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 Assistente social por formação, presidente do IGK (Instituto Guga Kuerten) e mãe de Rafael, Guilherme e Gustavo, o famoso tenista. Sempre envolvida com trabalhos sociais, Alice Kuerten conta: "Desde adolescente, queria ser útil, ouvir as outras pessoas. Isso foi uma constante em minha vida. Quando era pequena, eu me oferecia para ajudar as pessoas com algum serviço que soubesse fazer. Na adolescência, fiz trabalhos em igrejas, creches e comunidades."
Às vésperas de completar cinco anos, o IGK apóia, prioritariamente, projetos e iniciativas nas áreas de educação e integração social de pessoas com necessidades especiais, além, claro, do esporte para crianças e adolescentes. "Escolhemos esses dois focos, porque foi um atleta, o Guga, que possibilitou a criação do instituto e também por termos um deficiente em casa."
O filho caçula de Alice, Guilherme, é portador de deficiência física e mental. "Por causa dele, há mais de 15 anos participo diretamente da Diretoria da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Florianópolis e de programas a favor dos movimentos de inclusão da Pessoa Portadora de Deficiência."
Família voluntária
"Aos poucos, envolvemos toda a família no trabalho voluntário. Independentemente de nossas ações como pessoas físicas, achamos que deveríamos institucionalizar, também, algumas ações filantrópicas criando o Instituto. Com isso, podemos captar recursos, investir em projetos já existentes, articular e mobilizar ações sociais, além de desenvolver alguns programas específicos."
Os filhos seguiram o exemplo de Alice. Rafael, o mais velho, é vice-presidente do Instituto. Guga, por sua vez, passou a participar de campanhas e fazer doações a entidades, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). O tenista também doa camisas de jogos, raquetes e bonés para serem leiloadas por algumas instituições.
O quarto filho
O Instituto Guga Kuerten completa cinco anos, em agosto. O menino está virando um rapaz. "Ele está crescendo, aos poucos, e de forma planejada", comemora Alice. O sucesso do tenista e o empenho e dedicação da família são apontados como os responsáveis. "Devido à visibilidade do Guga, podemos exercitar cada vez mais a responsabilidade social, mobilizando esforços, recursos e estabelecendo parcerias para o desenvolvimento de novas ações."
Um dos trabalhos desenvolvidos é o Faps (Fundo de Apoio a Projetos Sociais), que atua financeira e tecnicamente, em projetos de organizações sociais de Santa Catarina. "A cada ano, são abertas inscrições em uma região previamente estabelecida, para que as organizações sociais apresentem projetos a serem avaliados em busca de financiamento.
Esporte vem de berço
Guga vem de uma família de esportistas. O pai, Aldo, jogava basquete desde os 12 anos e conquistou diversos títulos. O futebol era outra paixão. Depois de casado com Alice, passou para o tênis e venceu diversos campeonatos em sua categoria. Nos finais de semana, levava a família para jogar uma partidinha. Nascia aí a paixão de Guga pelo esporte.
Aos 14 anos, Guga foi trabalhar com Larri Passos, seu treinador durante 15 anos. Em 1995, iniciou a carreira e o primeiro prêmio veio no ano seguinte, no Torneio de Santiago, ao lado do ex-parceiro Fernando Meligeni. Suas maiores conquistas foram os três títulos de Roland Garros, na França, em 1997/2000/2001.
Seguindo o exemplo de trabalho voluntário da mãe, Gustavo Kuerten foi eleito pela Associação de Tenistas Profissionais (ATP), o "Jogador Humanitário" de 2003, prêmio concedido por seu trabalho social realizado fora da quadra, com o Instituto Guga Kuerten.
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