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A cesariana é um tipo de parto feito através de um corte, geralmente no abdômen inferior da mulher, por onde o bebê passa. Embora muito comum, hoje em dia, é, na verdade, indicada quando o parto normal representa um risco para a mãe ou a criança. Pode ser feita antes que se entre em trabalho de parto se existirem razões médicas , no início ou mesmo durante caso algum problema com o neném levar a alterações de seus batimentos cardíacos.
Afinal, quem precisa fazer?
Geralmente, mulheres com doenças pré-existentes (diabetes, pressão alta, disfunções pulmonares ou cardíacas), portadoras de HIV ou herpes genital ativo. E, quando:
A cabeça do bebê, maior que a bacia da mãe, impede a passagem pela vagina;
o feto está sentado ou em posição transversa (deitado horizontalmente no útero);
a placenta é prévia (baixa), recobrindo, total ou parcialmente, o colo uterino;
miomas uterinos, posicionados na frente do bebê, bloqueiam sua passagem;
há sofrimento fetal: mudanças no padrão da freqüência cardíaca da criança;
a placenta descola da parede uterina, reduzindo o oxigênio do feto;
a mulher já passou por duas ou mais cesarianas. Na tentativa de parto normal, há risco de rompimento da cicatriz uterina;
existe prolapso de cordão. Em caso de ruptura das membranas, o corpo do neném obstrui o cordão, reduzindo o oxigênio.
Como é a cirurgia
Leva, em média, uma hora e o tempo de permanência no hospital é de dois a três dias. Inicialmente, é aplicada uma anestesia, que pode ser geral, raquidiana ou peridural. A primeira, embora menos comum, ainda hoje é usada, principalmente em situações de urgência ou quando as outras técnicas são inviáveis.
Após a anestesia, o obstetra faz um corte na pele da parede abdominal até o útero que então, é aberto. Retira a criança e, em seguida, a placenta. Hora de cortar o cordão umbilical, limpar a cavidade uterina e fechar o útero com suturas, usando um tipo de fio que é absorvido pelo organismo. No pequeno corte, no púbis, se utiliza fios de nylon, que serão retirados uma ou duas semanas depois do parto.
Antigamente, cesariana era sinônimo de complicação. Com a descoberta dos antibióticos, o aperfeiçoamento das técnicas operatórias e melhores cuidados no controle de sangramentos, os riscos foram reduzidos e as infecções são muito raras. O corte é pequeno e a cicatriz, geralmente, não impede o uso de biquíni.
De qualquer forma, lembre-se que quando se corta o abdômen, o intestino pára, acarretando um acúmulo maior ou menor de gases. A quantidade vai depender do quanto a mulher falar nas primeiras 24 horas pós-parto. Por isso, recomenda-se que, neste prazo, ela converse o menos possível.
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