Home
Rádio
Notícias
Agenda
Fórum
Surf noCentral
Fotos
Contato
 Institucional
 Programa Localidades
 Outros Programas FM
 Rádio OnLine
 Contato
 Surf no Central
 Agenda
 Bandas
 Entrevistas
 Notícias
 Fotos
 Livros
 CD´s
 Roupas
 Vídeos
 DVD's
 Letras
 Cifras
 Fórum
 Coberturas
 Promoções
 Proteção de Tela
 Papel de Parede
 Selo Central Reggae
 Dagô & Radical Roots
 Mystical Roots
 Reggae Style
 Pure Feeling
 Macucos
 Nabby Clifford
 Tiken Jah Fakolly

 

 Fale com o Webmaster
 Midia Criativa Design www.midiacriativa.com

 

Peter Tosh: vida, carreira e morte.

Por: Léo Vidigal / Massive Reggae

Winston Hubert McIntosh nasceu no interior da Jamaica, no condado de Westmoreland, em 19 de outubro de 1945. Seus pais o abandonaram com a tia-avó quando ele tinha 3 anos.

Ainda com três anos, começou a dedilhar uma guitarra havaiana. Aos doze já era organista e começava a aprender piano. Aos quinze finalmente encontrou a guitarra elétrica e aprendeu a tocá-la guiado pelo "shacka-shacka" do ska. Com o tempo, Peter Tosh iria contribuir sensivelmente para a definição do andamento arrastado e hipnótico do reggae.

Aos 15 partiu para a capital, Kingston, decidido a tocar a guitarra, teclados e a mostrar o que havia aprendido cantando nas Igrejas de sua terra natal. Acabou se arrumando no famoso gueto de Trenchtown e sentiu na pele as precárias condições de vida da população negra da Jamaica (nada parecidas com as de um país-continente que bem conhecemos, é claro).

Lá conheceu um certo Robert Nesta Marley, que morava com a mãe e seu meio-irmão Neville e já havia gravado um compacto, de nome Judge Not.

Eles resolveram então formar um trio vocal e os dois irmãos mudaram seus nomes para Bob Marley e Bunny Wailer, que juntamente com Peter Tosh fundaram o grupo The Wailers.

No ínicio Peter tosh era o único que detinha alguns conhecimentos tanto musicais como de instrumentos, ensinando Bob e Bunny a tocar viola. Na primeira metade dos anos 60 o trio já tinha nome chamava-se "Wailing Wailers" e em 1965 - 5 músicas do Top 10 Jamaicano eram discos deles

Por quase dez anos Peter emprestou sua voz grave para a sucessão de hits que os transformariam no mais importante conjunto em atividade na Jamaica.

Bob era o compositor mais produtivo, mas algumas canções de Peter se sobressaíram, como "Soon Come", "Can't You See", "400 Years", "Get up Stand up" (em parceria com Bob) e muitas outras.

Apesar de em pouco tempo Bob Marley preceder o nome da banda, o trio dividia igualmente as funções de compositor, arranjador e intérprete.

Tosh seria o primeiro a se incomodar com a primazia de Bob sobre o conjunto - embora este não possa ser considerado motivo suficiente para a separação definitiva. Ela viria em 74, após desentendimentos musicais e pessoais dos três. Tosh saiu de vez e não participou das gravações de Natty Dread , LP que os Wailers lançaram naquele ano. A sombria situação política da Jamaica no ano de 75 atingiria Peter Tosh. Enquanto gravava o famoso Legalize it, seu primeiro álbum solo, Tosh foi espancado pela polícia. Neste mesmo ano os Wailers originais reuniram-se pela última vez, dividindo um show com Steve Wonder. Meses depois, a mulher de Peter, Evonne, morreria num acidente de carro quando o casal saia da Island House, a famosa mansão que Chris Blackwell cedeu a Bob Marley, em plena Hope Road, no bairro rico de Kingstone. Após o acidente, Marley e Tosh romperam de vez.

O ano de 1976, foi o momento da edição do 1º LP de Tosh a solo - " Legalize it " - o controverso single foi imediatamente proibido nas estações de rádio Jamaicanas, mas mesmo assim foi um dos LPs mais vendidos de sempre da história da música Jamaicana.

Depois do álbum Legalize It ser lançado, Peter tratou de montar sua própria banda, a Word Sound and Power. A espinha dorsal do supergrupo era composta pela dupla Sly Dunbar (bateria) e Robbie Shakespeare (baixo), considerados na época a grande revelação entre os instrumentistas jamaicanos. Com eles Peter gravaria o álbum Equal Rights (1977), talvez a sua obra-prima.

A voz confiante com que desafiava os poderosos repercutiu em todo o mundo, particularmente na África Negra, envolvida nas guerras que a libertariam do domínio europeu.

A forma como a intensa agressividade de Peter Tosh foi lapidada nesse disco chamou a atenção de Mick Jagger e Keith Richards, que estavam montando um selo próprio dentro da EMI.

O velho stone já havia colocado um pé na América Central ao se casar com Bianca, uma nicaragüense, tendo uma banda de reggae como fundo. Agora, tanto Jagger quanto Keith Richards transformavam-se em divulgadores do gênero. O compacto "Don't Look Back" trouxe o dueto vocal Tosh-Jagger, precedendo a gravação do terceiro LP solo de Peter, Bush Doctor, já para o selo Rolling Stones.

O selo, chamado de Rolling Stone Record, lançou os discos Bush Doctor (78) Mystic Man (79) e Wanted Dread Alive (81), todos recentemente relançados por aqui.

Peter Tosh chegava então ao estrelato internacional, lugar que certamente já merecia.

Também Eric Clapton era fã de Tosh ao ponto de gravar um dueto com ele na Música "Watch You Gonna Do".

No Brasil, Tosh causou um certo tititi: em 80, veio participar do segundo Festival Internacional De Jazz De São Paulo juntamente com Sly e Robbie, e acabou ganhando clip no fantástico e uma participação na novela Água Viua, com Fábio Jr. e Glória Pires.

Em 83 Peter reformulou sua banda, passando a contar com o competente baterista Santa Davis e outros instrumentistas de igual calibre.

Essa formação gravaria os álbuns Mama África com o mega-sucesso Johnny B. Goode , Captured Live e No Nuclear War, o melhor dessa fase, que lhe mereceu um Grammy em 1988. Este disco acabou por se tornar o seu testamento, já que foi gravado em 87, o fatídico ano em que sua vida foi bruscamente interrompida.

A história desse covarde assassinato ainda está para ser melhor contada, ela é aprofundada no documentário Red X - Stepping Razor, mas as perguntas ainda persistem, assim como a de outros artistas jamaicanos mortos em condições misteriosas.

A versão oficial conta que tudo teria acontecido durante um assalto planejado por Leppo, um antigo conhecido de Trenchtown que teria contado com a confiança de Peter para entrar em sua casa junto com dois pistoleiros. Um movimento brusco de Tosh (que era faixa-preta de karatê) teria causado os primeiros tiros. Nenhum dinheiro ou objeto de valor foi levado da casa. A polícia só chegou muito depois da fuga dos matadores. Peter já havia sido espancado quase até a morte pela mesma polícia, alguns anos antes. Ele chegou a dar entrada no hospital ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

A voz mais poderosa do reggae estava definitivamente calada.

Nota: O baixista George Fullwood, autor do arranjo de Johnny B.Goode, contou, em um depoimento a Geraldo Carvalho, que esta versão havia sido sugerida pela gravadora, o que Peter Tosh considerou uma interferência indevida em seu trabalho. Ele resistiu até o último momento, quando avisou aos técnicos de som que só gravaria a sua parte uma única vez. Pois foi essa tomada solitária que se tornou a versão que todos conhecemos e foi, ironicamente, um dos maiores sucessos da carreira de Tosh.

Fontes deste artigo: Revista The Beat (entrevista a Roger Steffens e Hank Holmes)e o livro Bob Marley, Reggae King of the World, além do depoimento de Geraldo Carvalho.

Leia mais sobre o reggae internacional no site Massive Reggae, http://massivereggae.cjb.net

Saiba tudo sobre a polêmica morte do ídolo....

Discografia

Voltar para página inicial

© Copyright Central Reggae - Todos os direitos reservados                                                                                        centralreggae@centralreggae.com.br