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O teste Elisa (anti-HIV) já faz parte da lista de exames que a mulher deve fazer no começo da gravidez. Mesmo que seu médico não peça, insista com ele. Se o resultado for negativo, tudo bem. Caso contrário, será necessário um outro teste, agora mais específico, para o vírus da doença o
Western Blot.
Diante de um segundo resultado positivo, aí sim, o ginecologista lançará mão dos recursos disponíveis para proteger o feto contra uma possível contaminação, que pode atingir entre 30% a 40% dos casos, se não for feito o tratamento adequado.
A favor da vida
À primeira vista, a sugestão do exame chega a parecer absurda para algumas mulheres. Mas, não é. Segundo recentes estatísticas divulgadas pelo Ministério da Saúde, o número de gestantes infectadas chega a 17 mil, o que significa um aumento cada vez maior de bebês igualmente infectados. E o mais complicado a maioria das mulheres só descobriu que era soropositiva (portadora do vírus) durante a gravidez.
Os mesmos estudos apontam que a doença atinge nove vezes mais as mulheres do que os homens, sendo que estes, por rejeitarem o uso de preservativo, são os responsáveis pela infecção de suas companheiras.
É possível enfrentar
Graças ao avanço nas pesquisas, surgem novos medicamentos, não contra o vírus HIV, mas contra as doenças decorrentes da baixa de imunidade que ele causa. O AZT, um dos remédios mais utilizados e de menor custo (inclusive distribuído em hospitais públicos), pode ser consumido pela grávida.
Apresenta poucos efeitos colaterais, que são toleráveis e não chegam a prejudicar o desenvolvimento da gestação. Além disso, contribui, decisivamente, na prevenção da doença, reduzindo a 5% os riscos de sua transmissão para o feto.
Na hora do parto
Alguns especialistas defendem a cesariana como melhor opção para se evitar a contaminação do bebê, já que pelo parto normal, ele ficaria exposto a maiores pressões (e por um tempo maior), no canal vaginal. Isso quer dizer, mais vulnerável ao aparecimento de microlesões na pele.
O vírus é pouco resistente, muito sensível ao ar e, por isso, morre rapidamente. Mas, pode penetrar no organismo através de ferimentos na pele da criança, estas sim, a grande preocupação do obstetra.
E o bebê?
Os filhos de portadoras do HIV não podem ser amamentados no seio, já que, através do leite materno, estariam expostos ao contágio. As mães devem conversar com o pediatra para serem orientadas sobre a alimentação mais indicada para seu bebê.
Além disso, ele fará um exame de sangue que vai apontar a presença, ou não, de anticorpos para a doença. O resultado positivo, neste momento ainda não é considerado definitivo, porque o neném ainda tem os anticorpos maternos. Como comprovação, o médico costuma pedir um novo teste, algum tempo depois.
Um outro exame, mais específico, é o PCR/DNA feito logo depois do parto ou até os primeiros quinze dias de vida. Consiste em retirar parte do DNA do vírus ou da bactéria e estimular seu crescimento e reprodução em milhões de unidades, para que o estudo do material obtido seja o mais preciso possível.
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