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Quem não sonha em ter um bebê cheio de saúde? Verdade que a vida moderna exige uma cuidadosa preparação e a maioria dos casais busca estabilidade casa, profissão, finanças equilibradas, antes da chegada dos filhos. Os cuidados com a saúde, no entanto, costumam ser esquecidos. O que pode levar a mulher a gestações perigosas.
Novos hábitos, velhos problemas
A função dos exames pré-nupciais, bem mais comuns no passado, era evitar, justamente, riscos na gravidez e no parto. Hoje, mesmo os casais, que planejam criar uma família logo em seguida ao casamento, não se preparam, convenientemente, para isso. Pode-se dizer que, qualquer que seja a vontade dos dois, os cuidados com a saúde, antes de uma gestação, têm sido bastante esquecidos.
Importante!
Sem que você tenha consciência, ainda, o atraso menstrual já denuncia duas semanas de possível gravidez. Nesse período, o feto apresenta um desenvolvimento acelerado e muito especializado, com a constituição da forma e função de quase todos os seus órgãos e sistemas.
Momentos decisivos
As oito primeiras semanas seguintes à fecundação são marcantes para o desenvolvimento embriológico. É um tempo de alterações dinâmicas na transformação do futuro-bebê, desde o estágio de uma célula fecundada até o da formação completa, ao final de 10 ou 12 semanas contadas a partir da última menstruação. Este momento assinala a passagem da condição de embrião à de feto. E, portanto, já não se fala mais em formação de órgãos, mas em amadurecimento do feto.
Cuidar da saúde, antes de gerar um filho, previne interferências prejudiciais neste delicado processo, que poderiam comprometer, de modo irreversível, a formação do neném. A ausência de elementos essenciais, como o ácido fólico (vitamina B9), por exemplo, causa sérias deficiências físicas e neurológicas.
Também merecem atenção as modificações sofridas pelo organismo feminino, que mantém uma outra vida em crescimento. Se a saúde da gestante não está perfeita desde o começo da gravidez, será difícil enfrentar os esforços exigidos para o funcionamento de seus órgãos e sistemas.
Busque orientação
Antes de engravidar, portanto, procure um especialista que vai orientar vocês dois em relação a medidas de higiene, prevenção e tratamento de possíveis anormalidades constatadas nos exames. O homem, que nem sempre apresenta sintomas nos órgãos genitais (principalmente os relacionados à infertilidade), deve procurar o urologista.
Estas recomendações também se aplicam aos jovens que, mesmo sem prever uma próxima união, pretendam iniciar a vida sexual. A consulta dos adolescentes com os especialistas, antes considerada um tabu social, deve ser estimulada pelos pais. Tanto em decorrência de gestações indesejadas, como do risco de doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS e os vários tipos de hepatite.
O que a mulher deve fazer antes de engravidar
Exames
Hemograma verifica pequenos distúrbios sangüíneos que não apresentam sintomas fora da gestação, mas podem manifestar-se nesse período. Exemplos: baixa contagem de plaquetas, anemias por deficiência nutritiva ou fluxos menstruais excessivos.
HbsAg para hepatite B, e HIV, para Aids. As duas doenças são transmitidas por via sexual e podem ser passadas ao feto pela mãe.
VDRL para a prevenção contra a sífilis, doença causadora de graves deficiências no bebê e que pode levar à morte. Comum, nas camadas sócio-econômicas mais baixas, manifesta-se, de modo geral, até o segundo ano de vida.
Vacinas
Tétano caso não tenha sido aplicada, na infância, este é um bom momento. A vacinação da gestante ou não-gestante, evita o aparecimento da doença no recém-nascido.
O tétano neonatal, conhecido como o mal dos sete dias ocorre, em média, uma semana após o nascimento do bebê.
Rubéola a presença de anticorpos na mulher deve ser pesquisada. Caso não existam, é preciso que ela receba a vacina. Por tratar-se de vírus vivo atenuado, os especialistas recomendam um período de 90 dias entre a vacinação e o início da gravidez apesar de não haver casos conhecidos de malformações no bebê, quando há aplicação acidental durante esse período.
Mesmo quem foi vacinada deve ser pesquisada, pois 5% destas mulheres não desenvolverão níveis protetores de anticorpos, e devem ser revacinadas.
Hepatite B a doença é capaz de provocar a morte e apresenta riscos de transmissão durante a gestação e o parto. A vacina, recentemente incluída nos programas oficiais de vacinação infantil, deve ser administrada quando não houve contato com o vírus antes da gestação.
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