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The Interview

CHICO SCIENCE

DO MANGUE PARA O MUNDO

A música brasileira vive um momento de renovação e fortalecimento em seu quadro geral, sem dúvida. Mas dentre os poucos que estão fazendo coisas realmente modernas e arrojadas como Daúde, Carlinhos Brown, Chico César, Skank ou Arnaldo Antunes, está o nome de Chico Science & Nação Zumbi ocupando um destaque bastante privilegiado.

Vindo lá de cima do Brasil, da cidade nordestina de Recife, capital de Pernambuco, Chico Science apareceu com uma mistura de sons do Nordeste que funciona como um dos melhores coquetéis sonoros dos últimos anos. A receita de seu som leva a base rítmica do maracatu, embolada, coco-de-roda e ciranda. Tudo isso recriado numa base pop/rock com vários tambores marcando o tempo da música sob uma guitarra ininterrupta como sinais de ondas emitidas por um satélite. E na frente a voz profética de Chico Science, discorrendo imagens poéticas típicas da literatura de cordel misturadas a temas urbanos e tecnológicos. Inserindo o Nordeste brasileiro num contexto menos folclórico e mais transgressivo. Colocando as excelentes e empolgantes manifestações musicais de Pernambuco no menu do dia da world music.

Desde que o movimento assim chamado mangue-beat surgiu em 1991, e tomou o Brasil de assalto, Chico Science & Nação Zumbi gravaram dois discos, Da Lama ao Caos (1994) e agora Afrociberdelia (Sony), tornaram-se uma das bandas de maior ascenção do momento no Brasil, tocaram com Gilberto Gil no Central Park (95), participaram do Montreux Jazz Festival (95), na Sala Miles Davis, fizeram shows na Alemanha, Holanda e Bélgica. E, à exceção de Montreux, este ano eles fizeram o mesmo trajeto Estados Unidos-Europa. O público de Chico Science, tanto dentro quanto fora do Brasil, cresce rapidamente. Seu som é moderno e empolgante. E mesmo para os brasileiros mais atentos aos sons mais criativos que se fazem atualmente no mundo todo, a música de Chico ultrapassa em muito boa parte do que está sendo considerado inovador nos Estados Unidos, Europa e outras partes. Chico Science está derrubando algumas fronteiras de idades e espaços musicais também. Grupos que habitualmente não misturam seus gostos são fãs de seu trabalho como metaleiros, rappers, roqueiros, os fãs de MPB.

Nesta entrevista exclusiva com Chico Science sem a Nação Zumbi, conversamos sobre o atual momento do grupo, o novo disco Afrociberdelia, a música brasileira, a carreira internacional, influências musicais, Internet, perspectivas, gravadora, shows, ensaios, arranjos e tudo que diz respeito à música propriamente dita. Esperamos assim contribuir para que o todos possam conhecer um pouco mais sobre esse talentoso grupo de jovens músicos brasileiros pernambucanos. Desde já fica registrado o convite para que nossos leitores mandem suas perguntas ao Chico Science como uma forma de mantermos esse bate-papo ainda por mais algum tempo. Que as coisas assim tomem os rumos que devem tomar.

Walter de Silva



O NOVO DISCO AFROCIBERDELIA

O PESO DE AFROCIBERDELIA

O IMPACTO NO PÚBLICO

OS PAIS DO MANGUE BEAT

NO MERCADO BRASILEIRO

NA ESTRADA INTERNACIONAL

COM OS PÉS NO CHÃO

SEPULTURA & CARLINHOS BROWN

COM GILBERTO GIL

TALVEZ COM OUTROS MÚSICOS

MARACATUS E BRONCAS

AS MELHORES FAIXAS DE AFROCIBERDELIA

AS LETRAS DE CHICO SCIENCE

TRABALHO EM CONJUNTO

OS DESTAQUES MUSICAIS

O FUTURO DE CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI

E O BRASIL?

CONVERSANDO C/ OS LEITORES DA UPTODATE


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