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Gravidez / Saúde



Asma na gravidez: pode ser controlada

A gravidez, mesmo para mulheres saudáveis, traz, além de muita alegria, uma boa dose de ansiedade e insegurança. Para quem sofre de asma, somam-se, também, outros medos: “a gestação piora minha doença? O bebê vai sofrer se eu tiver uma crise? Ele vai se desenvolver bem? Os remédios vão prejudicá-lo? Vou poder amamentar? Posso ter parto normal?”

A asma é a mais comum das doenças crônicas encontradas na gravidez, mas, com acompanhamento médico, principalmente com um bom tratamento preventivo, a futura mamãe não terá problemas e nem o bebê.


Pode piorar?

Não há como afirmar, com segurança, se a gravidez vai agravar a doença. Estatisticamente, um terço de mulheres pioram da asma durante a gestação, um terço melhoram e um terço não sofrem qualquer alteração.

Nesta fase, há mecanismos que melhoram ou pioram a asma, mas o mais importante é ter consciência que o curso da doença pode, sim, alterar-se. Por isso, a mulher deve ser acompanhada, com maior freqüência, pelo médico especialista, que vai ajustar a medicação à evolução clínica.


Parar os remédios?

Ao engravidar, muitas mulheres, por medo ou má orientação, suspendem a medicação usada, o que agrava a doença e pode levar a crises agudas.

Os remédios mais indicados são os broncodilatadores e o corticosteróide inalado. Seguros e muito eficazes no controle da asma, não prejudicam o feto.

Atenção!
A falta de ar da mamãe pode fazer mais mal ao bebê do que os efeitos dos remédios usados para controlar ou evitar as crises.



Asma & trabalho de parto

O parto normal não está contra-indicado para a mulher que sofre de asma. Crises no momento de dar à luz são muito raras e, caso aconteçam, há como tratá-las. Mas se, eventualmente, for necessário fazer cesariana, recomenda-se a anestesia peridural.

É aconselhável que a grávida que sofre de asma faça uma ecografia entre a 16a e a 18a semana, para que se possa monitorar o bem-estar do feto. A partir da 26a semana, as mães devem seguir com atenção os movimentos fetais, e qualquer anomalia precisa ser, imediatamente, comunicada ao médico.

Importante!
A asma sem tratamento aumenta o risco de parto prematuro.



O que agrava a falta de ar

Os hormônios da gravidez;
 nariz entupido: comum na grávida, faz com que ela respire pela boca, levando um ar mais seco e frio para dentro dos brônquios;
 o útero aumenta o volume do abdômen, comprime o tórax e diminui a expansão dos pulmões;
 medo, insegurança e ansiedade – sentimentos muito comuns na gravidez – podem piorar a asma e dar a sensação de falta de ar.

Importante!
Nenhum problema em amamentar. A medicação administrada por inalação não passa para o leite materno em quantidade suficiente que afete o bebê.



É possível controlar

Estabeleça uma relação de confiança entre você e o especialista.
O obstetra e o alergista devem estar entrosados para seguirem a mesma orientação.
Evite a automedicação.

Atenção!
Existe uma predisposição genética para a asma. Pais portadores da doença correm um maior risco de terem filhos asmáticos. Da mesma forma, filhos de pais que não sofrem de asma podem ser portadores da doença.



Maria Amélia de Oliveira
Consultoria: Dr. Carlos Dale, ginecologista e obstetra. Chefe do Serviço de Videolaparoscopia do Instituto Fernandes Figueira/RJ




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