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Gravidez / Saúde



Será que meu bebê é perfeito?

Não é necessário suar frio, nem ter pesadelos durante o tempo de espera. Hoje, já é possível antecipar a maioria das informações sobre a saúde do feto, no que se refere a alterações dos genes e dos cromossomos. Podemos até saber sobre a presença de certas infecções. A vantagem é clara. Muitas vezes, o tratamento é feito, sem que haja perda de tempo, com o bebê ainda dentro do útero. Em outros casos, espera-se até o nascimento para que o recém-nascido seja cercado de cuidados especiais. Por exemplo, quando é portador de uma cardiopatia congênita. É este diagnóstico precoce o responsável por salvar muitas vidas. 

Conheça os riscos

Mas, atenção! Por serem invasivos (feitos a partir da retirada de uma amostra de líquido amniótico, vilosidades coriônicas da placenta e sangue do cordão umbilical do feto), estes exames devem ser realizados somente por indicação do médico. Apesar dos avanços tecnológicos e da perícia de uma equipe médica sempre existem riscos, mesmo que baixos. Assim, é preciso avaliar bem se os benefícios reais para a saúde do bebê justificam correr o perigo de perder a gravidez. 

Se você tem razões para se preocupar ou se apenas está ansiosa demais diante da perspectiva de gerar um filho com algum tipo de malformação, procure esclarecer todas as dúvidas com seu obstetra. Pode ouvir também a opinião do especialista em Genética Clínica. O importante é que fique tranqüila neste tempo de espera. 


Quem precisa de aconselhamento genético?

Observe a sua própria saúde, convide seu parceiro a fazer o mesmo. Tentem rever juntos as doenças surgidas nas duas famílias e, depois, passem estas informações para o médico. Este tipo de cuidado é extremamente importante para que ele possa acompanhar a formação e o desenvolvimento do bebê no útero. Se não houver necessidade de se submeter a exames especiais, ótimo. Caso eles sejam indicados pelo obstetra, vá confiante de que é bom para seu filho e não deixe de fazer.


Atenção pais!

 Idade materna acima de 35 anos, idade paterna acima dos 55. A grávida deve se submeter ao exame, mesmo que a translucência nucal do feto (veja abaixo) esteja normal.
 Marido e mulher com grau de parentesco consangüíneo próximo.
 Casal com problemas de esterilidade sem causa aparente, necessitando utilizar as técnicas de fertilidade assistida.
 Casal (ou seus pais) com história de abortamentos sucessivos.
 Casal em que pelo menos um dos dois foi (ou está) exposto à radiação (radioterapia, por exemplo) e a produtos químicos diversos, drogas e medicamentos para tratar doenças crônicas.
 Casal em que pelo menos um dos dois é portador de doença genética ou que possui parente com doenças gênicas, como fibrose cística ou beta talassemia.
 Mulher que contraiu rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus ou parvovirose na gestação.
 Filho anterior do casal com qualquer anomalia congênita ou retardo mental.


Quando o bebê dá o sinal

Você já ouviu falar em translucência nucal do feto, mas sabe o que esta medida representa? Vamos ver: visto de perfil no ultra-som, todo feto entre a 11ª e a 14ª semanas de gestação apresenta uma área mais escura na região da nuca, entre a pele e os ossos do crânio. Se esta região estiver com sua espessura aumentada (mais que 2,5 mm), o risco dele apresentar uma aberração cromossômica será de três a vinte vezes maior. Por isso, é preciso avaliar bem.



Sylvia Leal
Consultoria: Dr. Walter Pinto Jr, geneticista. Professor Titular de Genética Clínica pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp/SP




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