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The Interview: Chico Science
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SEPULTURA & CARLINHOS BROWN

UpToDate – Em seu último disco, o Sepultura se aproximou um pouco do tipo de som que vocês fazem, principalmente na faixa “Ratamahata” com o Carlinhos Brown. E nesse seu segundo disco, o Afrociberdelia, o som está um pouco mais pesado. Existe uma certa proximidade?

Chico Science – Eu acho que os caras (Sepultura) se deixaram perceber. É a consciência de fazer o que é legal. De dizer, porra isso é bom. Trabalhar com uma coisa que está sendo notada. Foi o sentimento dos caras, eles sacaram que tinham que fazer aquilo, usar elementos afrobrasileiros, os elementos da música, da cultura, do índio, de toda nossa história sócio-político cultural. De resgatar isso, em tudo tem uma história. Tudo tem uma ligação.

E a gente mexe e balança isso tudo para chegar a um resultado. E as pessoas percebem essa coisa, então acho que é o sentimento dos caras. Eles viram isso também no som da gente. A gente gostam também de um peso. O Da Lama Ao Caos também tem um peso. E a gente também gosta muito do Sepultura.

Então essa coisa eu chamo de ‘musicracia’. Que é justamente se entender e haver essa troca. Se deixar sentir e dar sentido à música. Eles captaram o que a gente também vêm sentindo. Isso é muito legal porque, pelo menos, você não está sozinho. Tem outras pessoas pensando como você, e isso fortalece cada vez mais as idéias. E de querer avancar mais.

Já escutei o disco dos caras (Roots Bloody Roots) e é muito bom, muito legal. Pretendo um dia trabalhar junto com o Sepultura e fazer umas histórias.


UpToDate – É o mesmo fortalecimento deles terem trabalhado com o Carlinhos Brown.

Chico Science –O Carlinhos Brown está muito legal nesse casamento com os caras do Sepultura. Com os batuques e tudo mais. O Igor também é muito bom, é um demolidor, e foi muito legal.


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