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Gravidez / Saúde



Ácido fólico é saúde para o bebê

Poucas grávidas o conhecem pelo nome e sabem da importância que tem. Mas ele não é, nem um pouquinho, difícil de se encontrar. Quer a prova? Está presente no feijão (preto ou branco) de cada dia, e também no grão-de-bico, espinafre, brócolis, repolho cru, levedo de cerveja, pão integral. E mais: no fígado, nas folhagens verde-escuras, na lentilha, couve-flor, cenoura, laranja e banana. 

Indispensável no cardápio durante os nove meses, o ácido fólico - ou folacina - atua na produção das células sangüíneas, na duplicação do DNA, onde todo o nosso código genético está registrado, no desenvolvimento do sistema nervoso e na renovação celular. 

Por que é fundamental para o neném? Basta dizer que previne anomalias cardíacas, alterações congênitas, como o lábio leporino, e diminui em 75% a incidência de malformações ligadas ao fechamento do tubo neural, entre elas a anencefalia (falta de cérebro) e a espinha bífida (falta de fusão das vértebras da coluna que sustentam a medula). 

Em quantidade insuficiente, pode levar à anemia, aumentar os riscos de infecções na gravidez e os partos prematuros. 


Antes de engravidar

Os Estados Unidos, atentos aos benefícios desta vitamina para a saúde da população, tornaram o seu consumo obrigatório. Assim como o iodo no sal e o flúor na água, o ácido fólico passou a ser incorporado, por lei, à composição das farinhas industrializadas. 

No Brasil, não existe, ainda, qualquer projeto nesse sentido, mas já se discute qual seria a melhor maneira de adicioná-lo aos alimentos e aos suplementos vitamínicos. 

Enquanto a lei não vem, cabe ao seu médico orientá-la sobre a melhor maneira de incluir o ácido fólico na dieta diária. Este cuidado vale a partir do momento em que se planeja engravidar. Geralmente, recomenda-se a dosagem de 2 mg por dia, a partir de, pelo menos, um mês antes da concepção. 

Atenção!
Quem já teve um filho portador de alguma deficiência de tubo neural, deve consumir cerca de 5 mg diariamente.



Regina Protasio
Consultoria: Dr. Walter Pinto Jr, geneticista. Professor titular de Genética Clínica pela Faculdade de Ciência Médicas da Unicamp/ SP




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