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The Interview: Chico Science
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NA ESTRADA INTERNACIONAL

UpToDate – Vocês estão indo mais rápido para uma carreira internacional, tocando em Nova York, Montreux e outros países europeus, do que muitos outros artistas brasileiros até veteranos. Quais são os fatores desse sucesso?

Chico Science – Isso é pela característica do nosso trabalho, primeiro de tudo. Porque Da Lama Ao Caos foi um álbum que quando saiu a gente mandou o disco para todos os lugares que pudemos mandar. E foi o mercado da world music que nos abraçou. A gente começou a mandar material para vários festivais, o disco lançado começou a tocar nas rádios. Se falava ‘isso é batuque, isso não é batuque, o que é isso?’ Nós pensamos, ‘vamos espalhar’. É esse o nosso satelitezinho. É algo que com parafuso e outras coisas mais você faz e ele sai voando por aí. Aí vai caindo e você vai soprando, tentando botar pra frente .

Então atingiu vários lugares, vários países, chegou em vários canais. A galera foi olhando e passando, então foi um disco que atingiu um nível bem alto. Ele alcançou uma coisa que a gente nem pensava.

E isso foi bom pra gente. Foi gratificante receber faxes convidando a gente para os festivais, um atrás do outro e tudo confirmado. Aí nós já entramos naquela de se organizar.

No primeiro disco foi uma das coisas que afastou mais a gente de trabalhar junto, o movimento. Isso porque começou a expandir. O danado do satélite com os parafusos pulando e a galera apertando ali e segurando a onda. Uma coisa totalmente fora da gravadora. Nós fizemos por nossa conta. Depois que passou o período do lançamento do disco, de toda história de trabalho em cima do disco, nós corremos por fora. Foi isso.


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