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Vocês trabalham fora, as vovós também, e o projeto é deixar a creche para mais tarde. A idéia de ter o neném em casa, com seu espaço, seus brinquedos, a alimentação controlada e uma profissional cuidando, exclusivamente dele, parece muito atraente. Mas como escolher a pessoa ideal que, além de tudo, passará mais tempo ao lado do bebê que os próprios pais? O que conta nesta avaliação?
Enquete em família
Nada de pesquisar em anúncios de jornal. Comece perguntando aos parentes, amigos e, por fim, procure as agências especializadas. E prepare-se para uma maratona de entrevistas, mesmo que consiga uma indicação de confiança. Neste caso, as chances de sucesso são maiores, sim, mas não há garantia de que a experiência positiva de uma prima ou uma colega de trabalho vá funcionar da mesma forma com vocês.
Antes de chamar qualquer pessoa para conversar, pense sobre suas expectativas em relação a ela, a disponibilidade de ensinar os hábitos da casa, a maneira como pretende educar seu filho, os valores importantes para a família e, também, quanto pode pagar de salário. Acrescente às despesas, encargos como férias, 13º salário, alimentação e transporte.
Para acertar na escolha
Trocar constantemente de babá interfere na rotina da casa, além de gerar muita insegurança no neném. Daí, a importância de fazer, sempre, a melhor escolha. Certamente a primeira impressão é marcante, mas fique atenta a características como boa aparência, higiene, postura, tom de voz, maneira de falar, gestos, bom humor, boa vontade, tranqüilidade, disposição física, capacidade de comunicação, sociabilidade e afetuosidade, entre outras.
O nível de instrução também conta para quem estará às voltas com dosagens de remédios, receituários médicos, termômetros, horários de refeições, cardápios, etc. Na medida do possível, deverá falar corretamente já que vai conversar bastante com a criança, ler e contar histórias, brincar. E ter calma e iniciativa para agir com precisão em situações de emergência.
Pergunte tudo
Seja direta, mas delicada. Perguntas muito incisivas podem inibir e causar constrangimentos. Mas não termine a entrevista com a sensação de que não conseguiu as respostas que desejava. Se for preciso, faça um roteirinho prévio. Indague: idade, onde e com quem ela mora, se tem pais, irmãos (os endereços); o estado civil. Sendo casada, tem filhos, quem toma conta deles; se ela fuma, bebe, usa (ou já usou) algum tipo de droga ou medicamentos pesados; sobre namorados. Pretende se casar logo, estuda, quais os hábitos de lazer; ela tem boa saúde, que doenças já teve, passou por cirurgias, faz algum tipo de tratamento; caso a família precise, pode viajar?; o que faria em situações de febre alta, vômito, engasgo, quedas, assaduras, etc.
Tem referências?
Melhor que tenha. Mas não recuse uma candidata que tenta seu primeiro emprego, desde que, é claro, ela tenha qualificações como cursos e estágios em áreas de puericultura ou enfermagem, por exemplo. Exija atestado médico, carteira de identidade, de trabalho, certificado de vacinas.
Se quiser mais garantias, busque uma ficha negativa de antecedentes criminais, na polícia. E não deixe de ligar para os antigos patrões, solicitando informações sobre a conduta profissional e pessoal. Ainda em dúvida? Experimente uma visita-surpresa ao endereço que a babá forneceu. Com tudo isso, você não se convenceu? Peça outra indicação e comece tudo de novo. Até acertar.
Um olho no bebê, outro também
Você, ao que parece, encontrou a pessoa certa. Agora, mais que nunca, preste atenção em qualquer alteração de comportamento que seu filho apresente. Mesmo que ele não fale, ainda, saberá sinalizar se está tranqüilo, seguro, feliz. Ou não. Neste caso, as reações mais comuns são: tristeza, apatia ou hiperatividade, perda de apetite, sono agitado, queixas de dores sem motivo aparente, baixa imunidade, crises de choro e irritação quando a babá se aproxima.
Uma dica importante: sempre que puder, dê o banho no neném, mude sua roupinha e verifique se tem algum arranhão, hematoma, se sente dor ou desconforto em determinadas posições. E não descarte os comentários de parentes e vizinhos que tenham observado qualquer atitude ou movimentação suspeita em sua casa. Investigue e aja com rapidez e firmeza. Seu filho não precisa correr riscos, não é mesmo?
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