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Ao nascer, a menina já traz seu estoque de óvulos para toda a vida: 400 mil folículos, em média. Mas apenas 10% deles se desenvolvem, estimulados pelos hormônios FSH e LH, possibilitando a gravidez natural. Tudo começa a partir do primeira menstruação, entre os 11 e 13 anos. E dura até o climatério, fase de enormes transformações no corpo da mulher, entre elas a perda de sua função reprodutora.
Uma longa trajetória
Mensalmente a hipófise, uma glândula que ativa e coordena as funções de outras glândulas e órgãos de nosso corpo, como os ovários, libera o Hormônio Folículo Estimulante (FSH), que estimula a produção de estrogênio e a formação de muco cervical no colo do útero.
Neste processo, vários folículos se desenvolvem, mas somente um amadurece de fato e, após a ovulação, durante duas semanas, toma forma de um corpo amarelado, o corpo lúteo. A alta dosagem de estrógeno em circulação no organismo inibe a secreção do FSH e ativa a liberação do LH o chamado Hormônio Luteinizante , que vai possibilitar a ruptura do folículo e liberação do óvulo que se encontra em seu interior, a ovulação.
Forma-se, então, uma pequena cicatriz na parede do ovário, neste local por onde o óvulo saiu. Se a mulher for fecundada nesta fase, o corpo lúteo continuará a produzir estrógeno e progesterona, impedindo uma nova ovulação durante a gravidez. Caso contrário, regride, a produção destes hormônios é interrompida e acontece a menstruação.
Dias férteis
O ciclo menstrual padrão tem cerca de 28 dias, contando a partir do primeiro dia da menstruação. A ovulação acontece 14 dias antes da menstruação seguinte, ou seja, por volta do 14º dia. Em ciclos mais curtos, um pouco antes e, nos mais prolongados, depois. Durante cada um deles, a mulher tem possibilidade de engravidar, em geral, desde os três dias anteriores à ovulação até os dois posteriores.
Após a ovulação, o óvulo pode viver entre 12 e 24 horas dentro das trompas. Já os espermatozóides resistem até cinco dias, dependendo das características do muco vaginal (se for muito ácido, a sobrevida é bem menor).
O corpo dá os sinais
Pode ser uma dor na altura da pélvis, a elevação da temperatura basal, o tipo e volume do muco. Ou tudo isso junto.
Temperatura basal
Os altos índices de progesterona, presentes no corpo depois da ovulação, elevam a temperatura entre 0,2º e 0,6º. Para garantir o resultado, faça o teste durante três meses, começando no primeiro dia do período menstrual. É simples: basta anotar, diariamente, antes de sair da cama (isso é muito importante), a sua temperatura. Depois, é só observar as mudanças de padrão.
Muco cervical
Muda de volume e textura durante o mês, de acordo com o período mais fértil da mulher. Seis dias antes da ovulação, com o pico na produção de estrogênio, há maior quantidade de água e sódio, e, também, mais muco e com aspecto transparente, semelhante ao de uma clara de ovo crua. Muitas vezes, chega a umedecer a calcinha. Estas características facilitam a entrada dos espermatozóides no interior do útero.
Após a ovulação, com a elevação no nível de progesterona diminui a quantidade do muco, que fica mais espesso e viscoso, dificultando a passagem do espermatozóide para o útero. E, ainda, protegendo-o de infecções vaginais.
Saliva
Também sofre alterações de acordo com o ciclo hormonal, nos mesmos moldes que o muco.
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