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O endométrio é o tecido que reveste a parte interna do útero e abriga o ovo depois de fecundado. Se não há fecundação, ele descama, sendo liberado pela menstruação. Mas, quando este tecido cresce fora da cavidade uterina na parede do abdômen, bexiga, vagina, nos intestinos, ovários ou nas trompas ocorre a endometriose.
Por que acontece
Predisposição genética, alterações hormonais, retorno de parte da menstruação por uma ou pelas duas trompas caindo na cavidade abdominal, seqüelas de cirurgias no útero ou cesarianas e até deficiência no sistema imunológico justificariam a implantação do endométrio fora de seu habitat natural. Em conseqüência, podem se formar nódulos e tumores de características benignas.
Atenção aos sintomas!
Dores na região da pélvis e nas costas, nas relações sexuais, ao fazer xixi ou cocô, diarréia e prisão de ventre, ciclos menstruais irregulares e com aumento no fluxo, além de fadiga, são sinais de endometriose. Mas ela pode ser assintomática, dificultando o diagnóstico médico. Ao perceber qualquer um destes sintomas, as mulheres em idade fértil (entre 15 e 45 anos) devem procurar o ginecologista. A doença dificulta a gravidez e causa esterilidade em 30% a 40% dos casos.
Uma avaliação cuidadosa
Depois de analisar a história clínica da mulher e fazer, no próprio consultório, um exame físico, o médico pede uma ultra-sonografia, que pode confirmar ou não a existência da doença. Em alguns casos, será necessário complementar o diagnóstico, através da laparoscopia ou da videolaparoscopia. Na primeira, faz-se pequenas incisões na altura do umbigo, para introduzir uma microcâmera, que permite visualizar útero, trompas, ovários, alças intestinais e peritônio. Na videolaparoscopia, feita sob anestesia geral, esta microcâmera é conectada a um monitor de TV, por onde é possível acompanhar (e gravar, se quiser) todo o exame.
Pode prevenir
Os especialistas relacionam a endometriose, também, ao equilíbrio de nosso sistema imunológico. Assim, combater o estresse seria uma das formas de prevenção, inclusive de uma série de outras doenças auto-imunes. Eles recomendam a prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada e, se necessário, o auxílio de uma psicoterapia.
Indicam, ainda, que as mulheres observem a regularidade (e intensidade) de seus ciclos menstruais e que façam as consultas periódicas ao ginecologista, para permitir um diagnóstico precoce.
Tratar, o quanto antes
A endometriose tende a terminar, naturalmente, com a chegada da menopausa, que determina o fim da menstruação. Mas, pode voltar, nas mulheres que fazem reposição hormonal. Muito antes disso, quando a doença impede a gravidez, o médico indica o tratamento à base de hormônios, cirurgia ou uma combinação dos dois processos.
Mas, não se assuste! Hoje, não se abre mais o abdômen. Todo o procedimento é feito através da laparoscopia, para remover somente o tecido afetado. Medidas mais extremas, como retirar ovários, trompas ou útero, somente acontecem quando estes órgãos ficam comprometidos pela extensão da doença.
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