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Segundo pesquisa do Unicef, no Brasil, cerca de mil recém-nascidos morrem por dia de diarréia infecciosa causada principalmente pelo desmame precoce - antes do primeiro mês de vida. A estatística mostra, ainda, que os bebês não amamentados no seio até o primeiro ano têm 18 vezes mais possibilidades de morrer de diarréia e quatro vezes mais por infecção respiratória aguda.
Os números são alarmantes e poderiam não existir desde que as mulheres conhecessem todos os benefícios do aleitamento materno. Para elas próprias e, principalmente , para seus filhos.
Composição
O leite materno é um produto natural, com todos os ingredientes na medida e temperatura certas para o neném. Sua fórmula contém, entre outros componentes preventivos e terapêuticos, o fator blifidus, que é uma espécie de guardião intestinal; a lisozima e a lactoferrina, que protegem o sistema gastrointestinal da criança, além de anticorpos contra uma série de doenças, infecciosas ou não.
E não é só: tem todas as vitaminas, proteínas e demais nutrientes necessários para os seis primeiros meses de vida. E mesmo no verão, nos dias mais quentes, seu filho não vai precisar de água, chás ou suquinhos. Basta o leite.
Pela sua própria consistência, ele deixa as fezes mais soltas, às vezes, bem líquidas mesmo. A cor normal das fezes do neném é amarelo-ouro, mas havendo cólicas, ficam meio esverdeadas ou escuras. A freqüência da evacuação varia: alguns bebês passam dias sem fazer cocô; outros fazem a cada mamada. Tudo bem; desde que estejam se alimentando exclusivamente de leite materno. Nenhum dos dois sintomas deve ser encarado como diarréia ou prisão de ventre.
Outras propriedades
As crianças amamentadas no peito apresentam maior desenvolvimento intelectual e mais rapidez de raciocínio. Isso acontece porque determinadas substâncias contidas no leite materno contribuem para o amadurecimento do sistema nervoso.
A amamentação também fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho que, juntos, experimentam uma relação única de proximidade e aconchego. O bebê ganha em saúde, segurança e equilíbrio emocional, que serão fundamentais mais tarde, já na idade adulta.
Modo de usar
Todas as mulheres estão prontas para amamentar logo após o parto, seja ele normal ou cesárea. Neste primeiro momento, o neném vai sugar o colostro, substância rica em nutrientes e contendo mais anticorpos que o próprio leite. Este começa a descer entre o segundo e o sétimo dia, ainda um pouco misturado ao colostro.
Alguns recém-nascidos sentem mais dificuldade em pegar o peito, até mesmo pela própria inexperiência da mãe. Hora de insistir, pedir a orientação do pediatra e ter toda a tranqüilidade, porque essa fase difícil rapidamente será superada.
Atenção!
É importante saber que não existe leite fraco, que a mulher produz exatamente o alimento de que seu filho necessita. E que essa produção independe do tamanho dos seios, mas se baseia na lei natural da oferta e da procura: quanto mais o bebê mama, mais leite a mamãe terá para oferecer a ele.
Os ritmos variam muito, principalmente nesse período de adaptação. Há crianças que mamam um pouco a toda hora, outras espaçam mais, umas são rápidas, outras têm um ritmo mais lento e algumas, ainda, ficam tão cansadas de sugar, que dão uma cochiladinha para se recompor e começar tudo de novo.
Vale lembrar que o leite do início da mamada é mais rico em água, açúcar e proteína. Depois, já para o final, chega o chamado leite posterior, com o componente gordura que aí, sim, vai saciar verdadeiramente a fome.
A partir dos seis meses, quando a criança começa a desenvolver as habilidades da mastigação e deglutição, outros alimentos podem ser incorporados, gradativamente, ao cardápio. Uma preparação para o desmame que, acontecerá mais tarde, depois do primeiro ano de vida.
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