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O nome do vírus é herpes simplex. Altamente contagioso, pode atingir as mucosas da boca, faringe, boca e dos olhos HSV1 ou a região genital HSV2. Neste caso, é considerado uma doença sexualmente transmissível (DST) e recorrente. Ou seja, o vírus, depois de infectar, permanece latente, embora os sintomas só apareçam quando ele está em atividade, ou seja, quando há uma baixa na imunidade.
Atenção!
Se um dos parceiros sofre do HSV1, nos momentos de surto da doença, ele pode transmitir o HSV2 para o outro, através do sexo oral.
Para reconhecer
Se o vírus não está ativo, não há sintomas e, por isso, fica difícil saber que você contraiu herpes. Em geral, ele se manifesta quando acontecem alterações na imunidade, causadas por estresse, gravidez, menstruação, fadiga, depressão e infecções. No começo, parece com uma virose, trazendo febre e mal-estar. Depois, surgem as bolhas (cheias de líquido) na vulva, que se transformam em pequenas úlceras. E, ainda:
Vermelhidão e hipersensibilidade da pele;
ardência em toda a região;
dor ao urinar;
corrimento vaginal;
fadiga e dores musculares.
Atenção!
As feridas cicatrizam em duas semanas, o que não quer dizer cura, já que o vírus permanece no corpo, nos gânglios localizados na coluna vertebral. Mas, depois do primeiro surto, os seguintes, na maioria dos casos, são mais brandos.
Sem erro no diagnóstico
Não espere para ver se melhora, ao perceber qualquer destes sinais; comunique ao ginecologista (seu parceiro deve procurar um urologista). Ele deve pedir um teste de sorologia para o herpes que identifica, também, se a infecção é recente ou mais antiga. Outro exame é a cultura do vírus, colhendo-se, no próprio consultório, uma amostra do líquido das lesões (de preferência, no primeiro dia).
Costuma-se receitar medicamentos antivirais específicos, de uso oral ou tópico, além de abstinência das relações sexuais, enquanto o HSV estiver ativo.
Na gravidez, dobre os cuidados
O risco de transmissão para o feto é baixo, se você contraiu a doença antes de engravidar ou até o terceiro mês. Isso porque seu sistema imunológico entra em ação, produzindo anticorpos, que passam, através da placenta, para a corrente sanguínea dele. Assim, mesmo se o vírus estiver em atividade na hora do parto, estes anticorpos ajudam a proteger o bebê.
O perigo aumenta se a gestante foi contaminada no último trimestre de gravidez. Neste caso, não há tempo de produzir os anticorpos, não existindo, portanto, qualquer proteção para o neném, durante o nascimento.
Atenção
Se o seu parceiro tem herpes genital, evite o sexo durante a atividade da doença. E, mesmo fora das épocas de surto, convém usar preservativo (o HSV pode ser transmitido até quando não há sintomas, pois o vírus está presente nas fases pré e pós-ferida).
Não pode arriscar
A transmissão para o bebê ocorre no momento da passagem pelo canal do parto, se há lesões na região genital da grávida. Já o recém-nascido pode contrair o vírus ao ser beijado por alguém da família ou por uma visita que sofra de HSV1.
Não vacile! Mantenha seu médico informado sobre qualquer sinal de reinfecção do herpes. Naturalmente, ao chegar ao hospital para ter seu neném, ele fará um exame cuidadoso em toda a área genital. Se constatar a presença de bolhas, feridas e você relatar que sente coceiras, formigamentos ou ardência, o obstetra vai optar pelo parto cesáreo.
O HSV neonatal traz conseqüências sérias ao bebê, entre elas, infecções nos olhos, na boca, nas mucosas, na pele, lesões no sistema nervoso central e em órgãos como o fígado e o baço, além de dificuldade de aprendizado e retardo mental.
A herpes neonatal pode levar até um mês para se manifestar. Fique atenta, portanto! Se perceber sintomas como febre, cansaço, irritabilidade, falta de apetite e o surgimento de bolhas na pele de seu filho, procure, imediatamente o pediatra.
Atenção!
Se você tem o HSV1, nenhum problema na hora do parto. Mas, a cada surto do vírus, tenha todo o cuidado no contato com o bebê, principalmente na hora de amamentar. Evite, também beijá-lo e lave sempre as mãos antes de pegar seu filho no colo.
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