|
ONG acusa Gilberto Gil de apologia
à maconha em clipe
A organização não-governamental Mensagem
Subliminar encaminhou representação à Procuradoria da República
contra o ministro da Cultura, Gilberto Gil. A instituição acusa
o ministro de fazer apologia ao uso da maconha no videoclipe da
música "Kaya N'Gan Daya" e nas capas do CD e DVD de mesmo título.
A ONG quer a suspensão da venda do
CD e pretende também barrar a exibição do clipe da música em emissoras
de televisão.
A ONG já acusou a MTV de usar vinheta
em que "apareciam imagens subliminares de mulheres em práticas
sadomasoquistas". A emissora foi condenada em primeira instância
a pagar indenização milionária - R$ 7,5 milhões. A ONG também
acusou as empresas Schincariol e a Fischer América Comunicação
Total de fazer propaganda abusiva. De acordo com a ONG, o personagem
que pedia para o cantor Zeca Pagodinho experimentar a cerveja
dizia no ouvido dele: "tu experimente isso aí agora -- cara --
ou eu pego essa garrafa e enfio no teu rabo!".
No caso de Gil, Mensagem Subliminar
afirma ter constatado "imagens consideradas subliminares -- e
outras explícitas -- de apologia ao uso de drogas, crime previsto
no Código Penal Brasileiro". Segundo a ONG, "a palavra Kaya, na
linguagem Rastafari, a mesma utilizada por Bob Marley, significa
maconha".
O advogado Arthur Lavigne, que representa
o cantor, afirmou que só irá se manifestar sobre o assunto depois
de ter acesso aos termos da representação. "Antes de me pronunciar
preciso ter conhecimento da fundamentação jurídica da acusação",
disse. A acusação foi feita na última quarta-feira (14/4), na
Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. O presidente da
ONG, José Vicente Dias, afirma que "a apologia ao uso da maconha
e a divulgação do seu signo maior -- folhas da Cannabis Sativa
-- é sobretudo criminosa e anti-ética, principalmente quando feita
por uma autoridade de primeiro escalão do governo federal".
Fonte:
www.conjur.com.br
Leia a representação
completa no site: http://conjur.uol.com.br/textos/26467/
|