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Gravidez / Beleza e Bem-estar



Grávida e gordinha?

A felicidade por estar grávida ajuda: não é preciso buscar satisfação em outras coisas como frituras, massas e doces. A chegada do bebê enche a vida de qualquer uma de afazeres e sonhos. Certamente, este não é o momento certo para começar dietas rigorosas ou fazer uso de moderadores de apetite. Mas uma alimentação saudável precisa figurar entre seus novos hábitos. Isto vale para todas as mulheres e, mais ainda, para quem já engravidou gordinha. 

Quer alguns exemplos? À tarde, bate aquela fome. Em vez de pedir um salgadinho ou um sorvete com calda de marshmalow e amendoim, prefira uma vitamina ou salada de frutas. Coloque o mate no lugar dos refrigerantes, substitua as frituras pelos grelhados, troque os laticínios calóricos pelos lights. E, acima de tudo, experimente antes de dizer que não gosta.


Haja coração!

Bem cedo, o sobrepeso começa a trazer riscos. Aumentando a produção de um hormônio – o estrogênio – é capaz de dificultar que a mulher engravide. Para quem já está esperando bebê, os desafios vão muito além de questões puramente estéticas, inchaços e desconforto. Os quilos extras são vilões de verdade, pois colaboram no surgimento da diabetes, de hipertensão e problemas cardíacos. 

A explicação é simples. Por causa do excesso de tecido gorduroso, o coração passa a ser mais exigido em sua tarefa de levar o oxigênio indispensável ao bom funcionamento de todo o organismo. Resultado deste esforço dobrado? Entre outros, o aumento da pressão arterial, que pode acarretar um parto prematuro e um quadro grave de convulsões chamado de eclâmpsia. 


A questão do açúcar

O metabolismo das que estão muito acima do peso também sofre alterações. Uma das mais importantes está na produção de insulina, hormônio responsável pela absorção de açúcares pelas células. A baixa produção desta substância provoca um aumento da taxa de glicose no sangue, doença conhecida como diabetes. Quem paga a conta é o bebê, correndo o risco de não receber os nutrientes de que precisa para se desenvolver no útero, já que o açúcar aumentado, constantemente, induz a uma circulação placentária deficiente. 

O bebê pode, também, nascer grande demais, dificultando o trabalho de parto normal. No caso da cesariana, a preferência do obstetra costuma ser a anestesia peridural. Muitas vezes, porém, se torna difícil para a agulha vencer todas as camadas de gordura. Além disto, há maiores chances de o neném chegar ao mundo com os pulmões imaturos, mesmo não sendo prematuro.


Dieta agora?

Bem, digamos que alguém cochilou e ficou grávida justamente quando estava gordinha. Durante os próximos nove meses, nem pensar em dietas para perder peso. A grande preocupação deve ser a de se alimentar adequadamente para responder ao desenvolvimento da placenta e do feto. Isto requer energia, fornecida por proteínas e carboidratos que são consumidos na gestação. O mais indicado seria somente controlar o peso, permanecendo numa faixa de ganho total em torno de nove quilos.



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Sylvia Leal
Consultoria: Dr. Antonio Carlos Nisida, ginecologista e obstetra. Médico do Departamento de Obstetrícia do Hospital das Clínicas da USP/SP




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