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Gravidez / Família



Como somar gravidez e trabalho

As mulheres estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho e, dia a dia, disputam com os homens um espaço. Nessa trajetória, enfrentam muitos desafios, como salários mais baixos, dupla jornada e a maternidade. Mas, é possível evitar que a gravidez atrapalhe a profissão? A resposta é sim.


Uma questão de adaptação

Claro que tudo vai depender do seu estado geral de saúde. Se a gestação for normal, e a profissão não oferecer riscos nem para você, nem para o feto, nada impede que continue trabalhando. Mas, atenção:

 O primeiro a saber sobre a gravidez deve ser o seu chefe imediato. Seria muito constrangedor ele descobrir a novidade através de um colega de trabalho. Informe, também, com antecedência, quando você pretende sair de licença-maternidade, para dividir suas tarefas entre os outros profissionais, se for o caso.
 Escolha o momento certo para dar a notícia. Fale em particular, de preferência na sala dele, para que não sejam ouvidos.
 Demonstre que nada mudou. Você continua disposta a trabalhar e a colaborar para o crescimento da empresa.
 Não use a gravidez como desculpa para faltar ao trabalho ou tirar algumas vantagens. É fundamental manter o profissionalismo.
 Se precisar sair para algum exame ou uma consulta médica, avise com antecedência e procure compensar o tempo ausente.
 Evite acumular serviço e não banque a Mulher Maravilha. Se for necessário, peça ajuda de algum colega, mas não esqueça de retribuir a gentileza assim que possível.


Com o aval do obstetra

Sintomas como azia, náuseas, tonteiras e vômitos são naturais nos primeiros meses. Para preveni-los, evite frutas cítricas, comidas gordurosas e condimentadas; coma devagar; diminua a quantidade de café; faça refeições leves e com pequenos intervalos. E fique distante de cheiros fortes, inclusive dos perfumes.

Na primeira consulta ao obstetra, fale das suas condições de trabalho: a carga horária, quanto tempo passa sentada ou de pé, o veículo que usa, a distância entre sua casa e o trabalho, se viaja, se as tarefas são estressantes, se fica em contato com substâncias tóxicas, químicas, com vapores ou radiação. A partir daí, ele vai avaliar se você poderá continuar trabalhando normalmente.

Atenção!
Quando a mulher apresentar hipertensão arterial, sangramento vaginal, risco de aborto ou outra complicação, o médico poderá aconselhar que interrompa, temporariamente, o trabalho.

Gestantes expostas a metais pesados (como o chumbo e o mercúrio), devem mudar de atividade. Essas substâncias podem provocar malformações no bebê.



Cuidados importantes

Descanse sempre que possível.
Caso fique muito tempo de pé, faça pequenos intervalos, sente-se e coloque as pernas para o alto, por alguns instantes. Se, ao contrário, passa muito tempo sentada, a cada duas horas levante-se e ande um pouco.
Use roupas e sapatos confortáveis.
Nas reuniões, procure sentar-se próximo à porta. Assim, quando sentir vontade de ir ao banheiro, de tomar um café ou esticar as pernas, não estará atrapalhando ninguém.
Alimente-se adequadamente. Leve, na bolsa, uma fruta ou um iogurte para o lanche. E mantenha sempre uma garrafinha de água sobre a mesa.
Evite levantar ou empurrar objetos pesados e, ainda, subir escadas desnecessariamente.
Não se exponha a substâncias tóxicas.
Crie um ambiente de trabalho confortável: boa iluminação, temperatura adequada e uma cadeira com apoio para sua coluna são fundamentais. 


Até quando trabalhar?

Depende do seu estado de saúde e da atividade que você desenvolve. Geralmente, os médicos recomendam que as mulheres que trabalham muito tempo de pé parem, pelo menos, duas semanas e meia antes da data prevista do parto. Aquelas que trabalham sentadas podem esticar até uma semana e meia antes. Se existe algum tipo de esforço físico, melhor sair de licença antes de virar o nono mês.



Lilian Luz
Consultoria: Dr. Décio Alves, ginecologista e obstetra




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