TRIBO DE JAH
 
 
Marcos Aurélio Gungel (Kito) entrevista Fauzi Beydoun
na Guarda do Embaú - Palhoça / SC

 

Era domingo, dia 20 de janeiro, final de tarde, quando, no Restaurante La Madre Lounge Grill, na beira do Rio da Madre, na Guarda do Embaú, no município de Palhoça/SC, fomos recebidos gentilmente pelo vocalista da Banda Tribo de Jah, Fauzi Beydoun, antes da sua apresentação do acústico “Tribo de Jah ao vivo”, no La Madre. Conversamos quase uma hora e aqui apresentamos os trechos mais relevantes dessa entrevista exclusiva.
 
O primeiro contato com a Guarda

As confluências astrais, as conjunções, a atração magnética, enfim, acho que tudo tem uma hora certa. Eu já havia ouvido falar sobre a Guarda há muito tempo, visto fotos, filmes. Eu já havia tocado na praia da Pinheira aqui ao lado, passamos na entrada, mas nunca entramos aqui. Eu conheço todo o litoral catarinense, mas não conhecia a Guarda. Os bons ventos sopraram e nos trouxeram aqui. É sem dúvida um lugar abençoado, um santuário, uma coisa linda. Nós (a Banda) tocamos ontem (19), em Imbituba. Terminado o show a galera entrou no “buzão” e foi pra São Paulo. A base da Banda é em São Paulo. Mas alguém soube desse nosso trabalho acústico e tentaram colocar na Praia da Rosa, mas logo soubemos que era na Guarda. Opa é a hora da Guarda. Então falei, meu irmão, ninguém segura. Estou muito privilegiado de tocar na Guarda do Embaú

Tribo Acústico

 

Foi este trabalho acústico que estamos fazendo que nos permitiu entrar aqui. São só três músicos da banda (Eu – violão e vocal; Keké – tecladista/violão e o Marlon – guitarra) fazendo um trabalho acústico. Esta estrutura menor permite a você adentrar em santuários. Estou gostando muito fazer este trabalho acústico cujo nome é “Tribo Acústico”, porque está mais perto da praia, da natureza.

 

Estamos fazendo um trabalho que nos remete ao início da carreira, quando se tocava por mera paixão, com vontade de pegar um violão, de tocar pra galera, mesmo que fosse ao redor da fogueira, na beira da praia. Isso reporta um pouquinho esse espírito do amor pela música. Isso possibilita você entrar num lugar bonito como a Guarda, tocar pra uma galera bonita e especial também. É um projeto novo e a gente vai gravar um disco com esse projeto. Realmente eu to curtindo muito fazer isso.


A Banda e o Meio ambiente

A banda está preparando um novo DVD e um CD chamado “Refazendo”.  Pretendemos gravar na Amazônia. A Banda descendo o Rio Amazonas de barco de Manaus a Belém gravando os shows. O nome do trabalho vai ser “Tribo de Jah Live in Amazon”. Pode parecer pretensioso, mas é porque é um produto que vai pro exterior também. É um apelo pela preservação da Mata Amazônica. A Tribo quer levar isso pro mundo todo. Este trabalho vai ter versão para quatro idiomas: português, francês, inglês e espanhol.
 
Sobre o último disco

O trabalho “Love to the World, Peace to the People” foi feito todo em inglês para o mercado externo, só que foi lançado no Brasil porque os fãs começaram a pedir e está sendo muito bem vendido. Na esteira deste disco a tribo tem tocado muito no exterior.
 
Países que já viram a Tribo
 
Já tocamos na Argentina, Uruguai, USA, Canadá, Japão, Europa, África, México e tem pintado convites para irmos para Venezuela, Costa Rica, Panamá. Então é importante fazer um trabalho num idioma universal, como o Inglês, por que a gente vai lá faz o show, canta na língua, às vezes espanhol, francês, Inglês. A Banda tem esta versatilidade, mas quando voltamos, não tem um trabalho no idioma que possa ser mais acessível pra eles. E no DVD você pode escolher o idioma.

Sobre as gravações e a vendas

Nós temos um selo próprio chamado Central Reggae. A Tribo estava fazendo um processo de distribuição independente, mas não deu certo. Estamos revendo isso agora, negociando com algum selo de gravadora. Depois do Carnaval nós já estaremos com distribuição nacional com esse novo selo.

O surf e a Banda

A tribo na verdade se projetou nacionalmente através dos campeonatos de surfe. O que projetou a Banda foram os campeonatos. Primeiro no Nordeste. No Ceará fizemos vários circuitos de surfe. Aí teve uma etapa do mundial de surfe (WQS) em Maracaípe e lá estava a TV Globo, e eles nos filmaram e apresentaram o Esporte Espetacular com a trilha toda da Banda, aí então foi nossa projeção nacional, e através do surfe. Eu já peguei umas ondinhas mas sou muito “fraquinho” na verdade. Meu filho está surfando muito. Meus amigos pegam onda.


Nós temos algumas músicas dedicadas ao surfista, às ondas do Titanzinho, homenagem ao Fabinho Gouveia, à surfista Tita Tavares. Tem a música “Eu vi o mundo de perna pro ar” que fala de uma onda irada na Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha, quando o surfista cai dentro do tubo. Tem muitas músicas com este foco. Dai a identidade dos surfistas com a banda.
 
Uma saudação especial aos nativos

Deixo minha saudação pra galera nativa. Acho que para a Banda sempre é uma nova fronteira, tão importante quanto você ir pra outro país. Iremos para uma longa turnê no segundo semestre para vários países da Europa, Canadá, USA, México, pro Havaí, inclusive e Japão. Serão três meses aproximadamente. A carreira da Banda está crescendo e se consolidando lá fora. Então, entrar na  Guarda pela primeira vez, saber que aqui é um reduto, então nós temos um respeito muito grande, porque o forte da Tribo são os nativos. Aqui em Santa Catarina mando uma saudação pros nativos da Guarda, porque a gente tem um carinho, um amor muito grande, assim como em Floripa, onde os nativos sempre abraçaram a Tribo. Estamos com vocês e a Tribo espera com muito respeito tocar no coração da galera que está aqui, que é a raiz do lugar.

 

Confira algumas fotos dessa entrevista:

 

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Entrevista com Fauzi Beydoun – 20/01/2008
Texto e fotos: Marcos Aurélio Gungel (Kito)
DRT/SC 02385-JP

 

Contatos:

 

Fone: (048) 9972-1713

e-mail: kito@embausurf.com.br

site: www.embausurf.com.br


Agradecimentos: Pinho Mattos e Nodin Silveira (La Madre Lounge Grill)