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Você é Rh negativo e seu parceiro Rh positivo? Pois bem, as chances de gerar um filho Rh negativo ou positivo são as mesmas: 50%. A diferença está nos riscos para o bebê, se ele herdar o fator sangüíneo semelhante ao do pai e, portanto, incompatível com o de sua mãe.
Vamos entender melhor?
A maioria das pessoas tem, em seus glóbulos vermelhos, uma proteína chamada fator Rh, que a caracteriza como Rh + (positiva). Os que não a possuem são classificados de Rh (negativo). Ao engravidar de um homem Rh + e se o neném herdar esta característica do pai, a mulher Rh - poderá transmitir ao filho a DHRN doença hemolítica do recém-nascido.
Tudo acontece por volta da quarta semana da gravidez, quando se estabelece a circulação sangüínea do feto e, através da placenta, seu sangue entra em contato com o da mãe. A incompatibilidade faz com que o organismo materno se defenda, desenvolvendo determinados anticorpos com a missão de destruir aqueles glóbulos vermelhos que contêm o fator Rh.
O feto, então, passa a sofrer da doença hemolítica, que leva à anemia profunda, produção excessiva de bilirrubina (causa ictérica grave e, em altas taxas, danifica o sistema nervoso), paralisia cerebral, lesões auditivas, insuficiência cardíaca e pode, inclusive, ser fatal.
Atenção:
O risco aumenta na segunda gravidez, quando a gestante, já sensibilizada pela primeira gestação, começa a produzir, em grande quantidade, anticorpos contra o fator Rh.
Como descobrir
Na primeira consulta do pré-natal, o médico pede, entre outros exames, a tipagem sangüínea. Ao constatar Rh negativo, encaminha a futura-mamãe para a Prova de Coombs, que vai avaliar se ela já produz anticorpos contra o Rh. Pode acontecer, depois de uma transfusão, uma gravidez ectópica (fora do útero) ou mesmo um aborto espontâneo, que nem chegou a ser percebido.
O exame não confirmou? Basta, então, que a gestante tome uma dose da vacina anti-D (imunoglobulina anti-Rh), na 28ª semana e outra até 72 horas depois do parto. Isto evita que a situação se repita em uma próxima gravidez.
O exame confirmou? Atenção em dobro! O obstetra observa, no desenvolvimento do feto, alguns sintomas específicos, como diferenças nos padrões de movimentação, de crescimento, concentração de líquido e inchaços no coração. Através da amniocentese (retirada do líquido amniótico para análise), verifica ainda a ocorrência de anemia ou a taxa excessiva de bilirrubina.
Ao constatar que o bebê corre perigo, ele pode fazer uma transfusão de sangue intra-uterina ou até mesmo antecipar o parto (se for possível). Depois que o neném nasce, passará por um banho de luz para eliminar o excesso de bilirrubina existente em seu organismo.
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