está mesmo na rua, no play, no recreio na escola.

Não se canse de alertar seu filho sobre os cuidados com os brinquedos no parque, as brincadeiras que possam machucá-lo, sobre não correr ao subir e descer escadas, etc. Ao programarem um passeio em família, no fim de semana, evite trilhas e escaladas mais difíceis ou arriscadas. Deixe para quando ele crescer.

Ele já pode se ensaboar sozinho, mas você continua supervisionando e, claro, dando uma mãozinha. Mostre as quantidades ideais de shampoos e sabonetes, para não haver exageros e maior risco dele escorregar. No box, mantenha os tapetes antiderrapantes. Se tiver banheira em casa, não a encha demais e fique por perto.

Queimaduras
De tanto ouvir falar em queimaduras na chama do fogão, ao encostar no forno ligado, tentar alcançar panelas, ele já aprendeu a tomar certas precauções. Mas, de qualquer modo, não o deixe sozinho na cozinha. Qualquer descuido, e ele se queima. Acontece com o adulto, por que não aconteceria com a criança? Caixas de fósforos e acendedores elétricos continuam guardados em local alto, fora de alcance.

Ele vai querer passar mais tempo na praia e na piscina, mas deve continuar seguindo o horário mais indicado de exposição ao sol: antes das 10:00h e depois das 15:00h. Sempre, é claro, com protetor solar, de fator alto, indicado pelo pediatra.

Com três anos, ainda não está na idade de acender fogos de artifício e nem de ficar por perto de quem está acendendo. Melhor, também, que ele não saiba se você mantém armas de fogo em casa (se tiver, deixe-as descarregadas e esconda a munição).

Se a criança se queimar, lave, imediatamente, com água fria e corrente, a área afetada, ligue para o pediatra e, caso seja necessário, vá a um pronto-socorro com unidade própria para atendimento a queimados. Quando a roupa for atingida pelo fogo, deite e role a criança no chão até apagar. Jamais a enrole com um cobertor, que mantém o calor e o contato do corpo com as chamas.



Regina Protasio




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