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Gravidez / Beleza e Bem-estar



Os benefícios da drenagem linfática

Modelos e atrizes não dispensam a drenagem linfática durante a gravidez. Muito mais que um simples modismo, a técnica permite diminuir o inchaço, tão comum nos noves meses de gestação e no pós-parto. 

Dois hormônios são responsáveis pela retenção de líquidos, que deixa, principalmente, as pernas e pés inchados. Na gravidez, é a progesterona. Na fase de amamentação, a prolactina. "A drenagem estimula o sistema linfático, eliminando as toxinas e ativando a microcirculação", explica a dermatologista Carla Góes Sallet, diretora da Clínica Sallet.

Através de massagens, com uma leve pressão, o profissional direciona o excesso de líquido para os gânglios linfáticos, que, por fim, é eliminado pela urina. "Além de desintoxicar e melhorar a circulação nos tecidos, a drenagem também relaxa e diminui os desconfortos que surgem na hora de dormir, como sensação de pernas pesadas e falta de posição ao deitar."


Escolha cuidadosa

A técnica começou na Alemanha, criada pelo fisioterapeuta Emil Vodder. Apesar de não ter nenhuma contra-indicação, mesmo para gestantes e lactantes, deve ser realizada sob orientação médica. Todo cuidado é pouco na escolha do profissional. "É importante procurar pessoas treinadas para atender mulheres grávidas (um fisioterapeuta ou um esteticista, orientados pelo obstetra) porque existem pontos específicos a serem tratados, e com a pressão certa.”

"A drenagem malfeita pode estimular contrações uterinas, comprometer a circulação e até causar hematomas", adverte a Dra. Carla.

Atenção!
Para não correr riscos, procure um fisioterapeuta cadastrado na Sociedade Brasileira de Medicina Estética.



Manual ou com aparelhos?

Outra questão a ser definida, também junto com o profissional, é se a drenagem será manual ou pela dermotonia; técnica francesa que utiliza um aparelho de aspiração. Por ser mais profunda, ajuda na eliminação da gordura e na prevenção de celulite e estrias. "É importante falar que esse aparelho não prejudica a grávida nem o bebê."

"Por sua vez, tratamentos com corrente elétrica ou ultra-som nunca devem ser usados por gestantes nem por quem está amamentando", ressalta a dermatologista, que faz outro alerta: "Drenagem nas mamas está proibido, mesmo a manual."


Qual a freqüência?

Especialistas recomendam duas sessões semanais do tratamento, que pode começar no início da gestação e seguir até próximo ao parto. "Já tivemos caso de uma grávida famosa que, dois dias antes de o bebê nascer, fez uma última sessão conosco, para relaxar", conta a Dra. Carla.


Dever de casa

Beba de dois a três litros de água por dia;
evite o excesso de sal, que ajuda a reter líquido no organismo. Uma dica é deixar o saleiro longe da mesa durante as refeições;
inclua no cardápio bastante legumes e frutas, como melancia e melão, que contêm muito líquido;
evite a carne vermelha, principalmente à noite. Substitua por peixe, que é rico em ômega 3, uma gordura saudável;
sob a orientação do seu médico, pratique atividades físicas, como a caminhada. Trabalhar fora o dia todo não é desculpa para o sedentarismo. Levante de 20 em 20 minutos, ande um pouco, dê uma espreguiçada. Isso tudo faz muito bem.



Lilian Luz
Consultoria: Dra. Carla Góes Sallet, dermatologista




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