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Gravidez / Saúde



Segurança tem nome: pré-natal

A menstruação está atrasada? Provavelmente, seu grande sonho - engravidar - já começou a acontecer. A primeira providência é fazer um exame de urina, de sangue ou um teste comprado na farmácia. Depois, pode marcar a consulta com o obstetra.


O melhor presente

É uma rotina: você irá ao médico, durante cerca de 38 semanas de gravidez. Os intervalos entre estas consultas devem encurtar progressivamente, até que, no último mês, serão semanais. Ele controlará peso, pressão arterial, presença e ritmo dos batimentos cardíacos fetais e crescimento do útero. Neste período, você deverá fazer, pelo menos, de quatro a cinco ultra-sonografias, além de outros exames. Depois, levará cada um ao consultório, sempre que solicitado. Um pré-natal bem feito é seu primeiro presente para o bebê. E também o mais importante, porque contribui para uma gestação saudável e livre de complicações. 


Passo-a-passo, o que vai acontecer

40 dias depois da menstruação

Embora a rotina abaixo seja seguida na maior parte dos casos, ela tem variações, segundo cada obstetra e de acordo com a evolução da gravidez. Entre 40 e 42 dias, após o início da última menstruação, a gestante faz a 1ª ultra-sonografia pélvica. Para maior precisão dos dados, pede-se a do tipo transvaginal. O resultado informa se a gravidez tem um bom início, o que será constatado pela presença do saco gestacional regular dentro do útero, contendo o embrião, que apresenta batimentos cardíacos. 

Depois desse ultra-som, são realizados os exames laboratoriais. Eles permitirão saber se a futura-mamãe teve ou se sofre de doenças que poderão interromper a gravidez ou provocar seqüelas para o bebê. 


Oito semanas

Em torno da 8ª, 9ª semana (por punção vaginal), ou a partir da 12ª (por punção abdominal), é possível realizar um teste específico para detectar doenças cromossômicas ou decorrentes de falhas no fechamento do tubo neural (coluna e cérebro). Este exame é indicado por fatores de risco (maior idade materna, doenças existentes na família) ou pelo desejo do casal. É a biópsia vilo-corial, que consiste na obtenção de células da placenta (vilo-corial), de tipo cromossômico, iguais aos cromossomas das células do feto. 

Alterações em seu número ou forma indicam a possibilidade de doenças. Como o material usado na punção é o placentário, esse exame cria um risco de interrupção da gravidez equivalente a 2%.


Entre 11 e 13 semanas

Entre a 11ª e a 13ª semanas, é realizada a segunda ultra-sonografia transvaginal, que possibilita ao médico avaliar a evolução do desenvolvimento do feto e da própria gestação. Também é feito o exame de translucência nucal. Avalia-se se há aumento de pequeno edema na nuca. Quanto maior, mais riscos de que possa vir a apresentar uma doença cromossômica, por exemplo, a síndrome de Down. 

Este exame também poderá ser associado ao Teste triplo e ao de Dosagem de PAPP-A (proteína plasmática A associada à gravidez) para o rastreamento de doenças.


14 semanas

Entre a 14ª e a 15ª semanas: se houver necessidade, será feita a amniocentese, outra alternativa de teste específico para a detecção de doenças cromossômicas. Consiste na retirada do líquido amniótico, no qual existem células fetais. Há um risco menor (1%) de interrupção da gravidez, em relação à biópsia vilo-corial. 


15 semanas

Os exames rastreadores informam sobre um maior ou menor risco de doenças fetais. Devem ser realizados entre a 15ª e a 20ª semanas e apresentam de 65 a 70% de chances de detectar a síndrome de Down (e um falso positivo de 5%). Quanto ao Teste triplo, consiste na avaliação de três hormônios (Alfa-Feto-Proteína, HGC fração beta livre e Estriol livre) produzidos pela mãe. 


20 semanas

A terceira ultra-sonografia é realizada entre a 20ª e a 22ª semanas. Desta vez, trata-se da abdominal, para o estudo morfológico do feto (forma dos membros, ossos, cabeça, vértebras, órgãos, etc).


24 semanas

Entre a 24ª e a 26ª semanas é a vez do teste de tolerância à glicose. O sangue é colhido em jejum, uma hora após a ingestão de uma quantidade pré-determinada de açúcar, para indicar possíveis alterações no metabolismo desta substância. Também se faz um novo hemograma, visando o controle de possível anemia e para testar as infecções que se apresentaram negativas no primeiro exame. 


30 semanas

Em torno da 30ª semana, é feita a quarta ultra-sonografia. Será, então, avaliada a evolução do desenvolvimento fetal e também examinado o fluxo de sangue do útero, placenta e feto (dopplerfluxometria). A presença de alterações cria mais chances de aumento da pressão arterial, fetos menores e com sofrimento no final da gravidez. 


35 semanas

Entre a 35ª e a 37ª semanas colhe-se secreção vaginal, na qual será pesquisada a bactéria streptococcus beta hemolítico, que no final da gravidez pode trazer problemas para o bebê. 


Final da gravidez

O obstetra deve pedir exames como ultra-sonografia e cardiotocografia basal, visando avaliar a funcionalidade da placenta e, em conseqüência, o bem-estar do bebê

Atenção!
A cada dois meses, dependendo do fator de risco da gestante, e a critério médico, também é repetido o exame de urina, para prevenir as infecções urinárias. Elas podem levar a partos prematuros, anemia e ruptura da bolsa amniótica.



Zilda Ferreira
Consultoria: Dr. Carlos Dale, ginecologista e obstetra. Chefe do Setor de Videolaparoscopia do Hospital Fernandes Figueira/RJ




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