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Deitada, sentada, de cócoras ou até na água: converse com seu obstetra sobre a melhor maneira de trazer seu bebê ao mundo.
Parto normal
A evolução do trabalho de parto é acompanhada através dos batimentos cardíacos do bebê e da freqüência das contrações da grávida. Ao constatar que elas estão mais lentas, fracas e/ou irregulares, o obstetra coloca uma medicação no soro para regularizar o processo.
Depois, espera a fase da dilatação avançada para aplicar a anestesia peridural. No período de expulsão, faz uma episiotomia (corte no períneo) para facilitar o nascimento e preservar os tecidos internos da vagina, bexiga e do reto.
Logo que nasce, o bebê é colocado de bruços sobre a barriga de sua mãe. Depois do corte do cordão umbilical, passa por uma série de exames em que o pediatra avalia os reflexos e as condições gerais de saúde.
Parto vertical
Nenhuma pressa, nenhuma ansiedade. Ambiente tranqüilo e afetuoso para receber o bebê, onde o obstetra acompanha, mas não interfere no trabalho de parto. No quarto, a gestante se mantém ajoelhada, ou caminhando, para que o peso da criança pressione o colo do útero, facilitando a dilatação.
No momento do nascimento, seguindo o princípio da lei da gravidade, a mulher fica de cócoras ou de joelhos. O neném desliza sobre uma espécie de rampa, formada pelo osso sacro (na bacia) e pela vagina. Alguns médicos fazem a episiotomia, para preservar o períneo.
Nesse tipo de parto, a ginástica preparatória é muito importante. Os exercícios aumentam a força e a elasticidade dos músculos da pelve e da vagina, auxiliando a expulsão do bebê.
Parto inclinado
Utiliza uma mesa de parto inclinada, com mecanismos reguláveis, que permitem à mulher escolher a posição mais confortável para ter seu bebê.
Como no parto vertical, o obstetra permanece ao lado, mas é a gestante quem conduz cada etapa até o nascimento do filho. Também aqui, são fundamentais a ginástica preparatória e os exercícios de respiração e relaxamento feitos durante a gravidez.
Cadeira obstétrica
Inspirada na forma como as índias têm seus filhos, permite que a mulher mantenha o controle dos músculos abdominais e das pernas. Além do apoio para os pés, a cadeira tem um arco metálico, onde a grávida se agarra com as mãos na hora de fazer força. Na parte inferior, há um recipiente que recolhe resíduos da lavagem intestinal, evitando que entrem em contato com a mãe ou o bebê.
O médico acompanha todo o parto, só interferindo na hora da episiotomia e de cortar o cordão umbilical.
Parto humanizado ou Léboyer
Criado no começo dos anos 70, pelo francês Fréderick Léboyer, trouxe um jeito diferente de se receber o bebê no mundo. Em vez da sala refrigerada e muito iluminada, o ambiente deve reproduzir, da forma mais aproximada possível, as condições de vida no útero materno. Ou seja, penumbra, temperatura a 27º e o mínimo de ruídos.
Depois de nascer, o neném fica sobre a barriga da mãe, que massageia suavemente suas costas. O cordão umbilical é cortado somente quando pára de pulsar, e o recém-nascido vai para um banho de imersão, mas sem que esfreguem seu corpo. Depois, colocado ao seio, suga o colostro, líquido que antecede o leite e contém todos os anticorpos e nutrientes necessários.
Parto na água
O bebê nasce em um meio muito semelhante ao do útero materno, suavizando, assim, sua entrada no mundo. Existe o risco de ele engolir água ou sufocar, depois que o cordão pára de pulsar. Isso porque, neste momento, o recém-nascido começa a respirar por conta própria.
O local deve estar equipado com uma grande banheira. E a água, além de filtrada, aquecida e salinizada, tem que ser trocada tantas vezes quantas forem necessárias durante o parto. Por essa razão, o custo acaba sendo um pouco alto.
Cesariana
Quando não há chances de o bebê nascer da forma natural, o médico recorre à cesariana. A cirurgia está, normalmente, indicada quando existe algum tipo de doença pré-existente como diabetes, hipertensão, herpes genital no último mês da gravidez, fratura de bacia prévia, disfunções pulmonares ou cardíacas. E, nos seguintes casos:
Descolamento de placenta ou placenta prévia (posicionada na frente do neném);
gestação múltipla. Os gêmeos, quando em posição cefálica, podem nascer de parto normal;
cordão umbilical curto ou enrolado no pescoço, apertando-o;
quando a cabeça do bebê é maior que a cavidade da bacia materna;
posição incorreta do feto;
se a gestante já tiver passado por dois partos cesáreos. Se foi apenas um, o segundo pode ser tentado por via vaginal.
A cesariana leva, em média, uma hora, utilizando anestesia geral, raquidiana ou preferencialmente peridural, que mantém a grávida acordada. A recuperação é mais lenta que no parto normal e um pouco dolorida também. Alguns cuidados ajudam, como evitar conversar nas primeiras 24 horas, para não formar gases. Os médicos recomendam, também, que a mulher levante da cama e se movimente logo que tirar sonda e soro.
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