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Gustavo Poloni [e-mail: hipertexto@abril.com.br] Falta o vilão entrar em cena
Quando as gravadoras declararam guerra contra o Napster (www.napster.com), o serviço gratuito de cópia de músicas pela rede, a indústria cinematográfica de Hollywood resolveu colocar o pé no freio dos seus projetos de internet. Mas a paralisia acabou e alguns estúdios estão anunciando ações independentes com tecnologias capazes de gerar negócios no comércio on-line de filmes. A Sony deve lançar o site MovieFly.com para vender suas produções, as da Universal Studios e, quem sabe, as da 20th Century Fox. Os estúdios Disney (www.disney.com) estão desenvolvendo uma solução para transmitir conteúdos para o computador dos espectadores. No Brasil, uma das poucas alternativas disponíveis é oferecida pela M13 (www.m13.com.br), que vende uma tecnologia de distribuição de filmes pela rede. Por enquanto, o romance entre cinema e internet parece sério. Ainda não apareceu nenhum pirata digital para estragar tudo.
Britney vai às compras em NY Os fãs da cantora Britney Spears já podem fazer compras ao lado da musa. Não é uma daquelas promoções da TV no estilo "um dia com seu ídolo". A novidade é virtual e está no Yahoo! (www.yahoo.com). O portal lançou cinco videoclipes que mostram Britney batendo pernas em lojas dos Estados Unidos com 800 dólares na carteira. Quando a musa experimenta um modelito quase sempre bem decotado, é claro , basta clicar sobre a imagem para cair no site da loja e comprar um igual ao da rainha do playback. Para quem quiser experimentar, dois alertas: 1) Justin Timberlake, o chato do cantor do 'NSync e namorado de Britney, aparece com ela nos vídeos; 2) o gosto da estrela para se vestir é, no mínimo, muito duvidoso.
Pela internet,
mas nem tanto
Delícias
entregues em casa
O site da Amor aos Pedaços (www.amoraospedacos.com.br) está vendendo toda a linha de mais de cinqüenta quitutes da empresa pela internet. As entregas demoram no máximo 24 horas e custam 2 reais a mais, por conta do frete. O ruim é que a saborosa novidade está disponível apenas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Para outras localidades, a doceria entrega apenas o livro de suas receitas. Já é alguma coisa.
Vale até furadeira A Amazon
(www.amazon.com)
e sua versão tupiniquim, o Submarino (www.submarino.com.br),
aumentaram o leque de produtos que vendem pela internet. A megaloja virtual
americana vai comercializar licenças de software de fabricantes
como Microsoft e Symantec. Já o Submarino passou a vender ferramentas,
como furadeira, chave de fenda e martelo. Rechear a prateleira é
mais uma tentativa que as duas lojas fazem para sair do prejuízo.
Demissões em massa e quebra de empresas. As notícias sobre internet não são nada animadoras. Para tentar virar o jogo, a PontoConfraria, um grupo informal de executivos do setor, lançou a campanha "Eu uso internet", que vai incluir adesivos, camisetas e anúncios em revistas, jornais e na própria rede. Nada muito dispendioso. Como o orçamento anda curto nos sites, até mesmo a festa de lançamento da campanha, realizada em São Paulo na semana passada, enfrentou problemas. Quase não sobrou dinheiro para pagar as despesas com o som.
Acesso triplo Sabe aquela história de que um é pouco, dois é bom e três é demais? Ela não vale para o UOL Inc. O maior grupo da internet brasileira, que já tinha os seus portais UOL (www.uol.com.br) e BOL (www.bol.com.br) oferecendo acesso à internet, vai ter acesso também pelo Zip.Net (www.zip.net), recentemente incorporado ao UOL. Nos primeiros noventa dias, os internautas pagarão 14,90 reais de mensalidade. Depois, o valor sobe para 19,90.
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