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Que tipo de mãe você é?

Dê uma olhada nas frases abaixo e veja se alguma delas faz parte do seu dia-a-dia com os filhos. Depois, é só descobrir os acertos e erros de mães com o seu perfil.

“Fique sempre pertinho da mamãe, assim nada de mau vai acontecer”.
“Se o brinquedo cai no chão, passo horas lavando e esterilizando até dar a ele de novo. Quem faria o mesmo?”
“Hoje, não pode. Amanhã, quem sabe?”
“O remédio tem gosto ruim? Então, deixa pra lá, a febre já está mais baixa mesmo”
“Já escovou os dentes? Escovou direito? Os de cima e os de baixo? Espere só que eu vou conferir”.


A SUPERPROTETORA

“Fique sempre pertinho da mamãe, assim nada de mau vai acontecer”.

Se isto é o que você pensa, mesmo que não diga, cuidado! Faz parte do nosso papel proteger o bem-estar físico e emocional de nossas crianças, mas sem exageros. Sem correr o risco de torná-las pessoas tímidas, indecisas e dependentes. 

O bebê sente que é capaz de fazer algumas coisas e...não abre mão. Quer ir para o chão, ficar de pé sem auxílio, subir escadas, desmontar o brinquedo para ver o que tem dentro, comer só o que gosta. Tudo isso faz parte do seu desenvolvimento, representa um ensaio para o mundo. São experiências que não podem ser abortadas em nome da segurança e da tranqüilidade dos pais.

Crescer é um desafio, envolve perigos. Seu filho pode ter resfriados, febre e dor de barriga. Como não é nem um pouco diferente das outras crianças, provavelmente vai levar tombos, enfiar o dedo na tomada, ralar os joelhos, engasgar com o que não devia ir para a boca. É ruim, mas acontece. O que não temos o direito é de, por puro medo, impedir que brinquem, que corram, que façam suas descobertas. Liberdade vigiada, sim. Mas liberdade!


A “SÓ EU SEI CUIDAR”

“Se o brinquedo cai no chão, passo horas lavando e esterilizando até dar a ele de novo. Quem faria o mesmo?”

Algumas perguntinhas básicas: Há quanto tempo você não tem vida própria? Seu marido não se queixa? Já pensou que seu filho vai para a escola ou terá que ficar com a babá? 

Você deve ser exigente consigo mesma. É do tipo que coloca a segurança de seu filho acima de todos os outros interesses: casamento, trabalho, lazer. É capaz de abdicar da festa de sua melhor amiga ou de qualquer programa porque - um drama! - ele está com o narizinho escorrendo. Pense bem nos riscos de se tornar excessiva, de estar indo longe demais nesta tentativa de exclusividade. 

Mais tarde, a mesma dedicação pode ser cobrada em troca: seu filho teria que deixar tudo para acompanhá-la, para cuidar integralmente de você. Será que isto vai acontecer? Seria razoável? 

Outro engano é exigir muito dele, já que aprendemos a nos exigir demais. É a mãe que diz: “Terminar em segundo lugar é igual a terminar em último” E ninguém merece ouvir isto! Logo, vá com calma. Nada de sair voando ao escutar o primeiro “ai”.


A INDECISA

“Hoje, não pode. Amanhã, quem sabe?”

Não que a gente tenha que ser firme como uma rocha em nossos objetivos e convicções. Mas oscilar demais também não dá. A criança fica desconcertada, confusa, pode perder a noção de limites. E estes precisam ser bastante claros para que ela se desenvolva plenamente, e com segurança, suas capacidades.

Pense bem, faça suas escolhas, converse com seu marido. É simples. Juntos vocês definirão o que é importante, o que oferece perigo e o que deve ser evitado pela criança, qualquer que seja a razão.

“Mamãe, posso tomar sorvete?” Se a pergunta é desfechada meia hora antes do almoço, você pode negar, sem cerimônia. Porém, sabendo que amanhã e depois o argumento, comer antes das refeições tira o apetite, precisa continuar funcionando. 


A ZEN OU “NÃO ESTOU NEM AÍ”

“O remédio tem gosto ruim? Então, deixa pra lá, a febre já está mais baixa mesmo”

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Você adora brincar e tem ótimas intenções. Quer que seu filho se sinta feliz, sem grandes interferências. Só que ser mãe, ao contrário do que deseja, muitas vezes, impõe contrariar, frustrar, desagradar. E estas são coisas impensáveis para você.

Nada mais saudável do que deixar a criança fazer certas escolhas que já são possíveis. Por exemplo, pode decidir se prefere banana ou pêra e qual o sapato que quer usar. Assim, vai se preparando para decisões mais importantes, no futuro. O que não está aberto para ela é optar por ir ou não à escola, tomar ou não o remédio indicado pelo médico.

Exercer nossa autoridade faz com que a gente tenha que ouvir um berreiro ou presenciar uma cena de birra. Não há outro jeito. Afinal, cada uma de nós aceitou o papel de mãe, não é mesmo? 


A EXIGENTE OU MÃE SARGENTO

“Já escovou os dentes? Escovou direito? Os de cima e os de baixo? Espere só que eu vou conferir”.

Ela quer tanto que o filho seja um modelo de perfeição, mas tanto, que se torna repetitiva e desagradável. No mínimo, a criança tem que ser ordeira, disciplinada, delicada, obediente, destas que executam ordens sem discutir e não dão trabalho algum. Detesta roupa suja de chocolate, brinquedos espalhados, cama desarrumada. Ninguém gosta, é claro. Só que não se faz uma cena cada vez que estes deslizes acontecem. 

Este tipo de mãe grita, reclama, compara, cobra. “Eu levei você três dias seguidos na casa do seu amiguinho e veja como você me retribui.” Melhor se dissesse simplesmente: “ lugar de meias é na gaveta, não aceito que fiquem em cima da cama ou jogadas no chão.”

O que costuma ocorrer é que com milhões de exigências e queixas a todo instante, o filho acaba não lhe dando a atenção devida. Garante que não vai mais cometer aquele erro, pede desculpas por esta vez , bla, bla, bla e não sabe nem o que está dizendo. Sua cabecinha está no quebra-cabeça que deixou na sala.



Sylvia Leal




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