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Gravidez / Saúde



Ultra-som: mais que uma simples imagem

Durante a gravidez, a mulher faz, em média, cinco ultra-sonografias. O exame, cada vez mais sofisticado, permite não só acompanhar o desenvolvimento do feto no útero, auxiliando no diagnóstico precoce de algumas anomalias, como monitorar outros exames e intervenções cirúrgicas.


Ultra-som, ultra imagem

Ligado a um transdutor (espécie de sonda) o aparelho de ultra-som (tipo de som de altíssima freqüência) transmite ondas sonoras à região do corpo que será examinada. Simultaneamente, converte estas ondas em imagens que podem ser vistas na tela do monitor, na mesma hora.


Entenda o exame

Um técnico especializado (médico ou não) espalha um pouco de gel sobre a pele da paciente, no local a ser investigado, e passa o transdutor, durante 10 a 30 minutos, pressionando, levemente. Para a ultra-sonografia transvaginal (recomendada em casos de sangramento, suspeita de aborto, etc), a sonda é introduzida na vagina, permitindo um diagnóstico mais preciso e abrangente.


Durante a gestação

O ultra-som funciona para:
 Detectar a possibilidade de uma gravidez tubária (fora do útero, nas trompas);
observar os movimentos do feto, medir peso e altura;
acompanhar o desenvolvimento fetal, possíveis malformações e doenças genéticas, como a síndrome de Down;
distinguir o sexo do bebê – em torno do quinto mês, dependendo de sua posição no útero materno;
avaliar as condições da placenta e a data provável do parto;
verificar o volume do líquido amniótico. Com pouco líquido, o feto tem dificuldade de se movimentar, prejudicando o desenvolvimento de sua musculatura e do sistema respiratório;
em gestações gemelares, identificar se os bebês são uni, bi ou trivitelinos (um, dois ou três sacos gestacionais);
em caso de inseminação artificial, avaliar a situação do útero, do ovário, das trompas e, também, acompanhar todo o processo da ovulação (da implantação até à fecundação do ovo).


Muito além da gravidez

O exame é utilizado, ainda, para checar a função renal, vascular-periférica, cérebro-vascular, transcraniana, dos músculos e ossos, do abdômen, das mamas, da tireóide, área da pélvis, investigações em cardiologia, ginecologia, urologia, pediatria, testes neonatais. E, também no acompanhamento de determinadas doenças e procedimentos cirúrgicos especializados.


Algumas vantagens

O ultra-som não emite radiações e, na maioria dos casos, não é invasivo; a visualização é imediata; o diagnóstico também; o exame é indolor e não oferece desconfortos a não ser nos procedimentos transvaginais e transretais; constatação precoce de anomalias no feto permite o tratamento intra-uterino e pode evitar o risco de partos prematuros.


Algumas limitações

Dependendo do volume de líquido amniótico, há alterações na qualidade da imagem; a posição do feto interfere na identificação do sexo e, às vezes, até na observação de possíveis anomalias; a experiência do profissional conta muito na análise correta do exame.


Tipos de ultra-sonografia

Durante a gestação, o médico solicita alguns exames específicos, com o uso do ultra-som. Dependendo do caso, será usada a resolução 2D ou 3D.

2D (duas dimensões) – equipamento convencional, utilizado para os exames de acompanhamento da gravidez.

3D (três dimensões) – com maior definição, capaz de detectar defeitos na face, coluna vertebral, nas mãos ou nos pés e pequenas malformações que, às vezes, passam despercebidas no método comum, como o útero bicorno (com duas cavidades), a fenda labial ou lábio leporino, e a espinha bífida (quando as vértebras da coluna que sustentam a medula não fecham). A partir da 26ª semana, também permite visualizar, com muita nitidez, detalhes do corpo do bebê, o sexo e suas expressões faciais. Ou seja, os pais podem, praticamente, ver, com toda a antecedência, como será o rostinho de seu filho, ao nascer.

Doppler – com o equipamento sofisticado e a cores, é possível prevenir e acompanhar distúrbios relacionados à pressão arterial da mãe, certas doenças placentárias, estudar o fluxo sangüíneo no interior das veias e artérias do feto; avaliar se ele está recebendo ou não oxigênio, as condições do cordão umbilical e se há riscos de vida para gestante e bebê.



Regina Protasio
Consultoria: Sérgio Simões, médico ultra-sonografista especializado em Medicina Fetal e Reprodução Humana




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