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Edição 1 707 - 4 de julho de 2001
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Gustavo Poloni [e-mail: hipertexto@abril.com.br]

Falta o vilão entrar em cena

Fotos: Paramount Pictures

Quando as gravadoras declararam guerra contra o Napster (www.napster.com), o serviço gratuito de cópia de músicas pela rede, a indústria cinematográfica de Hollywood resolveu colocar o pé no freio dos seus projetos de internet. Mas a paralisia acabou e alguns estúdios estão anunciando ações independentes com tecnologias capazes de gerar negócios no comércio on-line de filmes. A Sony deve lançar o site MovieFly.com para vender suas produções, as da Universal Studios e, quem sabe, as da 20th Century Fox. Os estúdios Disney (www.disney.com) estão desenvolvendo uma solução para transmitir conteúdos para o computador dos espectadores. No Brasil, uma das poucas alternativas disponíveis é oferecida pela M13 (www.m13.com.br), que vende uma tecnologia de distribuição de filmes pela rede. Por enquanto, o romance entre cinema e internet parece sério. Ainda não apareceu nenhum pirata digital para estragar tudo.

 

Britney vai às compras em NY

Os fãs da cantora Britney Spears já podem fazer compras ao lado da musa. Não é uma daquelas promoções da TV no estilo "um dia com seu ídolo". A novidade é virtual e está no Yahoo! (www.yahoo.com). O portal lançou cinco videoclipes que mostram Britney batendo pernas em lojas dos Estados Unidos com 800 dólares na carteira. Quando a musa experimenta um modelito – quase sempre bem decotado, é claro –, basta clicar sobre a imagem para cair no site da loja e comprar um igual ao da rainha do playback. Para quem quiser experimentar, dois alertas: 1) Justin Timberlake, o chato do cantor do 'NSync e namorado de Britney, aparece com ela nos vídeos; 2) o gosto da estrela para se vestir é, no mínimo, muito duvidoso.

 

Pela internet, mas nem tanto

Divulgação


A GM está dando uma mostra de como tirar proveito de uma meia informação. A montadora anda alardeando que a cada sete minutos vende um Celta (www.celta.com.br) pela internet. Até aí, só elogios. Agora vamos ao que a GM não conta: de cada 100 pedidos pela web, 97 são feitos por funcionários das concessionárias. O cliente vai à loja, encomenda o carro e o vendedor faz o pedido pelo site. Quem imaginava uma legião de internautas comprando tranqüilamente de casa, decidindo em conjunto com a família e sem medo algum de fechar um negócio de milhares de reais pela rede, pode esquecer.

 

Delícias entregues em casa

O site da Amor aos Pedaços (www.amoraospedacos.com.br) está vendendo toda a linha de mais de cinqüenta quitutes da empresa pela internet. As entregas demoram no máximo 24 horas e custam 2 reais a mais, por conta do frete. O ruim é que a saborosa novidade está disponível apenas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Para outras localidades, a doceria entrega apenas o livro de suas receitas. Já é alguma coisa.

 

Vale até furadeira

A Amazon (www.amazon.com) e sua versão tupiniquim, o Submarino (www.submarino.com.br), aumentaram o leque de produtos que vendem pela internet. A megaloja virtual americana vai comercializar licenças de software de fabricantes como Microsoft e Symantec. Já o Submarino passou a vender ferramentas, como furadeira, chave de fenda e martelo. Rechear a prateleira é mais uma tentativa que as duas lojas fazem para sair do prejuízo.


Demissões em massa e quebra de empresas. As notícias sobre internet não são nada animadoras. Para tentar virar o jogo, a PontoConfraria, um grupo informal de executivos do setor, lançou a campanha "Eu uso internet", que vai incluir adesivos, camisetas e anúncios em revistas, jornais e na própria rede. Nada muito dispendioso. Como o orçamento anda curto nos sites, até mesmo a festa de lançamento da campanha, realizada em São Paulo na semana passada, enfrentou problemas. Quase não sobrou dinheiro para pagar as despesas com o som.

 

Acesso triplo

Sabe aquela história de que um é pouco, dois é bom e três é demais? Ela não vale para o UOL Inc. O maior grupo da internet brasileira, que já tinha os seus portais UOL (www.uol.com.br) e BOL (www.bol.com.br) oferecendo acesso à internet, vai ter acesso também pelo Zip.Net (www.zip.net), recentemente incorporado ao UOL. Nos primeiros noventa dias, os internautas pagarão 14,90 reais de mensalidade. Depois, o valor sobe para 19,90.

 

 

O SeliG (www.selig.com.br), serviço de internet por celular do iG (www.ig.com.br), voltou a ser gratuito. Depois de anunciar que cobraria mensalidade de seus usuários, o portal recuou. Outra novidade está no conteúdo. Seu canal de esportes está transmitindo em tempo real informações sobre as corridas de Fórmula 1. Pela telinha do celular dá para conferir a colocação dos pilotos nas provas e as notícias de bastidores.

 

Boa notícia para quem adora bater papo pela internet usando o ICQ (www.mirabilis.com) ou o AIM (www.aol.com.br) mas trabalha em empresa que proíbe a instalação desses comunicadores nos micros. A partir de agora, basta entrar nos sites, preencher um cadastro e conversar com os amigos sem precisar armazenar nada no disco rígido do computador. Vai ficar muito mais difícil a chefia controlar o blablablá pelos comunicadores instantâneos.

 

Já dá para escolher a marca

 

J. Miranda
Divulgação

Até pouco tempo atrás, quem quisesse entrar no mundo dos computadores de mão tinha como opção apenas os modelos da americana Palm. Mas o produto anda vendendo tanto que não param de surgir novas marcas. Depois de Compaq, HP e Casio, mais dois fabricantes estão entrando na briga. A Logger (www.logger.com.br) lançou o i-Log Amigo, com Windows CE Pocket PC, 32 MB de memória RAM e tecnologia para transformar o micro de mão em telefone celular. Preço: 2 100 reais. A IBM (www.ibm.com.br) também vai entrar na festa com os modelos WorkPad c500 e c505, que chegam em julho. Produzidos pela Palm, eles serão capazes de reproduzir música e vídeo digitalizados. O c500 custará 1 400 reais e o c505, 1 600 reais.

 

www.gotomypc.com

Você está em casa e precisa de um dado que está no micro do escritório. Ou vice-versa. Por 20 dólares mensais, a GoToMyPC oferece um serviço que permite acessar de um micro as informações de outra máquina. Para usar o serviço é preciso preencher uma série de requisitos explicados no site. Quem se encaixar nunca mais vai arrepender-se por não ter trazido num disquete aquele arquivo que começou a ser feito no trabalho e precisa ser entregue ao chefe no dia seguinte, bem cedinho.

 

 
 
   
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