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Gravidez / Saúde



Líquido amniótico na medida certa

Durante toda a gestação, o bebê é envolto pelo líquido amniótico. Claro, transparente, sem cor ou sabor, protege o neném contra infecções, traumas e choques externos e ainda colabora para que seus pulmões se desenvolvam de forma adequada.


Um equilíbrio delicado

Não se sabe muito bem qual é o mecanismo que regula a produção de líquido amniótico. No primeiro trimestre, supõe-se que a gestante seja a principal fornecedora. Entre a 10ª e 12ª semanas – quando os rins do feto começam a funcionar – a própria urina passa a ser a fonte principal.

Durante toda a gravidez, o líquido amniótico estabelece um circuito da mãe para filho, renovando-se em intervalos de três horas. É totalmente livre de bactérias e não faz mal nenhum ao feto, que o aspira, engole e devolve ao meio-ambiente, através do xixi.

A bolsa amniótica é a cavidade onde o feto ganha contornos definidos ao longo da gravidez. Sua evolução, na barriga da grávida, é acompanhada através da ultra-sonografia. Qualquer mudança – para mais ou para menos – no volume do líquido pode indicar alguma alteração na saúde da mamãe ou do bebê.

Importante
Se a gestante perde líquido entre a 12ª e 26ª semanas, aumenta a probabilidade de aborto. Entre a 26ª e 37ª semanas, o risco diminui sensivelmente e, de modo geral, a gravidez continua até o final.



Líquido de menos

Se o volume de líquido é menor que o esperado, os médicos chamam de oligoidrâmnio. Esta perda acontece quando as membranas amnióticas, responsáveis pela proteção do precioso líquido, se rompem. Mas, atenção: nem sempre isso significa algum problema. A grande maioria das gestantes, com esse diagnóstico, tem uma gravidez completamente normal.

Apesar de todo o mecanismo de defesa, a bolsa amniótica pode se romper prematuramente devido a uma malformação do útero ou do colo. A causa mais provável é a presença de alguma infecção vaginal, que fragiliza esta membrana, causando a ruptura.


Como reconhecer

O único sintoma é o tamanho do útero que se apresenta menor do que deveria ser, embora um útero pequeno também possa significar apenas que se calculou mal a data provável do parto.

O diagnóstico é feito pela ultra-sonografia, que permite avaliar a anatomia e o funcionamento dos rins. Quando estão normais, a escassez de líquido, provavelmente, acontece por um funcionamento inadequado da placenta, o que pode levar à desnutrição ou atraso no crescimento do feto.


Tem tratamento

A critério médico, pode se fazer a reposição através da infusão de líquidos na cavidade amniótica. Também é possível promover uma hidratação materna por via oral ou intravenosa.

A vitalidade do feto deve ser acompanhada por exames. Em casos extremos, se a saúde do bebê está comprometida de alguma forma, com risco de morte fetal, pode ser necessário interromper a gravidez antes da 38ª semana.


Líquido demais

Neste caso, chama-se polidrâmnio. Em geral, o excesso é apenas conseqüência de uma alteração temporária no equilíbrio normal da produção. Algumas vezes – raras, na verdade – está relacionado a anomalias do sistema nervoso, da bexiga ou dos rins do feto. Acontece, mais freqüentemente, em gravidez de gêmeos.


Observe os sintomas

O diagnostico é feito pela ultra-sonografia e pode ser identificado quando as medidas do útero estão maiores do que deveriam. A mulher costuma sentir desconforto abdominal, indigestão, inchaço nas pernas, falta de ar ou hemorróidas. E há, sim, um risco maior de parto prematuro.


Como tratar

Se o excesso de líquido não está afetando a saúde do bebê e nem provocando contrações, simplesmente, espera-se pelo final da gravidez. Pode acontecer, entretanto, que seja necessária uma punção no abdômen para tirar um pouco do líquido. Existe, ainda, a opção pelo uso de medicamentos que diminuam a quantidade de urina do feto.



Maria Amélia de Oliveira
Consultoria: Dr. Décio Alves, ginecologista e obstetra




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