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Shows, viagens, participações em programas de rádio e televisão; aos poucos, a vida de Fernanda Takai, vocalista da banda mineira Pato Fu, volta à antiga rotina. Casada há dez anos com John Ulhoa, guitarrista, letrista e produtor do grupo, ela divide seu tempo entre o lançamento do álbum Toda Cura Para Todo Mal e os cuidados com a única filha, Nina, de dois anos.
Quando a menina nasceu, Fernanda fez questão de dar uma atenção especial à filha. "Meu período de dedicação exclusiva foi de seis meses, mas, como a gente tem estúdio em casa, acabava gravando uma coisinha ou outra. Estivemos em turnê até um pouquinho mais de sete meses de barrigão; então deu para esticar a licença maternidade."
Passo a passo, sem pressa
Conforme Nina ia crescendo, Fernanda se envolvia mais e mais com o trabalho. "Voltamos a fazer alguns shows pelo interior e a atacar com mais vigor a produção de nosso oitavo disco, mas era tudo feito num cronograma muito leve."
"Ao longo da carreira fomos equipando nosso estúdio e aprendendo a nos produzir. Fizemos tudo sozinhos neste CD. Não havia outra pessoa de fora da banda que não fossem os músicos mesmo. Testamos cada idéia, sem pressa ou orçamento a estourar. A gente diz que cozinhou o disco juntos. A volta aos meios de comunicação tem sido gradual, como toda a nossa existência. O Pato Fu sempre vai passo a passo, em frente e avante", diz a vocalista.
Aprendendo na prática
Segundo Fernanda, esse período de menos trabalho foi fundamental para ela e para Nina. "Aprendi tudo o que não sabia sobre bebês. John e eu cuidamos dela sozinhos até os dez meses, quando contratamos uma babá. Minha mãe ficava com Nina quando viajávamos. Acho que desenvolvemos uma confiança mútua. A gente passou segurança uma para outra. Já que tinha esperado tanto tempo para ser mãe (estou casada com o John há dez anos!), tinha que ser para valer. E foi. Quero repetir a dose usando a mesma fórmula: parar tudo e voltar minha atenção só para o bebê."
Fernanda confessa, no entanto, que sair da mídia por um tempo é um pouco complicado. "Houve quem pensasse que a banda tinha acabado, ou eu desistido de cantar. A gente perde espaço, pois a toda hora novos artistas aparecem e uma parcela do público migra naturalmente. Mas ter sonhos e não realizá-los por receio de uma vida totalmente nova é bobagem. A vida só tem graça se momentos de desafio aparecem e a gente se vê feliz por conquistar mais uma etapa", afirma, com toda segurança.
Uma superbobó para Nina
Se nos primeiros meses da filha, Fernanda e o marido se encarregaram sozinhos dos cuidados, hoje o casal conta com uma ajuda muito especial. "Minha mãe tem sido uma bobó (babá+vovó) ótima, quando temos que viajar. Ela mora perto de nós e Nina tem um quartinho já arrumado na sua casa. Na verdade, nossa filha se adapta bem com qualquer pessoa. Come bem, dorme bem."
Pela manhã, Nina fica com a babá. À tarde, vai para a escolinha. "Que adora, aliás", diz a mãe. Para o marido John, só elogios. "Ele me ajuda muito, tem iniciativa e se diverte com a filha. Tive sorte porque conheço um bocado de pais medrosos e preguiçosos."
Os passeios preferidos da menina? "Moramos perto do zoológico, que ela adora. Também gosta de passear de carro e sai apontando e falando o nome de tudo que vê: lua, sol, estrelinha, árvore, ônibus, casa da vovó..."
"Minha filha é agitada, mas fácil de se conviver; gosta de outras crianças e é muito carinhosa. Acorda cedo e vai para o nosso quarto nos chamar. Sai cantando pela casa, brinca com os bichos de estimação da casa: dois cachorros e um gato. Ela é o melhor incentivo que eu poderia ter para me animar a pensar em outro filho", diz Fernanda, mostrando que está motivadíssima para aumentar a família.
Limites, sempre
Quando o assunto é educação, a mamãe mostra que tem pulso firme. "Gosto de criança obediente. Sou contra aqueles pais que deixam fazer de tudo. Acho que os filhos devem ter limites e aprender a diferença entre o certo e o errado. Não é não! Pode é pode!"
Com a filha, a certeza de que não terá muitas dificuldades. "No fundo, o comportamento de cada criança é a soma de nossas próprias experiências, as vivências na escola e uma boa dose da própria personalidade. Nesse ponto, estou bem tranqüila porque acho que a Nina é muito querida e tem se revelado uma criança de relacionamento fácil com todos que a cercam."
O mais difícil na maternidade? Fernanda tem na ponta da língua. "Dormir menos e aprender a gerenciar melhor o nosso tempo. O resto é aprendizado, paciência e elevação máxima do senso de humor."
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