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Agora? Mais tarde? A escolha do melhor momento para começar ou aumentar a família é do casal e depende de muitos fatores. Antes de decidir, porém, é bom saber as vantagens e os riscos de engravidar aos 20, 30 ou 40 anos.
Dos 20 aos 24 anos
Seu corpo
Estes são os anos mais férteis de sua vida. A menstruação, provavelmente, é regular. Então, você engravida quando quiser? Nem sempre. Nesta fase, a ovulação se dá em uma média de 10 ciclos em 12 meses.
Hipertensão e diabetes
Se não houver fatores predisponentes, durante a gravidez a possibilidade de diabetes é de 4%, e de hipertensão, 7%.
Suas emoções
Os jovens quando se casam precisam de um tempo de adaptação. Neste momento, não sobra muito espaço para uma criança. Logo, uma gravidez nem sempre é oportuna.
Riscos para o bebê
O aborto espontâneo ocorre geralmente em 10% das gestações. A síndrome de Down é quase inexistente (1 para 1.923 nascimentos). O risco para todos os defeitos cromossômicos é de 1 para 526.
Dos 25 aos 29 anos
Seu corpo
Se você mantém uma vida ativa e uma alimentação cuidadosa, sem vícios como fumo ou álcool, está bem preparada para engravidar. É bom que não ultrapasse o peso ideal (de 9 kg a 12 kg), pois assim voltará rapidamente à forma.
Atenção!
O controle dietético da grávida deve ser qualitativo e não quantitativo. Ou seja, a futura-mamãe não deve, e não pode, ficar longos períodos sem se alimentar.
A longo prazo, engravidar nesta faixa etária tem vantagens: diminui os riscos de câncer de ovário e, principalmente, de mama. Isso porque a mulher permanece, por um período prolongado, sem os estímulos intermitentes dos hormônios femininos.
Suas emoções
Na certa, você já conquistou um lugar no mercado de trabalho. Também estabeleceu, com o companheiro, uma base mútua de compreensão e tolerância frente às limitações do outro. Neste caso, um bebê é mais que bem-vindo.
Riscos para o bebê
O risco de aborto é de 10%. Aos 25 anos, a chance de ter um bebê com síndrome de Down é de 1 em 1205 e, para todos os outros defeitos cromossômicos, de 1 em 476.
Dos 30 aos 34
Seu corpo
A fertilidade começa, lentamente, a diminuir. Se for necessário tratamento para engravidar, porém, as chances são grandes. Para a fertilização in vitro, por exemplo, são de 25% a 28%. Para as mulheres acima de 40 anos, caem para 6% a 8%.
Suas emoções
Aos 30 anos, as mulheres sentem-se prontas para começar uma família. Se o vínculo com o companheiro é estável e o sentimento está reassegurado, seu relógio biológico dará o sinal.
Riscos para o bebê
O risco de aborto está na faixa de 11,7%. O percentual de síndrome de Down é de 1 em cada 885 bebês que nascem. Para todos os defeitos cromossômicos somados é de 1 em 384.
Dos 35 aos 39
Seu corpo
A fertilidade vai diminuindo, em razão da menor freqüência das ovulações e do próprio envelhecimento do óvulo, o que dificulta a fecundação. Caso isso ocorra, a possibilidade de gerar fetos com doenças cromossômicas é, progressivamente, maior.
Diabetes e hipertensão
O risco de aborto espontâneo fica em torno de 12%. O diabetes gestacional (adquirido nesta fase) é duas ou três vezes mais comum em mulheres acima de 35 anos. E aumenta quando se está acima do peso. Depois dos 35 anos, o risco de pressão alta é duas vezes maior em relação a mulheres na faixa de 20. A hipertensão afeta de 10% a 20% das grávidas deste grupo.
Suas emoções
A preocupação em gerar filhos com defeitos genéticos é sempre maior mas, como atualmente já é possível prevê-los, não há grandes problemas. Com os atuais avanços da medicina, os temores sobre a saúde da criança também podem ser resolvidos com uma certa tranqüilidade. Emoções favoráveis a este nascimento colaboram muito para o afastamento de qualquer fantasia assustadora.
Riscos para o bebê
Aos 35 anos, o risco de síndrome de Down é de 1 em 365 e, para todos os outros defeitos cromossômicos, de 1 em 63. Mais próximo aos 40 anos, a possibilidade de gestação múltipla espontânea aumenta, na proporção em que a produção dos chamados hormônios femininos, pelos ovários, começa a falhar. Para compensar, a hipófise passa a liberar mais FSH (hormônio folículo estimulante), aumentando as chances de se fertilizar mais de um óvulo. Nesta faixa, quando há necessidade de técnicas de reprodução assistida, o percentual de sucesso é em torno de 35%.
Dos 40 aos 44
Seu corpo
Mulheres que engravidam, espontaneamente, depois de 40 anos, talvez adoeçam menos após a menopausa, porque sua produção hormonal (estrogênio) dura mais. Ficam, portanto, expostas por mais tempo à proteção dos hormônios femininos. A partir de 40 anos, a fertilidade cai, rapidamente, devido ao esgotamento do número de células germinativas (óvulos) dos ovários. Normalmente, a mulher já nasce com uma quantidade determinada de óvulos (aproximadamente 400 mil), que começam a ser estimulados na menarca (primeira menstruação) e se esgotam, completamente, na menopausa (última menstruação). Nessa fase, quando é necessário apelar para técnicas de reprodução assistida, o percentual de sucesso fica em 10%.
Suas emoções
Em qualquer idade, são comuns as dúvidas quanto à saúde do futuro bebê. A mãe tem medo de não vê-lo crescido ou, então, de vê-lo independente, pois isso significará sua saída de casa. Estas reações variam de pessoa a pessoa e dependem do significado que, para cada uma delas, têm a liberdade, autonomia e individualidade. Exemplo: há mães que, por ansiedade, provocam em seus bebês a necessidade de crescer rápido demais, tornando-se independentes antes de estarem completamente aptos para isto. Mas existem, também, aquelas que retardam seu amadurecimento, com atitudes superprotetoras.
Riscos para o bebê
Mais ou menos um terço de mulheres grávidas, nesta idade, sofrem aborto espontâneo antes de 20 semanas de gestação. O risco de cromossomos anormais cresce bastante: aos 40 anos, é de 1 em 109, somente para síndrome de Down, e de 1 em 63, para todos os outros defeitos. Aos 45 anos, esse risco aumenta, de 1 em 32 para sindrome de Down, e de 1 em 18 para outros defeitos cromossômicos.
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