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Edição 1 707 - 4 de julho de 2001
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"Os jovens estão cada vez mais inteligentes e informados, mas nosso país dá pouco valor a isso. Aqui, os valores físicos contam mais."
Fernanda Manzo Ceretta
nandanroll@hotmail.com


Inteligência

Entre as várias excelentes reportagens de VEJA da semana passada, "O poder da inteligência" (27 de junho) se destaca pela precisão e felicidade da abordagem. É reconfortante saber que, depois de anos de rejeição tão grande aos testes de QI, que chegaram a ser proibidos nas escolas dos EUA, eles voltam a ser adotados e respeitados.
Pedro Paulo Rocha
Curitiba, PR

Espero que esse aumento do quociente de inteligência da população mundial seja manipulado de forma a conciliar os interesses do homem moderno com a manutenção do planeta Terra e, conseqüentemente, da vida.
Ally Nader Roquetti Saroute
Barretos, SP

De que adianta ter um aumento no nível de inteligência se o homem é incapaz de utilizá-la para resolver seus problemas mais básicos?
Márcio André Fleury Pereira Ribeiro
Goiânia, GO

Apesar de ser muito interessante ter QI acima da média, o que mais pesa positivamente para o nosso sucesso enquanto seres humanos, no sentido pleno da palavra, é a capacidade de perceber nitidamente os direitos e deveres dos outros. Para que ao exercermos nossos direitos e deveres não ignoremos nossos companheiros de jornada, desrespeitando-os. Ou seja: praticar a solidariedade, praticar de peito aberto a cidadania, ter respeito, ter empatia!
Edson F. Nascimento
enascim@keynet.com.br

 

Jorge Alberto Costa e Silva

Excelente a entrevista com o psiquiatra Jorge Alberto Costa e Silva (Amarelas, 27 de junho). Tenho depressão e já fui diagnosticado como neurótico, ou seja, tomei um remédio que não era para mim. Muitos médicos fazem diagnóstico errado do paciente, e o resultado é que transformam uma pessoa normal num doido de pedra.
Mário Annuza
Rio de Janeiro, RJ

Em tempos de discussão sobre a quebra de patentes de remédios indispensáveis à dignidade de muitos doentes mundo afora, é importante ouvir de um ex-integrante da OMS como interagem os interesses abusivos da indústria farmacêutica. Ao menos alguém sabe que nossas moléstias são controladas por grandes laboratórios.
Fernanda do Nascimento Müller
Blumenau, SC

 

Claudio de Moura Castro

Incrível. Não apenas a conclusão lógica sobre tratamento térmico de nossos ambientes tropicais por parte do sempre brilhante Claudio de Moura Castro ("A orangerie tropical", 27 de junho), mas, principalmente, porque partiu de um educador, e não de um arquiteto. É bom que nossos arquitetos atentem e atendam à recomendação dele, já que os "curtains walls" (paredes envidraçadas), que tanto fazem parte de nossa arquitetura contemporânea, não combinam muito bem com este país tropical.
Carlos Tadashi
São Paulo, SP

 

Empresas

Quero cumprimentar VEJA pela reportagem "Coréia dá de dez" (20 de junho), por chamar a atenção para nossas graves deficiências na geração de tecnologia, o que nos conduz a uma crescente dependência tecnológica que resulta em aumento preocupante da conta de royalties e licenciamentos, hoje já ultrapassando anualmente os 2 bilhões de dólares. O setor produtivo brasileiro e a sociedade precisam mobilizar-se para fazer o que Coréia e Taiwan realizaram, e hoje até a China e a Índia estão começando a fazer (em software): tornar a geração própria de inovações tecnológicas em centro do projeto de país, em fator de tração para o seu crescimento.
Roberto Nicolsky
nicolsky@if.ufrj.br

 

Diogo Mainardi

É necessária uma boa dose de erudição, argumentação e cultura, além de coragem, para escrever um artigo como o de Diogo Mainardi sobre o barroco brasileiro. Enganam-se aqueles que confundem essa lucidez com um sentimento "antibrasileiro", pois não se constrói uma tradição cultural a partir de aproximações simplistas e arrogantes daqueles que se intitulam "especialistas" no tema. VEJA está de parabéns por dar oportunidade a um articulista desse quilate, ao mesmo tempo que não propicia a reprodução do pensamento único (Diogo Mainardi, "Santos ridículos", 27 de junho).
Helder Bezerra Teixeira
Aracaju, SE

O barroco brasileiro é reconhecido mundialmente como um dos mais belos e deve ser respeitado como parte de nossa história e expressão de um povo sofrido, ou será que o senhor de engenho Diogo Mainardi também acha que os escravos que "talhavam" nosso barroco não tinham alma?
Sérgio Ximenes Ávila
Fortaleza, CE

 

PT

Não sou expert em política e tenho como princípio não fazer julgamento do que conheço pouco ou do que dependo de outros para formar opinião. Portanto, é claro que não estou definindo o Partido dos Trabalhadores conforme minha sensibilidade, mas era isso exatamente o que eu imaginava do PT, e a reportagem apenas confirma: quer o poder e depois não vai saber o que fazer. Isso me assusta, pois não tenho planos de mudar do Brasil ("A vidraça do PT", 27 de junho).
José Antonio Fazzio
Ribeirão Preto, SP

Não concordo com as críticas feitas ao programa de governo do PT em muitos pontos. Primeiro, quanto à Alca. Rejeitar a Alca não é recusar a realidade nem antiamericanismo. Uma nação que financiou ditaduras na África e nas Américas a pretexto de defender a liberdade e que recentemente recusou o Protocolo de Kioto não é confiável para simplesmente estabelecer as regras da Alca e impô-las aos demais países americanos, como tem sido feito.
Clayton Mendonça Cunha Filho
Fortaleza, CE

 

Telefonia

Mais uma vez VEJA foi a pioneira em tocar num assunto em que eu acreditava que a imprensa jamais tocaria. O jornalismo de "favor", o "toma-lá-dá-cá", quantas dessas colunas e desses artigos que lemos foram feitos sob encomenda, influindo e muito em nossas opiniões e decisões? O assunto é delicado, mas muito importante para a democracia. A imprensa é a palavra mais forte que temos. Não podemos permitir esse tipo de contaminação. Parabéns a VEJA pelo alerta. Vamos ficar atentos ("Os bastidores de uma guerra", 27 de junho).
Sergio Di Pierro
São Paulo, SP

 

Raimundos

A religião consegue façanhas que nenhum segmento da sociedade consegue. Os pastores, com seu poder de persuasão, fizeram com que o escabroso artista Rodolfo abandonasse o execrável conjunto Raimundos para se converter em devoto de igreja. Coisas da religião ("Que Deus o abençoe", 27 de junho).
Sergio Dias Nunes
São Caetano do Sul, SP

VEJA foi muito infeliz ao dizer: "(...) o herói que liquidou com uma das bandas mais desagradáveis do rock nacional". A revista deveria apenas mostrar os fatos, e não sua opinião.
Diogo Camacho Nonato
diogocn@hotmail.com

 

Veja essa

Diferentemente do que foi publicado na seção Veja essa (27 de junho), não é um papagaio que está sendo o pivô de uma briga judicial na China, mas sim um mainá, pássaro que reproduz melhor que o papagaio a fala humana.
Francenilson F. Oliveira Marinho
Abaetetuba, PA

 

Ética

Qual o problema de uma mulher gerar um filho com a ajuda de seu irmão? O problema é da sociedade em geral, que se preocupa demais com a vida alheia. Para ela não interessa se o povo aprova ou não. Deixem-na viver em paz ("Incesto de proveta", 27 de junho)!
Rodrigo Dowsley
Recife, PE

 

VEJA Recife

Parabenizo a equipe de VEJA pela qualidade do trabalho realizado em relação aos bares e restaurantes do Recife. Um guia prático, objetivo e, sobretudo, de extremo bom gosto.
Marcos Nogueira
Recife, PE

 

Planos de saúde

Com relação à reportagem sobre a crise que afeta o mercado de planos de saúde ("O estado é muito grave", 13 de junho), ressaltamos que o momento é de extrema gravidade, não só para as empresas de medicina de grupo e seus usuários como também para as unidades hospitalares. Enquanto os convênios continuam efetuando reajustes autorizados pelo governo em suas mensalidades, esses estabelecimentos não recebem nenhum aumento em suas diárias e taxas há mais de três anos, o que vem inviabilizando sua sobrevivência.
José Carlos de Souza Abrahão
Presidente da Federação
de Hospitais do
Estado do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ

 

 

TESTE SUA INTELIGÊNCIA

Na semana passada, quando VEJA estampou na capa uma reportagem sobre a inteligência, a versão eletrônica da revista (www.veja.com.br) colocou no ar um teste em que o leitor pode medir sua capacidade de raciocínio. Os leitores escreveram para a redação apontando algumas imperfeições e sugerindo alterações no teste. A questão 14 ("Qual a árvore que contém todas as vogais?"), cuja resposta era sequóia, agora, graças aos leitores, tem outras alternativas válidas: cajueiro, eucalipto, salgueiro e juazeiro. A questão 15 tinha problemas técnicos. A alternativa correta não era aceita, mas já recebeu os devidos acertos. O teste continuará disponível no site de VEJA – junto com outros testes – na seção Especiais on-line.

 

AS MULHERES DE VEJA

O leitor Everton M. Santos, médico de 74 anos que vive em Brasília, está feliz com a participação de mulheres no corpo de jornalistas de VEJA. "Há bastante tempo venho observando que um número enorme de reportagens de VEJA vem assinado por mulheres", escreveu. Santos teve o cuidado de fazer um levantamento das reportagens assinadas para fundamentar sua afirmação. "Não computando colunas semanais e seções, eis o que apurei em cinco edições recentes de nossa revista":

 
Edição
Homens
Mulheres
16 de maio
14
12
30 de maio
15
12
6 de junho
8
12
13 de junho
14
13
27 de junho
10
16

As mulheres representam 43% dos jornalistas de VEJA. Nas edições pesquisadas pelo leitor, elas foram responsáveis por quase 52% das reportagens assinadas. "VEJA está de parabéns por reconhecer o valor das mulheres, que há muito ombrearam conosco em todos os campos, mas ainda são discriminadas, inclusive ganhando menos pelo mesmo tipo de trabalho", critica o doutor Santos.



 
 
   
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