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Animal de estimação: bom para o bebê?

O bebê está chegando e vocês têm um bichinho de estimação em casa? Mais que nunca, atenção às vacinas, às visitas ao veterinário e aos cuidados de higiene com os animais. Mesmo os considerados mansos, ao se sentirem ameaçados, reagem, arranhando ou até mordendo. Além disso, transmitem doenças através do pêlo, saliva, urina e fezes.

No caso, a grande ameaça é o próprio bebê, que vem roubar os mimos e atenções que eles tinham antes, quase que com exclusividade. Cães (mais) e gatos sentem ciúmes, sim. E precisam ser preparados para conviver com o novo integrante da família. Pacificamente.


Mudança de hábitos

Pelo menos um mês antes da data prevista para o parto, comece a fazer as alterações necessárias em casa, como instalar a grade de proteção na porta do quarto dele. Aproveite e ensine o animal que, dali, ele não pode passar. Pegue, também, algumas peças do enxoval do neném e deixe seu cãozinho cheirar. Depois, traga a roupinha usada no hospital para que ele cheire também. Facilita, mais tarde, o entrosamento com a criança.

O bebê chegou? Os dias na maternidade, certamente, deixaram o cachorrinho com saudades de você e ele não vê a hora de fazer a maior festa. Prepare-se! Entregue seu filho ao papai ou a outro adulto e brinque com o cãozinho, como sempre fez. Logo que tudo se acalmar, e já usando a coleira, aproxime-o dos pés do neném, para que ele cheire e identifique com as roupinhas já suas conhecidas. Se tiver um gato, faça o mesmo; ele também precisa ser apresentado ao futuro dono.

De preferência, estas aproximações devem acontecer fora do quarto. Lá dentro, por enquanto, não é lugar do bichinho de estimação entrar e, muito menos, se aproximar do berço. Impossível prever a reação dele. Por isso mesmo, não deixe os dois sozinhos.


Todo animal morde

É verdade. Em princípio, eles não gostam de ser acordados, de que alguém interrompa quando estão comendo, de levar sustos e até de que apartem uma briga com outro animal. Mas a mordida não é o único problema. Através do pêlo, da saliva, urina e das fezes, transmitem doenças, como toxoplasmose, brucelose, leptospirose, raiva, sarna e outras micoses de pele. Por isso, não devem deitar na cama de seus donos, beijar e lamber seu rosto e nem comer no mesmo prato.

Enquanto pequenos, os animaizinhos fazem xixi e cocô, em geral, no quintal da casa ou na área de serviço do apartamento. Habitue-se a recolher, imediatamente, o jornal utilizado e jogar na lixeira do prédio. Em seguida, passe um produto desinfetante no local.


Tamanho é documento

Se o bebê já nasceu e vocês pretendem comprar um animalzinho, esperem pelo menos um ano, um ano e meio. E antes de escolher entre cachorro ou gato, levem em consideração o espaço da casa, se tem área externa e quem vai se encarregar de cuidar do bichinho. Isto inclui: tosas a cada 15 dias e banhos regulares, vacinação, controle de pulgas, ácaros, piolhos, sarna, carrapatos. O veterinário vai ensinar, também, como educar corretamente o animal e, se for o caso, indicar um adestrador.


Escolhendo o cãozinho

Em média, vive 14, 15 anos e, não sem motivo, é chamado de o melhor amigo do homem. Na hora de optar pela raça, contam muito a docilidade e o humor; já que ele vai conviver com seu filho, por tanto tempo. Os menores, como o poodle toy, pinscher e yorkshire, são muito frágeis. Melhor optar pelo cocker spaniel, beagle ou basset hound, de porte médio. O labrador, golden retriever, collie e o boxer, embora grandes, são afáveis, próprios para crianças. Os brincalhões e resistentes vira-latas também.


Gatos: mais independentes

Extremamente limpos, não exigem tantos cuidados com a higiene e vivem cerca de 16 anos. Mas, não são tão sociáveis e companheiros como os cachorros. Aliás, não gostam nada de ficar no colo, mas de liberdade de movimento. Caçadores por natureza, brincam de atacar objetos, pessoas, tudo o que se mexe diante deles. Acabam, mesmo sem querer, arranhando, e até mordendo o próprio dono. Um cuidado importante: aparar suas unhas, sempre no veterinário. Se elas estiverem grandes, eles perdem o equilíbrio e não conseguem andar direito.


Mordeu? Saiba o que fazer

As mordidas de animais podem infeccionar rapidamente e você tem que agir logo. Primeiro lave o local com água corrente ou soro fisiológico e sabão de coco. Em seguida, passe um anti-séptico. Cubra com gaze e aperte. Fale, então, com o pediatra e peça sua orientação.

Em caso de ferimentos mais graves, ligue, imediatamente, para o médico e, depois, para o veterinário. Em nenhuma situação, dê remédios ou aplique qualquer substância na região da mordida por sua conta.

Se a criança foi atacada por um animal da vizinhança, procure o dono para certificar-se de que a vacinação está atualizada. No caso de cachorros ou gatos de rua, corra para o Posto de Saúde.



O melhor amigo da criança


Regina Protasio
Consultoria: Dr. Paulo Roberto Lopes, pediatra. Médico da Unidade Materno-Infantil do Hospital dos Servidores/RJ




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