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Os casos de trocas e roubos de bebês, em maternidades públicas e privadas no Brasil, são mínimos em relação à quantidade de partos realizados diariamente. Mas, quando acontecem, assustam - e muito! - as gestantes e futuros papais, preocupados quanto aos métodos de segurança utilizados nas casas de saúde.
Quanto maior o hospital, maiores os riscos, claro. São mais recém-nascidos transportados, ao mesmo tempo, em um mesmo carrinho entre o centro cirúrgico, a sala de assepsia, o berçário e o quarto ou enfermaria onde estão as mães. Por isso, os cuidados devem começar imediatamente após o nascimento, ainda na sala de parto.
Identificação convencional
Na maioria das maternidades brasileiras, a identificação é feita em uma ficha que contém a impressão digital da mãe e da planta do pé de seu filho. Os dois recebem, também, uma pequena pulseira, com numeração idêntica.
Amostras de DNA
Algumas casas de saúde criaram mecanismos próprios de segurança. No Hospital Regional de Osasco, em São Paulo, entrou em teste um sistema que inclui a coleta de amostras de sangue materno e do neném, logo após o parto, para um futuro exame de DNA, caso seja necessário.
O material recolhido fica armazenado no hospital, em ambiente com refrigeração especial, anexado a fichas azul, para meninos, e rosa, para meninas onde constam o nome da mãe, da criança e do obstetra.
Pulseiras e grampo umbilical
A nova tecnologia, porém, não exclui a dupla pulseira/grampo umbilical, também com números semelhantes. Assim, mesmo que o bracelete solte do pulso do bebê, o clipe ficará preso ao umbigo, pelo menos, por uns cinco dias, até que ele caia, naturalmente. E aí, mãe e filho já estarão em casa.
Agora é lei
Seguindo o exemplo de Osasco, a ex-governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, sancionou lei, em outubro de 2002, tornando obrigatória a coleta de material genético, na sala de parto, em todos os hospitais e maternidades da rede pública e privada do estado.
Sistemas diferenciados
Nas clínicas particulares, os mecanismos de segurança vão de códigos de barra a circuitos internos de TV e controle rígido para a entrada e saída de crianças de suas dependências.
A Clínica Perinatal Laranjeiras, no Rio, está aparelhada com equipamentos de vídeo-câmera e criou um sistema próprio de códigos de acesso ao berçário. Nossa segurança interna faz rondas freqüentes nos sete andares do prédio e todas as pessoas, ao entrarem aqui, têm sua identidade filmada e arquivada, explica o diretor-médico Dr. Manoel de Carvalho. Além disso, usamos duas pulseiras de identificação nos pezinhos dos recém-nascidos.
A possibilidade de roubo de bebês, portanto, se torna praticamente impossível. Para deixar a clínica, com seu filho, o responsável deve apresentar a guia de liberação, a guia do berçário e a alta hospitalar, assinada pelo pediatra.
No Hospital Barra DOr, no bairro carioca da Barra da Tijuca, um circuito interno de TV transmite, permanentemente, imagens diretas do berçário, permitindo que os pais acompanhem, do quarto, tudo o que acontece lá com seus filhos. A segurança inclui, ainda, pulseirinhas de identificação com códigos de barra.
Segurança máxima
Em São Paulo, o Hospital Israelita Albert Einstein também adotou as pulseiras com códigos de barra, que identificam bebês, mães e funcionários, controlando sua circulação na maternidade. Com o sistema, é possível saber, através do computador, quantas vezes a criança saiu do berçário, quem a levou e trouxe de volta.
No Hospital e Maternidade São Luiz, o esquema de segurança começa no momento da internação. Fabiana Veras, coordenadora de enfermagem da Unidade Itaim, explica: Logo ao chegar, a paciente recebe uma pulseira com código de barras e registra seu nome no prontuário do bebê. Carimba o polegar direito e, junto a ele, serão carimbados, depois, os pés direito e esquerdo do recém-nascido. Logo após o parto, ainda no Centro Obstétrico, o bebê recebe duas pulseirinhas (para mão e pé direitos), com o nome de sua mãe e um código de barras semelhante ao dela. O procedimento é todo conferido pela gestante e seu acompanhante.
E não é só isso. Na saída do Centro Obstétrico, em direção ao berçário, a criança é acompanhada por uma auxiliar de enfermagem e um segurança, e também para entrar e sair do quarto. Outras medidas:
Somente depois de chegar as pulseirinhas, a enfermeira entrega o neném a sua mãe.
A mãe não pode transitar com o recém-nascido nos corredores e outras dependências da maternidade.
Uma equipe de vigias faz plantão de 24 horas na porta do berçário, que permanece fechada. Somente eles podem abri-las.
Todos os andares contam são monitorados por circuito interno de TV.
Atenção!
Os hospitais em sua cidade podem não contar com equipamentos tão modernos de segurança. Mais um motivo para ter um cuidado maior ao escolher onde vai ter o bebê. Ao visitar a maternidade, pergunte tudo, visite todas as dependências, converse com outras gestantes e, só então, se decida.
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