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Férias combinam com viagens, passeios e com tudo o que não seja rotina. Também para a grávida. Desde que ela preserve, o mais possível, seus hábitos alimentares, horas de sono, e os cuidados gerais. Isso inclui a escolha do roteiro, do meio de transporte e uma boa conversa com o obstetra.
Antes de arrumar as malas
Fale com o médico sobre os lugares que pretende visitar, tipo de hospedagem e meios de transporte. Ele pode pedir alguns exames e indicar uma listinha básica de medicamentos; pura precaução.
O segundo trimestre da gestação é o melhor para viajar. A barriga ainda não pesa tanto e as condições de saúde são mais estáveis.
Ao sentir algum destes sintomas, cancele o programa: contrações, pontadas na barriga, dores de cabeça acompanhadas de náuseas e vertigens, diminuição dos movimentos do bebê, intoxicação alimentar, infecção urinária, sangramento, perda de líquido, febre e mal-estar geral.
Atenção!
Em caso de emergência, mesmo que o plano de saúde tenha cobertura internacional, ligue primeiro para seu médico. Não conseguindo localizá-lo, procure um hospital de referência na cidade onde estiver.
Isso é proibido!
Voar na semana anterior ou posterior ao parto. Se for imprescindível, lembre que as companhias aéreas exigem autorização, por escrito, do obstetra. E a grávida só pode viajar acompanhada do médico ou de pessoa indicada por ele.
Sair da dieta. Ou, pior, experimentar os pratos típicos da região. Não é o momento certo.
Escalar montanhas, entrar em trilhas desconhecidas, arriscar um esporte diferente.
Escolher roteiros em regiões sujeitas a doenças endêmicas ou distantes de atendimento médico imediato.
Tomar remédios por conta própria.
Sinal verde na estrada
Caminhos de terra, buracos e trilhas estão fora de cogitação. É hora de seguir por rodovias asfaltadas e em bom estado de conservação.
No carro, sente-se sempre no banco de trás. Ao posicionar o cinto, passe-o por baixo da barriga e não atravessado.
De duas em duas horas, que tal uma paradinha para andar um pouco e auxiliar a circulação? Uma dica contra os inchaços nos tornozelos: de vez em quando, mexer com os pés para frente, para trás e em movimentos de rotação.
Depois do sexto mês, nada de dirigir. Em caso de freadas bruscas, o volante pode machucar a barriga.
Nem estômago vazio, nem comidas pesadas; prefira um lanchinho leve. Se parar em algum restaurante de estrada, fuja dos alimentos crus e de frutas já abertas.
Enjoada? Abra a janela do carro para receber uma ventilação mais direta. Biscoitos tipo polvilho ou água e sal ajudam a diminuir o mal-estar.
Se a viagem demorou além do que o previsto, procure um hotelzinho e durma uma boa noite de sono.
Atenção!
As empresas de ônibus exigem uma autorização médica para gestantes acima do quinto mês, com informações sobre suas condições de saúde e a data provável do parto.
No ar, sem escalas
Rápido e seguro, o avião é o meio de transporte mais indicado para a grávida. Mas alguns cuidados são importantes, como levantar de vez em quando e caminhar pelos corredores. Em rotas longas, melhor fazer uma conexão, dormir e só completar o percurso no dia seguinte.
A partir do oitavo mês, vôos somente com autorização médica, constando a data prevista para o nascimento do bebê. Isso porque a descompressão e a pressurização da cabine podem provocar um parto prematuro.
Atenção!
Privilégios garantidos. No aeroporto, a gestante está dispensada da fila do check-in. No avião, pode escolher uma refeição diferenciada e ocupar a primeira poltrona, caso viaje na classe econômica.
Conforto em alto mar
No navio, mais mordomia, impossível. Espaço, cardápio variado e muita diversão. Mas se você tem predisposição a náuseas e enjôos, desista. Até porque, depois de zarpar (dependendo do roteiro), vai demorar, ainda, alguns dias para chegar no porto seguinte.
Andando nos trilhos
No Brasil, o trem cobre poucos percursos. Mas, no exterior, pode-se atravessar de um país para o outro pela malha ferroviária. Uma viagem tranqüila, sem contra-indicações. A não ser em casos de freadas bruscas, o que não acontece normalmente.
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