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Grávida, realizada, com a cabeça cheia de planos... De repente, surge uma leve hemorragia, seguida de cólicas. Pânico. O que fazer? Tenho que ficar deitada, tomar remédios? E o meu filho?
Infelizmente, esta história é muito mais comum do que se pensa. Veja só: em uma primeira gestação, a interrupção espontânea, até a 20ª semana, atinge entre 10 e 12% de mulheres. Na segunda, caso já tenha havido uma perda, este risco aumentaria: cerca de 20%.
Vale lembrar que grande parte das grávidas que levaram um susto estão aí, em paz com sua barriguinha, que não pára de crescer. Pode ser que tenham tido um sangramento, contrações fora de hora, mas com a orientação do obstetra e certos cuidados, o final foi feliz. Portanto, havendo qualquer dúvida, ligue para o seu médico.
Não, o surgimento de um aborto não põe fim no sonho de ser mãe. Recomenda-se, apenas, quando necessário, que sejam pesquisadas suas causas e também que o casal deixe passar duas menstruações para engravidar de novo. Desta vez, é claro, com sucesso.
Causas: quais são?
Malformações do embrião: principal causa no primeiro trimestre da gestação. Vale dizer que a maior parte dos abortos acontecem nesta fase. E a grande maioria deles, ocorre por volta da 8ª e 9ª semanas. Por que isto? Ao detectar alguma falha no desenvolvimento do feto, o organismo o expulsa, impedindo que a maioria de crianças com malformações venham a nascer.
Disfunções hormonais: a principal causa é a produção insuficiente de um hormônio - a progesterona - mais freqüente no primeiro trimestre da gravidez. Disfunções da glândula tireóide (hiper ou hipo-tireoidismo) também podem causar o aborto.
Alterações no útero: algumas mulheres têm o útero com formato alterado. Depois do terceiro mês, com o crescimento do embrião, os riscos de aborto aumentam.
Infecções no útero ou no canal cervical: o germe mais comum é a clamídia. É necessário diagnosticar e tratar o problema que está causando a infecção.
Iincompetência istmocervical: o colo do útero não consegue segurar o peso do feto e se abre lentamente. O problema é congênito. Entre a 12ª e a 14ª semanas de gestação, é feita uma pequena cirurgia que fecha o colo do útero, impedindo a passagem do bebê. Este procedimento se chama cerclagem. No trabalho de parto, é simples: retiram-se os pontos e o bebê nasce normalmente.
Infecções maternas: qualquer infecção virótica ou bacteriana da mãe pode ser a vilã da história: rubéola, infecção renal, intestinal, etc.
Consumo de álcool, cigarro e drogas: são fatores que seguramente aumentam o risco de aborto.
Traumatismos em conseqüência de quedas ou pancadas: é preciso repouso até que não haja mais ameaça à gravidez.
Atividade física exagerada: bom senso é fundamental. Os obstetras desaconselham os excessos, mas defendem a atividade física moderada.
Distúrbios emocionais: emoções fortes ou estresse excessivo podem ser causas de aborto.
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