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The Interview: Chico Science
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NO MERCADO BRASILEIRO

UpToDate – Você acha que dá para fazer algo parecido em outras regiões do Brasil?

Chico Science – Com certeza, eu vejo isso. É uma questão da atitude de sair para rua e abraçar e ter um pouco de senso musical para trabalhar todos esses elementos aí. De qualquer região do país pode surgir uma coisa nova e legal, interessante para o mundo. Assim como surgiu a gente, como apareceu Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, como a cena do Recife. Tem ainda Santa Bohemia, O Cavalo do Cão, Devotos do Ódio, Jorge Cabeleira, uma diversidade de bandas assim. Eu acho que essa garotada toda deveria estar gravando. É difícil pra caramba gravar um disco. A gente sabe dessa realidade. É difícil encontrar uma gravadora. Mas tem uma garotada que está afim de trabalhar e fazer isso também. E só eles mesmos é que podem fazer isso.


UpToDate – Você acha que o Chico Science & Nação Zumbi teve mais sorte que o Mundo Livre, por exemplo? Como você vê o fato de vocês estarem acontecendo?

Chico Science –A gente depende de sorte também, mas foi batalha. Primeiro de tudo tem que cair na estrada, e se você está a fim de fazer você tem que correr atrás. E tentar expandir o teu satélite, tentar cada vez mais, por exemplo, a expansão de memória do computador. Tentar carregar ele e dar um alcance maior. Para isso, muito trabalho, dedicação, diversão também, primeiro de tudo. Afrociberdelia é pura diversão. É começar a trabalhar com essa linguagem de ficção de contar uma história.


UpToDate – Como é que vocês caíram na Sony?

Chico Science –Foi a Sony que caiu na da gente. Acho que foi daquela vez que a gente apareceu no MTV Award, depois rolou o MTV No Ar. Foi quando as gravadoras viram que estava acontecendo alguma coisa nova ali e ficaram interessadas. Muitas gravadoras. Tivemos outras propostas de outros selos mas terminanos na Sony Music.


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